<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910</id><updated>2012-02-10T18:13:47.034Z</updated><title type='text'>Tactiboqueando</title><subtitle type='html'>FERREIRA DO ZÊZERE, PORTUGAL</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-708548128895700754</id><published>2011-12-28T16:11:00.001Z</published><updated>2011-12-28T16:16:37.781Z</updated><title type='text'>Regresso às Origens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;
&lt;img border="0" height="400" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/--sGXtR0fIEY/Tvs_Ie_iHyI/AAAAAAAAAzs/rVqhwLPr6R0/s400/Oliveira.JPG" width="261" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Quando era pequena, os meus pais levavam-me à terra dos meus avós maternos. Isso acontecia no tempo das “Férias Grandes” e, nesse período sazonal, tinha a oportunidade de visitar amigos e familiares, todos esses membros amputados por largos meses de espera.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
“Ir à Terra” significava, para mim, para os meus pais e para os meus avós – que entretanto haviam trocado os silêncios do Interior pelas andanças do Litoral –, um regresso às origens. Já a “Terra” em si tinha um nome: Vila Verde, povoação pequena, isolada no igualmente isolado Concelho de Ferreira do Zêzere.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No lugar onde a minha mãe nasceu não havia luz ou água e os caminhos eram de terra batida. No Verão, a poeira elevava-se da estrada, turvava o ar e colava-se aos matos, às casas e a mim, polvilhando-me a cara, as mãos e os pés. A consequência óbvia era a de ter de tomar vários banhos por dia, dentro de um alguidar de zinco que na altura me parecia enorme, tinha eu uns cinco ou seis anos. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Os meus avós eram pessoas simples, com poucos recursos, e a casinha onde tinham um dia morado era igualmente humilde, mas a mim transmitia-me uma sensação de segurança, apego e conforto, necessários a umas férias bem passadas. Chamava-lhe a “Casa dos Aranhiços”, pois estes bichinhos pernudos apropriavam-se persistentemente do espaço e era necessário corrê-los à força de vassouradas.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mais tarde, chegou a instalação eléctrica e a água canalizada e, com isso, perderam-se os serões passados à luz da fogueira e do candeeiro a petróleo, bem como as idas à Fonte do Alqueidão para lavar a roupa. Esta rapidamente perdeu o cheiro a sabão, enquanto que a fonte, aos poucos, deixou de jorrar água.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Um dia, ao regressarmos à Terra, a velha estrada poeirenta havia também mudado. Mais elevada no terreno, cobria-a um manto negro e a “Casa dos Aranhiços” ficava agora dois metros mais abaixo, como se o solo a tivesse engolido. Os meus chinelos, que dantes ficavam cobertos de pó, serviam agora para rebentar as bolhinhas de alcatrão que se formavam na estrada sempre que fazia mais calor. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mas a estrada nova não havia destruído os velhos caminhos. Da casinha da minha avó chegava à Capela de Nossa Senhora da Luz, onde a minha tia Natália ia todos os dias para ver se a vigila da lamparina de azeite se mantinha acesa. Chegava também ao mercado de Areias, que se realizava (e realiza) todos os Domingos, enquanto que os fiéis enchiam a Igreja de Nossa Senhora da Graça assistindo, em silêncio, à missa semanal. Cá fora, a profusão de cheiros e de cores, de sons e de imagens, animava regularmente a vida do pequeno povoado.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Mais tarde, já com dezoito anos, quando vim para ficar na aldeia dos meus avós, pude recordar tudo novamente. Era como se a poeira da Terra, que se me pegava ao corpo quando era criança, jamais me tivesse largado, por mais banhos que tomasse no velho alguidar de zinco.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Revisitando todos estes quadros da minha infância, pude constatar como tanta coisa se manteve inalterada e se cristalizou num lugar de tempo sem tempo. Talvez essa seja a razão que me tenha levado a querer saber mais, a querer saber o que se encontrava escondido atrás de cada recanto da minha memória.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Estudei, e os meus estudos dediquei-os a Ferreira do Zêzere, à sua gente simples e às minhas origens que não renego e de que tenho orgulho.&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Talvez seja essa a razão de querer contar aos outros a alegria que experimento quando revejo cada lugar, cada casa, cada templo, cada gesto. É o querer partilhar o quem, quando, onde, como e porquê de tudo isso. E é esse o “Olhar” que pretendo imprimir em cada uma das minhas crónicas, quando perscruto o “Património” ferreirense. È esta a sua razão de ser: explicar como é importante pensar o património como herança dos nossos avós, património esse que temos o direito e dever de salvaguardar, conservar e valorizar, de maneira a poder transmiti-lo às gerações futuras. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-708548128895700754?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/708548128895700754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=708548128895700754' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/708548128895700754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/708548128895700754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2011/12/regresso-as-origens.html' title='Regresso às Origens'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--sGXtR0fIEY/Tvs_Ie_iHyI/AAAAAAAAAzs/rVqhwLPr6R0/s72-c/Oliveira.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6286803645132480948</id><published>2009-10-18T17:58:00.014+01:00</published><updated>2011-12-28T15:54:42.476Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Pias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A história da povoação de Pias remonta a 1321 quando, a partir desta data, se converte na sede de uma das novas comendas da Ordem de Cristo fundadas no termo de Tomar, após a extinção dos Templários. De acordo com o historiador António Baião, autor da Vila e Concelho de Ferreira do Zêzere (1918), foi então eleito seu primeiro comendador frei Álvaro Gonçalves (c. 1345) a que se seguiram, entre outros, os célebres Gonçalo Velho Cabral (séc. XV) e Lourenço Pires de Távora (séc. XVI). De sede de comenda, Pias ascenderia à categoria de Vila a 25 de Fevereiro de 1534, por ordem directa de D. João III, sendo este curioso episódio narrado pelo padre António Carvalho da Costa na sua Corografia Portuguesa (1712). De acordo com o cronista, o rei terá ficado alojado nas pousadas de Jerónimo de Sousa, morador nesta povoação, e tão contente ficou com a recepção que a converteu em Vila e fez do estalajadeiro seu primeiro capitão-mor. Pias seria então apartada da Vila de Tomar e mais tarde, a partir de 1588, com a fundação da igreja matriz de São Luis de Tolosa, converter-se-ia igualmente em sede de freguesia, sendo-lhe então atribuído todo o termo de Santa Maria de Areias. Actualmente, Pias é uma das nove freguesias do concelho de Ferreira do Zêzere, ocupando uma área total de 9,87 km², com 534 habitantes, distribuídos pelos seguintes lugares: Alqueidão, Amial, Baloco, Boucha, Carrascal, Carvalha, Castelo, Infestinos, Lameira, Louriceira, Outeiro dos Pereiros, Panascal, Peniçal, Pessegueiro, Pias, Ponte de Pias, Ponte de Tabuado, Quinta do Boim, Raposeira, Ribeira de Pias, Ribeiro da Dona, Robária, S. Marcos, Serrado da Azinheira, Serra de Santa Catarina, Telheiro, Telheiro de Baixo, Telheiro de Cima e Vale de Veias. Dos exemplares de arquitectura religiosa existentes nesta freguesia, para além da igreja matriz já devidamente analisada na crónica anterior, subsistem somente três: a capela de Santo António e a capela de São Marcos, ambas pertencentes ao Bispado de Coimbra, e a capela particular de Nossa Senhora do Desterro, que inclusivamente já não cumpre a sua função cultual. Vejamos cada um destes casos em particular.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393986358368156722" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttKA63WPDI/AAAAAAAAAwk/iReOAk2G6wM/s400/fachada+principal.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 266px;" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;A &lt;span style="color: #999900; font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;Capela de Santo António&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; localiza-se na sede de freguesia, relativamente próximo da igreja paroquial, e foi erigida numa elevação de terreno, acedendo-se ao templo por meio de uma extensa escadaria de três lanços. Do ponto de vista arquitectónico, trata-se de uma pequena capela de planta longitudinal e nave única, com cobertura em telhado de duas águas, na junção das quais se ergue uma cruz de Cristo. A frontaria termina em empena triangular, interrompida do lado direito por um pequeno campanário; esta é simplesmente constituída por um portal de lintel curvo, ladeado por duas frestas de terminação semicircular. Na chave do lintel da entrada conserva-se ainda uma inscrição, esculpida em relevo na cantaria, e que poderá corresponder a um momento de intervenção no templo; nela pode ler-se o seguinte: “J.P. 1903”. &lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393986587896929634" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttKOR7RXWI/AAAAAAAAAws/YQJuqMldu7A/s400/interior.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 267px;" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #999900; font-size: 85%;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é de cobertura madeirada em três planos, sendo o pavimento recoberto a mosaico cerâmico. Os muros interiores foram revestidos por um silhar azulejar de 7 unidades de altura, exemplares de produção industrial, executados nos tons de azul, branco e amarelo, que obedecem a um módulo de repetição de 2X2/2. Sobre a mesa de altar conserva-se a imagem de Santo António com o Menino. &lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393986710019285410" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttKVY3goaI/AAAAAAAAAw0/mKxl7a177zU/s400/Capela+de+S%C3%A3o+Marcos.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Já a &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #999900; font-size: 85%;"&gt;Capela de São Marcos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, instituída no lugar com o mesmo nome, goza de um enquadramento rural, sendo rodeada pelo casario típico do povoado e por uma estrada que lhe é contígua. O templo é delimitado por um amplo largo calcetado, em parte murado. De acordo com o citado António Baião, já no terceiro quartel do século XVI existia a capelinha de S. Marcos, localizada a cima e para o lado nascente da vila de Pias, encontrando-se então toda destelhada e quase deitada por terra. Actualmente, trata-se de um edifício reconstruído a partir das ruínas existentes nesse local e em cuja frontaria se pode ler a seguinte informação, inscrita numa lápide: “Capela reconstruída em 2003.” Não obstante, facilmente se constata que as dimensões após a reconstrução são muito menores que as do templo original. De facto, a frontaria da actual capela de São Marcos corresponde ao limite imposto pelo primitivo arco cruzeiro, e daí que as dimensões do pórtico pareçam tão desajustadas relativamente à singeleza arquitectónica da capelinha, que teria de ter pelo menos o dobro do comprimento; não obstante, a solução adoptada não deixou de ser engenhosa, uma vez que houve uma proveitamento da única estrutura existente no momento da intervenção: a capela-mor. Também por esta razão, a planta longitudinal do templo desenvolve-se na largura e não no comprimento, como é usual. Mantém, no entanto, a mesma cobertura em telhado de duas águas, na junção das quais se eleva uma grande cruz de Cristo em cantaria. Na empena esquerda foi adossado o típico campanário e, pela lateral do mesmo lado, desenvolve-se o volume da sacristia, dotada de acesso pelo exterior, uma fresta e cobertura em telhado de três águas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393986999978397138" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttKmRDJjdI/AAAAAAAAAw8/bLPjC_pFvJc/s400/interior.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 266px;" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #999900; font-size: 85%;"&gt;Interiormente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, apresenta cobertura madeirada em três planos, sendo o pavimento recoberto a mosaico cerâmico. As paredes foram recentemente revestidas por um silhar azulejar, cujo padrão reproduz o tapete que se desenvolve ao longo do corpo central da igreja de São Luís das Pias. O restante espólio é igualmente rico, sendo constituído por um conjunto de obras de cantaria de natureza calcária, datadas do século XVII: o altar-mor, belíssimo nicho tripartido, encimado por um frontão triangular; a imagem padroeira de São Marcos Evangelista, aos pés da qual se deita um leão, seu principal atributo; e um pequeno lavatório de simples lavor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393987301003110754" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttK3ydCKWI/AAAAAAAAAxE/W72aG_6m53I/s400/DSC00540.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt; &lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Por fim, surge a Capela de Nossa Senhora do Desterro, templo de carácter particular integrado na fachada principal da &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #999900; font-size: 85%;"&gt;Quinta do Desterro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sita no lugar do Alqueidão das Pias. Trata-se, na verdade, de uma dependência dotada de acesso para a via pública, mas que passa claramente despercebida, uma vez que não existe qualquer elemento arquitectónico ou decorativo que a permita distinguir pelo exterior. A porta de acesso ao templo corresponderia à segunda entrada que se abre no andar térreo da moradia, a contar pela lateral direita; por sua vez, através da primeira entrada realizava-se o acesso à sala de sacristia. Não obstante, já não cumpre actualmente a sua função cultural uma vez que, de acordo com o seu actual proprietário, todo o espólio se perdeu no decurso dos saques originados pelas invasões francesas. Mas a história que se encontra associada à Quinta do Desterro e à sua capela não deixa, no entanto, de ser curiosa. De acordo com Frei Agostinho de Santa Maria, no seu Santuário Mariano (c. 1712), este templo havia sido fundado por Diogo de Sousa e sua mulher Catarina Garcês de Oliveira, pessoas nobres da Vila das Pias, embora se desconheça o ano concreto da sua fundação. Como não haviam deixado descendência, tomou posse da Quinta e Capela do Desterro o Capitão Lucas de Sá e Mendonça, a quem sucedeu seu filho Rodrigo de Sá e Mendonça. Nesta capelinha se encontravam, por volta de 1711, as imagens que compõem a tríade da Sagrada Família: Nossa Senhora, São José e o Menino Jesus, vestidos como peregrinos, no momento em que, saindo do Egipto, caminhavam para a Nazaré. Frei de Santa Maria refere ainda que “são obradas estas santas imagens de escultura de madeyra; a sua proporção não passará de tres palmos; são estofadas com perfeyção”. Os ofícios religiosos eram então assistidos por um capelão, pago por Rodrigo de Sá, que tinha a obrigação de todos os dias dizer missa na capelinha. E com a 35ª Crónica, dedicada às “Capelinhas de Pias”, se encerra o capítulo da Arquitectura Religiosa no Concelho de Ferreira do Zêzere.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6286803645132480948?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6286803645132480948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6286803645132480948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6286803645132480948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6286803645132480948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/10/as-capelinhas-de-pias.html' title='As Capelinhas de Pias'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttKA63WPDI/AAAAAAAAAwk/iReOAk2G6wM/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Pias, 2240 Ferreira do Zêzere, Portugal</georss:featurename><georss:point>39.7155119 -8.331282600000009</georss:point><georss:box>39.696429900000005 -8.355363100000009 39.7345939 -8.307202100000008</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-4896257399439842571</id><published>2009-10-18T16:50:00.021+01:00</published><updated>2011-12-28T12:25:19.760Z</updated><title type='text'>A Igreja de São Luis das Pias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sts5yQznHBI/AAAAAAAAAuU/pCtJJH0GGec/s1600-h/fachada+principal.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393968514373983250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sts5yQznHBI/AAAAAAAAAuU/pCtJJH0GGec/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;igreja matriz de São Luís de Tolosa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; foi fundada no ano de 1588 a pedido dos moradores do lugar das Pias, até então dependentes da paróquia de Areias, que assim intentaram na construção de uma nova igreja, mais próxima e capaz de servir nos rituais litúrgicos.
Ao longo dos séculos este templo foi sucessivamente remodelado no decurso de várias campanhas construtivas, pelo que são diversas as influências estilísticas - renascentistas, maneiristas, barrocas – que se manifestam sobre uma mesma base estrutural gótica, denunciada essencialmente pelo arranjo espacial interior e sua planimetria. Esta obedece a um esquema longitudinal tripartido, sendo as naves laterais, dotadas de cobertura em telhado de uma água, ligeiramente mais baixas que o corpo central, com cobertura de duas águas.
A fachada principal, rematada por uma simples empena triangular, é de traço claramente maneirista e apenas ostenta um portal de lintel semicircular, a que se sobrepõe um janelão rectangular, preenchido por um vitral representativo da cruz de Cristo. Posteriormente, do lado direito foi acoplada uma torre sineira, a qual absorveu um dos pináculos que rematam a empena da frontaria. Para além do portal da fachada principal, existem outros dois, localizados em cada uma das laterais, sabendo que o do lado sul foi integrado pelo volume da sala de sacristia que, a par da capela-mor, se destaca do corpo central do templo.



&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393968950298537250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sts6LowH7SI/AAAAAAAAAuc/bV3KzDPg9ko/s400/interior+1.JPG" /&gt; Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o espaço tripartido é dividido em arcaria de volta perfeita, assente sobre uma colunata ao estilo toscano. A penumbra caracteriza este local pois, para além dos portais principal e lateral que se mantêm praticamente fechados, apenas um pseudo-clerestório que se rasga ao longo da empena da arcaria permite iluminar o interior da igreja.
O tecto da nave central é madeirado em três planos, enquanto que o das naves laterais é de apenas uma água; por sua vez, a cobertura da capela-mor é em abóbada de caixotões. Relativamente ao pavimento, este é simultaneamente recoberto a mosaico cerâmico e lajeado, existindo um passadiço de cantaria que se prolonga desde o pórtico até à capela-mor.



&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393971389525454050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sts8ZnlI7OI/AAAAAAAAAuk/wvcdcU_g2Os/s400/p%C3%BAlpito.JPG" /&gt;Perto desta dependência, e adossado ao fuste da última coluna do lado do Evangelho, encontra-se um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;púlpito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de cálice liso que se desenvolve a partir de um colunelo provido de pé. Por sua vez, na extremidade oposta e junto à entrada principal, encontra-se a pia baptismal, demarcada por meio de gradeamento, obra em cantaria de taça e fuste lisos mas provida de uma ampla base circular.
No que se refere aos exemplares de património integrado, existem na igreja de São Luís das Pias vários altares, fundados em épocas distintas e consagrados a diferentes oragos. Dois desses altares, cujo tratamento retabular é idêntico, conservam-se na parede lateral sul: ambos são constituídos por uma mesa de altar executada em talha policromada e um nicho central que se rasga na parede de adossamento, emoldurado por um arco de volta perfeita executado em cantaria e a cujo fecho se sobrepõe uma cruz de Cristo.



&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393979866404130402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttEHCagjmI/AAAAAAAAAvs/Wg305QMtD80/s400/altar+s.+miguel.JPG" /&gt;O primeiro é consagrado ao já recorrente tema de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Miguel no Purgatório&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de acordo com a pintura retabular executada a óleo sobre tábua que ocupa todo nicho central; neste altar encontram-se ainda duas imagens de recente produção alusivas a Nossa Senhora de Fátima e ao Sagrado Coração de Jesus.


&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393976037815388978" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttAoLz0izI/AAAAAAAAAvU/nev4GMTvjh8/s400/altar+s.+sebasti%C3%A3o.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Já o segundo altar é consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Sebastião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de vulto do século XVI dotada de resplendor e de setas, a que se sobrepõe uma pintura retabular igualmente executada a óleo sobre tábua. Nesta composição é representado um campo de tiro romano, no qual vários arqueiros disparam em direcção ao corpo do mártir, amarrado a uma árvore e despojado das suas vestes; no registo superior dois anjos, providos de palmas e de uma coroa de flores, indicam ao Santo o Paraíso que se abre entre as nuvens, deixando passar um feixe de luz. Junto de cada um destes altares conserva-se uma lápide referente à instituição das respectivas capelas; no entanto, apenas é perceptível a inscrição do altar de São Miguel, na qual se pode ler o seguinte: «Esta capela é de António Pereira de Sousa desta Vila pera nela se dizer misa cotediana pela sua alma e sua tensam era de 1620»
&lt;/div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393980602522175202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttEx4quhuI/AAAAAAAAAv0/g5wcK8_GCms/s400/altar+nossa+senhora+dos+m%C3%A1rtires.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Na parede lateral norte um altar e uma capela ladeiam o portal de acesso à sacristia (primitivo portal lateral), obra de cantaria executada em fino lavor e a cujo entablamento se sobrepõe um frontão interrompido. O altar é idêntico aos que se encontram na parede oposta, sendo dedicado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora dos Mártires&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem do século XVI esculpida em pedra. É o nicho central ocupado por duas pinturas executadas a óleo sobre madeira, datadas de meados do século XVIII. A tábua superior, de cabeça arredondada, figura a Coroação da Virgem e é uma composição de cunho maneirista. A tábua maior representa o Sacrifício de Martim Moniz durante a conquista de Lisboa aos Sarracenos em 1147 e é uma minuciosa composição característica da arte oficinal do ciclo da Restauração. São estas pinturas atribuíveis a José de Avelar Rebelo, pintor de D. João IV, e figuraram na Exposição Documental do Museu Nacional de Arte Antiga, nas Comemorações Centenárias da Cidade de Lisboa.
&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393982016635850242" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttGEMpszgI/AAAAAAAAAv8/g8khgqmxR_w/s400/capela+de+nossa+senhora+da+paz.JPG" /&gt;Já a capela é dedicada a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Paz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sendo belissimamente enquadrada por um frontão triangular assente sobre pilastras que terminam em esferas, enquanto que no friso permanecem vestígios de uma antiga inscrição; por sua vez, pelo interior, a cobertura é em abóbada de caixotões, enquanto que do pavimento lajeado se eleva uma mesa de altar onde se conserva a imaginária: Nossa Senhora da Paz, Santo António (escultura de pedra do século XVI) com o Livro aberto nas mãos e São José com o Menino.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393982422566398514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttGb03FajI/AAAAAAAAAwE/ocIpt0uzPKk/s400/altar+nossa+senhora+das+dores.JPG" /&gt;No arco cruzeiro existem outros dois altares, esculpidos em talha policromada barroca. O do lado do Evangelho é consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora das Dores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de roca de grandes dimensões e cuja iconografia respeita os mesmos elementos já estudados em relação a outras imagens desta temática. Por sua vez, o do lado da Epístola é consagrado a &lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Nossa Senhora da Conceição&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, imagem do século XVIII talhada em madeira policromada e que representa a Virgem, coroada e envergando vestes esvoaçantes, pairando sobre uma nuvem transportada por querubins, ao mesmo tempo que mantém as mãos em oração.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393983253080062978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttHMKw-PAI/AAAAAAAAAwM/nr_mcH18IbQ/s400/capela-mor.JPG" /&gt;Por sua vez, também na &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; se preserva um retábulo em talha policromada barroca, semelhante à dos retábulos do arco cruzeiro, mas que é desprovido de qualquer imagem.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393983600888696354" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttHgadAziI/AAAAAAAAAwU/Sjf3E4fPtgU/s400/s%C3%A3o+luis.JPG" /&gt;


&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Luís de Tolosa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, obra executada em madeira policromada, eleva-se sobre um pequeno plinto de madeira, e apresenta-se como um jovem bispo toucado por mitra, ao mesmo tempo que abençoa com a dextra. &lt;/div&gt;


&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393983970641841298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SttH175CDJI/AAAAAAAAAwc/02kNnK-YQ10/s400/frescos+da+ab%C3%B3bada+da+capela-mor.JPG" /&gt;Do mesmo período barroco são os &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;frescos de ramagens azuis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, decorados a pintura de brutesco, que preenchem os caixotões da capela-mor; estes registos são em tudo semelhantes aos que se conservam na igreja matriz de Areias.
Por fim, e relativamente ao revestimento azulejar, refira-se que este não obedeceu a um plano unitário. Em parte das paredes da nave e no rodapé foram aplicados&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt; azulejos de ponta de diamante&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – nos tons de azul, branco e amarelo – tipologia de transição entre o caixilho compósito e a técnica do tapete. Padrão de módulo 2 x 2, com 3 elementos é, no entanto, um esquema sem centro de rotação e por isso linear. De acordo com Santos Simões, este foi um dos esquemas difundidos de Espanha que mais se popularizou em Portugal a partir dos inícios do século XVII, dada a sua simplicidade de aplicação. Este revestimento data, possivelmente, de cerca de 1620 (data inscrita junto do altar de São Miguel) e, aqui, aparece contornado pela sua correspondente cercadura do tipo dente de lobo, que tipicamente acompanhava o padrão de ponta de diamante. Também a capela de Nossa Senhora da Paz é, em parte, revestida por um silhar de 9 unidades de alto, que obedece a um padrão de módulo 2x2/1. Neste padrão, característico do século XVII, os ornatos azuis e amarelos dispõem-se sobre um fundo branco, existindo como que uma “inversão” dos valores cromáticos em relação aos esquemas comummente observados.
Já na capela-mor, o revestimento azulejar preenche integralmente as paredes do lado do Evangelho e da Epístola. Este revestimento subdivide-se em dois registos, delimitados pelas correspondentes guarnições, e cujos motivo contracurvados que os constituem, executados em tons de azul sobre branco, denunciam a estética tardia do século XVIII. O primeiro registo consiste num silhar de albarrada, preenchido por painéis ornamentais do tipo pote e pássaros, em grupos composicionais de 6 x 4 elementos. O segundo registo é constituído por um tapete que resulta da repetição de um padrão 4 x 4/2, o qual se prolonga para a parte fronteira do arco cruzeiro. Apenas no rodapé da parede do lado do Evangelho foram aplicadas duas fiadas de azulejos de figura avulsa, representando diversas variedades de flores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-4896257399439842571?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/4896257399439842571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=4896257399439842571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4896257399439842571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4896257399439842571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/10/igreja-de-sao-luis-das-pias.html' title='A Igreja de São Luis das Pias'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sts5yQznHBI/AAAAAAAAAuU/pCtJJH0GGec/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6294562462488433095</id><published>2009-08-14T13:55:00.018+01:00</published><updated>2011-12-28T12:27:00.999Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Paio Mendes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVfedn1WSI/AAAAAAAAAsk/xVBKAxhsDRE/s1600-h/DSC01023.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369803107661601058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVfedn1WSI/AAAAAAAAAsk/xVBKAxhsDRE/s400/DSC01023.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Vista panorâmica da propriedade da Quinta do Cerquito, no lugar do Casal da Mata
&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;A povoação de Paio Mendes deve a sua fundação ao mestre da Ordem do Templo com o mesmo nome que aqui veio a instituir uma fortificação, provavelmente na sequência do movimento de Reconquista deste território às forças muçulmanas. Desta fortificação preservou-se a memória na referência ao lugar do Castelo, ainda hoje existente próximo da sede de freguesia. Pela sua importância estratégica, o povoado rapidamente foi convertido em comenda e manteve-se na posse dos Templários até ao ano de 1312, passando depois para a Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo após o reordenamento administrativo da região.
Integrada na comenda-mór de Nossa Senhora do Pranto de Dornes, a fundação da freguesia de Paio Mendes ocorreria somente na segunda metade do século XVI (c. 1567), mas manteve-se administrativamente subordinada à Vila de Dornes para além desta data, sendo integrada ao Concelho de Ferreira do Zêzere somente no ano de 1836.
Actualmente, a Freguesia de Paio Mendes é constituída pelos lugares de Aldeia, Alqueidão, Casal da Cruz, Castelo, Costa, Courelas, Encharia, Ereira, Freixial, Fundo Darva, Galeguia, Gericó, Lameirancha, Lameiras, Levada, Outeiro da Frazoeira, Paio Mendes, Pau Mau, Porto Chão, Relvas, Salão de Cima, Soutos da Ereira, Vale de Lameiras, Vale Perro e Vales, distribuídos por uma área de aproximadamente 9,13 km² e na qual habitam cerca de 547 habitantes.
À semelhança do que tem vindo a ser analisado nas crónicas precedentes, também a expressão do culto religioso foi igualmente intensa nesta freguesia pelo que, a par da igreja paroquial de São Vicente, disseminaram-se por alguns dos povoados de Paio Mendes as características capelas de expressão popular. &lt;/div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369803610927200706" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVf7wbs-cI/AAAAAAAAAss/DuojT7ZlcOQ/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;Na própria sede de freguesia encontramos o primeiro exemplar, a Capela dedicada a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santo António&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, culto frequente no nosso Concelho. A construção original remontaria muito provavelmente ao século XVII, mas os danos causados pela passagem do tempo justificariam a sua sucessiva remodelação. Não obstante, o esquema rústico primitivo manter-se-ia na simplicidade construtiva do pequeno templo.


&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369803789264130610" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVgGIyikjI/AAAAAAAAAs0/PFA4YQcsZrQ/s400/santo+ant%C3%B3nio.JPG" /&gt;Outras provas de ancestralidade fornece-nos o altar-mor, no qual se onstenta a imagem padroeira de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santo António com o Menino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Aí, enquadrado por um belíssimo nicho maneirista, que ainda conserva vestígios de policromia, mantém-se a seguinte inscrição: “Esta obra se fez em 1618”. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369804040710337330" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVgUxf_MzI/AAAAAAAAAs8/f-NJfoL3X8E/s400/pia+de+%C3%A1gua+benta.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Próximo, uma belíssima &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;pia de água benta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; talhada em forma de alcachofra remete-nos para a arte manuelina; trata-se muito provavelmente de um antigo elemento decorativo reminescente da construção original.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369804210560964914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVgeqPiGTI/AAAAAAAAAtE/GSnJeXCZR2A/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;Igualmente remota é a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Nossa Senhora da Conceição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do lugar da Ereira, a qual é referida pelo Dr. Bartolomeu de Macedo Malheiro nas Notícias das Igrejas do Bispado de Coimbra (1726). De acordo com o cronista, o templo terá sido instituído por “Manoel Dias e seu filho, o Padre Livio Dias Ribeyro” e a “cuja fazenda delle se obrigava a renda pelos herdeyros da dita cappella”. Do ponto de vista arquitectónico trata-se de um pequeno templo reabilitado, de planta longitudinal e nave única, sendo a frontaria simplesmente constituída por uma porta enquadrada de janela e óculo. Do lado direito da empena ergue-se um campanário, em cuja cantaria do arco foram esculpidos motivos de inspiração barroca. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369804442464333378" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVgsKJmrkI/AAAAAAAAAtM/9EdtIQfpPak/s400/interior.JPG" /&gt; Já pelo&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;interior&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, e contrariamente ao que é vulgar, a cobertura da nave central é em abóbada de caixotões, enquanto que na capela-mor esta é de um só plano, igualmente não madeirado. Por sua vez, o pavimento apresenta-se recoberto a mosaico cerâmico em toda a extensão do templo. Acede-se à capela-mor por meio de um arco cruzeiro de volta perfeita, encontrando-se neste espaço a imagem de Nossa Senhora da Conceição, preservada no interior de um nicho que se rasga na parede frontal.


&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369804735950646610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVg9PeMbVI/AAAAAAAAAtU/kcFRtdqYeNk/s400/Capela+de+S%C3%A3o+Luis.JPG" /&gt; Interessante no que se refere ao seu enquadramento é a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de São Luis das Courelas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Este templo, apesar de se encontrar adossado à Quinta das Courelas (construção particular integrada no casario do lugar com o mesmo nome), é citado na documentação mais antiga como pertencente ao povo e, de facto, a entrada principal volta-se para a via pública, apesar de toda a construção sugerir que faz parte integrante de um conjunto edificado de maiores dimensões. A capela data provavelmente do ano de 1628, de acordo com uma data existente na verga do portal e, actualmente, nela não se pratica regularmente o culto. Do ponto de vista arquitectónico trata-se de um pequeno templo aldeão, de planta longitudinal e nave única, dotado de uma cobertura em telhado de duas águas e na junção das quais se ergue, pelo lado da frontaria, uma Cruz de Cristo. A fachada principal é constituida por uma porta rectangular, antecedida por um lanço de três degraus, rasgando-se do lado esquerdo da entrada um óculo polilobado.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369804974680811394" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVhLIz5p4I/AAAAAAAAAtc/jTnmIUXupjg/s400/DSC01016.JPG" /&gt; As dúvidas relativamente às questões de propriedade intensificam-se quando abordamos o caso da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Nossa Senhora do Amparo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, templo actualmente integrado no complexo edificado da Quinta da Eira. Sabe-se que, primitivamente, a capela pertenceria ao povo e assim o refere o Dr. Bartolomeu de Macedo Malheiro em 1726; porém, as Memórias Paroquiais de 1758 citam já o referido templo como pertencente a Jacinta Camelo de Carvalho, que o terá comprado ao Bispado de Coimbra. Mais tarde, em 1936, o imóvel é mandado reconstruir pelo Dr. Eduardo Augusto da Silva Neves, mas apenas em 1938 reabriria ao culto. Da construção original, datada do ano de 1629, manteve-se a singeleza do traçado longitudinal de nave única, dotado de cobertura em telhado de duas águas. A frontaria é simplesmente constituída por uma porta rectangular, ladeada por duas janelas quadradas e encimada por óculo. Do lado direito da empena ergue-se um pequeno campanário, sob o qual foi aplicado um relógio de sol de espelho recortado e assente em mísula. 
&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369805304993804610" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVheXUp8UI/AAAAAAAAAtk/kxZbK4qbwcQ/s400/_DSC0131.JPG" /&gt;Igualmente reconstruída foi a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Santo Antão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da Quinta do Cerquito, antiga propriedade dos comendadores de Dornes que aí detinham os seus aposentos. De acordo com um tombo da Vila de Dornes datado de 1504, por esta altura a herdade era constituída por um assentamento de casas em que se se incluíam a habitação do comendador, celeiro, covas de pão, adega, casas onde se alojavam os azeites, estrebaria, curral e vários anexos. Em torno destas dependências desenvolvia-se um amplo circuito de terras de semeadura, vinhas, olivais, pomares e a grande Mata e Souto da Ordem de Cristo. Por sua vez, junto das dependências habitacionais, localizava-se ainda uma ermida de invocação a Santo Antão, a qual havia sido mandada erigir por D. Isabel de Sousa, irmã do importante comendador-mór de Dornes, Dom Frei Gonçalo de Sousa. Mais tarde, num tombo de 1753, inventariou-se o espólio da referida ermida, do qual se destacava a grande imagem esculpida em pedra calcária do ermida São Antão, que nessa altura figurava sobre a mesa de altar. Ainda hoje esta escultura subsiste junto da entrada do templo, ainda que bastante mutilada.



&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369805377086673570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVhij470qI/AAAAAAAAAts/W1DahYy3cj4/s400/Capela+Santo+Ant%C3%A3o.JPG" /&gt;A partir das fundações reminescentes optou-se pela reconstrução da capela, tendo por base um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;antigo esboço a carvão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da autoria de Alfredo Keil. Actualmente, esta apresenta-se como um pequeno edifício de planta quadrada, de pé direito pouco elevado e cobertura em telhado de suas águas, sendo a fachada principal constituída por uma porta, janela e óculo e rematada por uma platibanda semi-circular.
A mesma sorte não teve a Capela de São Francisco Xavier, outrora existente no lugar do Outeiro, e da qual não se puderam salvaguardar as respectivas fundações, permanecendo actualmente incógnito o seu concreto local de instituição. Não obstante, o Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro adianta-nos algumas informações a respeito deste templo, ao referir que este havia sido mandado fazer pelo Capitão António Carvalho Garcia, embora pertencesse aos moradores do lugar da Ereira. &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6294562462488433095?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6294562462488433095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6294562462488433095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6294562462488433095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6294562462488433095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/08/as-capelinhas-de-paio-mendes.html' title='As Capelinhas de Paio Mendes'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVfedn1WSI/AAAAAAAAAsk/xVBKAxhsDRE/s72-c/DSC01023.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6165807355045660792</id><published>2009-08-14T13:37:00.021+01:00</published><updated>2011-12-28T12:28:41.863Z</updated><title type='text'>A Igreja de São Vicente de Paio Mendes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVa8nSU2uI/AAAAAAAAArc/8Z2h9vR82EU/s1600-h/fachada+principal.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369798128093682402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVa8nSU2uI/AAAAAAAAArc/8Z2h9vR82EU/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Igreja de São Vicente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; localiza-se no centro do lugar do Castelo, na freguesia de Paio Mendes. O templo remonta muito provavelmente ao ano de 1518, de acordo com a data inscrita num antigo portal, hoje desaparecido, e de que nos dá notícia o tombo de 1607 da Vila de Dornes. De acordo com o referido documento, a capela-mor tinha 12 côvados de comprimento e outros 12 de largura, sendo forra a tábuas de castanho; dela se passava para a sacristia, guarnecida de armários de castanho. Por sua vez, o corpo da igreja tinha de comprimento 36 côvados e de largura 18, era coberto de telha vã e estava por lajear. Na empena da parede da porta principal possuía um campanário com o seu pequeno sino de metal. Para além disso, pelo interior, mais concretamente no altar de São Francisco, existia a seguinte inscrição, hoje desaparecida, reveladora do nome dum instituidor da capela vinculada: «Sepultura de Manoel Vas e de sua mulher Maria Mendes e de seus descendentes». De acordo com as Memórias Paroquiais de 1758, por essa mesma altura a Igreja de Paio Mendes possuía cinco altares: «de S. Vicente, de Nossa Senhora do Rozario, do Espirito Santo, do Senhor Jezus e de S. Francisco; não tem naves nem irmandades».

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369800698151367266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVdSNf08mI/AAAAAAAAAsc/j7GEYTAt3A4/s400/alfredo+keil+3.JPG" /&gt;


Actualmente, o templo já pouco preserva do seu traçado arquitectónico original pois, ao longo dos séculos, foi sendo sucessivamente remodelado por várias campanhas construtivas, uma das mais importantes desenvolvida no ano de 1617 e cuja datação aparece inscrita num dos &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;esboços de Alfredo Keil&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;referentes a esta igreja. Aos dias de hoje chegou uma estrutura eclética, de clara inspiração maneirista, sobretudo na disposição dos espaços e volumes, cuja organização obedece à tradicional planimetria longitudinal de nave única. A frontaria, à semelhança da maioria das igrejas paroquiais estudadas, é constituída por um simples portal rectangular, a que se sobrepõe uma janela. Termina a fachada num empena triangular, encimada pela cruz de Cristo, mas interrompida do lado esquerdo pelo volume avançado de uma torre sineira, constituída por um único registo superior onde se rasgam quatro campanários. Acede-se a esta torre, provida de cobertura piramidal, por um lanço de escadas que se desenvolve na sua &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;fachada nascente&lt;/span&gt;. Quanto a outras massas salientes do corpo central, refiram-se as duas salas de sacristia que, após cada um dos respectivos portais laterais, se destacam nas fachadas norte e sul do templo, ambas dotadas de cobertura em telhado de uma única água, enquanto que na nave essa cobertura é de duas águas.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369798477567201922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVbQ9LTkoI/AAAAAAAAArk/ziE7XfSsLsw/s400/interior.JPG" /&gt; Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, iluminado por duas janelas rectangulares em cada uma das laterais, o pavimento é recoberto a mosaico cerâmico, existindo um passadiço central lajeado que se desenvolve desde a entrada principal até à capela-mor. Acede-se a este espaço por meio de um arco cruzeiro de volta perfeita; no entanto, a cantaria interrompida ao nível da chave do arco sugere que a cobertura da nave central terá descido. Esta é constituída por três planos, não madeirados, enquanto que na capela-mor é abobadada.
Como em qualquer igreja paroquial, também na matriz de São Vicente de Paio Mendes existem vários altares, consagrados a diferentes oragos, e que se dispersam pelas laterais, arco cruzeiro e capela-mor do templo. Assim sendo, e ao nível das laterais, existem dois altares, colocados frente a frente, e que se aproximam na sua organização retabular. Ambos são constituídos por um nicho central que se rasga na parede de adossamento, emoldurado por um arco de volta perfeita executado em cantaria. No altar da lateral sul, este arco é ainda enquadrado por um friso entablado que se ergue sobre duas pilastras. Outro factor de aproximação diz respeito ao revestimento azulejar que preenche o frontispício de ambos os altares, e que se apresenta como uma continuidade do silhar aplicado aos muros interiores do templo: trata-se de um tapete de produção industrial, executado nos tons de azul e branco, e que obedece a um módulo de repetição de 2X2/2 unidades; por sua vez, no altar da lateral sul, o revestimento azulejar estende-se por todo o nicho central.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369798777945615346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVbicLGa_I/AAAAAAAAArs/vUjurc8noHs/s400/altar+cristo+crucificado.JPG" /&gt;Relativamente ao culto prestado em cada um deste altares, o da parede lateral norte é consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Cristo Crucificado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de vulto talhada em madeira posteriormente policromada, que se sobrepõe a uma pintura executada a óleo sobre tábua. A composição refere-se ao Suplício das Almas no Purgatório que, dirigindo os olhares para Jesus, mas também para Nossa Senhora e São Miguel que o ladeiam, aguardam a sua Salvação. Numa cartela localizada no limite inferior da composição encontra-se uma data referente ao ano de 1629, a par de uma inscrição cujo significado não é perceptível.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369799165852078034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVb5BPNT9I/AAAAAAAAAr0/Gq5utMyoYUk/s400/altar+sant%C3%ADssima+trindade.JPG" /&gt; Quanto ao altar da parede lateral norte, este é consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Francisco de Assis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santíssima Trindade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (0.770m altura), tratando-se esta última imagem de uma obra esculpida em pedra e datada do século XVI, sendo, por essa razão, coetânea da época de fundação do templo.


&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVcKyCn8wI/AAAAAAAAAr8/PYrnnvEJ7SY/s1600-h/altar+nossa+senhora+com+o+menino.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; FLOAT: left; HEIGHT: 289px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369799471010411266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVcKyCn8wI/AAAAAAAAAr8/PYrnnvEJ7SY/s320/altar+nossa+senhora+com+o+menino.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVcZvalUuI/AAAAAAAAAsE/ThM1rb2Otvg/s1600-h/altar+sagrado+cora%C3%A7%C3%A3o+de+jesus.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 173px; FLOAT: right; HEIGHT: 292px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369799728003633890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVcZvalUuI/AAAAAAAAAsE/ThM1rb2Otvg/s320/altar+sagrado+cora%C3%A7%C3%A3o+de+jesus.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;

















Já no arco cruzeiro localizam-se outros dois altares, ambos executados em talha policromada, sendo o do lado do Evangelho consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora com o Menino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de roca de grandes dimensões, enquanto que no do lado da Epístola é cultuado o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Sagrado Coração de Jesus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369800060045812450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVctEXm4uI/AAAAAAAAAsM/ausqwkDUYJw/s400/capela-mor.JPG" /&gt;
No &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;retábulo-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, executado em talha dourada e policromada, apenas figura uma recente imagem de São Vicente, já que os padroeiros originais - São Vicente e São Sebastião, obras datadas do século XVI - foram furtados no ano de 2005. A imagem primitiva de São Vicente era esculpida em pedra e media 1m de altura. O espaço da capela-mor é ainda decorado, ao nível da abóbada, por uma pintura mural alusiva ao padroeiro.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369800496982771986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVdGgFfyRI/AAAAAAAAAsU/ldFKyKD8aII/s400/p%C3%BAlpito.JPG" /&gt;Por fim, devem ainda de ser referidas duas obras de cantaria que se encontram no interior deste templo. A primeira, localizada na parede lateral norte, diz respeito a um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;púlpito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cujo cálice cilíndrico parte de um colunelo provido de anel que serve de pé; a segunda encontra-se na sala de sacristia sul, e consiste num pequeno lavatório renascentista que apresenta talhada, de forma bastante rude, a imagem de um querubim.
De acordo com o Inventário Artístico de Portugal, integra o espólio deste templo um Cruz Processional (1.020m altura) de prata do século XVI, com ornamentos gravados no estilo da época, a bola ou nó decorada com cabeças de anjo e os remates da haste e braços torneados delicadamente; porém, a imagem de Cristo que está aposta na Cruz é moderna. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6165807355045660792?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6165807355045660792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6165807355045660792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6165807355045660792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6165807355045660792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/08/igreja-de-sao-vicente-de-paio-mendes.html' title='A Igreja de São Vicente de Paio Mendes'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVa8nSU2uI/AAAAAAAAArc/8Z2h9vR82EU/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-3047379068342170571</id><published>2009-08-14T12:54:00.022+01:00</published><updated>2011-12-28T12:30:37.443Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Igreja Nova do Sobral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem sempre a Freguesia de Igreja Nova do Sobral pertenceu ao concelho de Ferreira do Zêzere. Os mais antigos registos referem que, inicialmente, o povoado do Sobral pertencia à Freguesia de São Pedro de Alviobeira, apartada da Igreja de Santa Maria de Areias a 3 de Dezembro de 1592, por carta de D. Diogo Pinheiro, vigário geral da Ordem de Cristo.
São Pedro de Alviobeira passou então a estar integrada na Comarca de Tomar e, por volta de 1608, Sobral é instituída freguesia independente. A importância do povoado era tal que, a partir de Março de 1609, se procede à construção de um novo templo de invocação ao Espírito Santo, daí derivando o nome de Igreja Nova do Sobral atribuído a esta freguesia.
Igreja Nova do Sobral pertenceu a Tomar até ao dia 24 de Outubro de 1855, data após a qual seria integrada no concelho de Ferreira do Zêzere. Actualmente, é constituída pelos seguintes lugares: Água-Todo-O-Ano, Azenha Nova, Casal da Estrada, Casal da Fonte Nova, Casal da Fonte do Sobral, Casal Novo, Castelaria, Couço Cimeiro, Couço do Meio, Couço dos Pinheiros, Couço Fundeiro, Hortas, Igreja Nova, Lamaceiros, Lameiras, Mata, Matos, Meneixo, Mourolinho, Paieres, Pegados, Penedinho, Regueiras, Ribeira Barqueira, Salgueiral, Serra de Santa Catarina, Serrada Nova, Sobral e Tanoeiros.
Dos exemplares de arquitectura religiosa reminiscentes nesta freguesia contam-se três, para além da Igreja Paroquial do Espírito Santo, já analisada na crónica anterior: a Capela de Nossa Senhora do Ó no Sobral, a Capela de Nossa Senhora das Candeias no Mourolinho e a Capela de Santa Catarina na Serra com o mesmo nome.
&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369787972903824530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVRtgQY7JI/AAAAAAAAAqM/sz0Uke5PaLk/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Nossa Senhora do Ó&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; localiza-se no lugar do Sobral e corresponde a um edifício reabilitado de planta longitudinal e nave única, dotada de cobertura em telhado de duas águas. Do corpo central destaca-se o volume correspondente à capela-mor, mais baixa e estreita. A frontaria é composta por uma simples porta rectangular, encimada por uma fresta cruciforme enquanto que, do lado esquerdo da empena, se eleva um campanário. Por sua vez, também na lateral norte se rasga uma porta sobrepujada por uma cruz de Cristo, elemento esculpido em material pétreo e embutido na parede. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369788317402677890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVSBjnUQoI/AAAAAAAAAqU/GYzYVhXX6qU/s400/interior.JPG" /&gt; Já pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o destaque vai para a capela-mor onde, sobre o altar, foi adossado um nicho de claro lavor renascentista, que ainda preserva vestígios de policromia avermelhada. Na cantaria da base e das pilastras repetem-se as flores circunscritas, os losangos e os corações esculpidos em alto relevo; por sua vez, no friso, a par dos elementos fitomórficos, surgem esferas e filacteras, enquanto que nos tímpanos aparecem dois medalhões. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369788684807853746" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVSW8TiVrI/AAAAAAAAAqc/u1Yc0ZA26Lc/s400/nossa+senhora+do+%C3%93.JPG" /&gt;Ao espaço interior do nicho, decorado por uma abóbada raiada, foi adaptada uma vitrina, na qual se conserva a imagem padroeira: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Expectação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que, ao contrário do que se poderia supor, não ostenta nenhum ventre proeminente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369789008114543250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVSpwt26pI/AAAAAAAAAqk/1eq4_zGwyhM/s400/sant%C3%ADssima+trindade.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Junto ao orago conserva-se ainda uma imagem alusiva à &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santíssima Trindade&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;(0.895m altura), obra executada em madeira policromada e datada da segunda metade do século XVII.

&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369789449902155154" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVTDegO5ZI/AAAAAAAAAqs/PPOWkNm9M4w/s400/Enquadramento.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;No Mourolinho localiza-se um outro templo, consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora das Candeias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, mas que se apresenta um pouco modificado relativamente ao seu plano arquitectónico original, em virtude de sucessivas campanhas reconstrutivas. Do volume central, que mantém o característico traço longitudinal de nave única, destacam-se dois volumes: um alpendre que antecede a frontaria e uma pequena sala de sacristia que se desenvolve pela lateral norte do templo.
&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369789862397327842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVTbfKvueI/AAAAAAAAAq0/IgoLmzUMco4/s400/interior.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a cobertura é madeirada em masseira e o pavimento recoberto a mosaico cerâmico, no qual existe um passadiço central lajeado que progride desde a entrada principal até à capela-mor. O acesso a este espaço é realizado por intermédio de um arco cruzeiro de volta perfeita e desnível de um degrau.
&lt;/p&gt;


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369790497625447602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVUAdk7nLI/AAAAAAAAAq8/XcCaNcL0qAo/s400/nossa+senhora+da+purifica%C3%A7%C3%A3o.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Aí, num pequeno nicho de cantaria policromada, preserva-se a imagem de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora das Candeias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cuja iconografia repete os mesmos atributos ostentados pela Nossa Senhora da Purificação: transportada por um coro de querubins, a imagem apresenta-se coroada e adornada por vestes esvoaçantes, enquanto que na mão direita segura o Menino e na esquerda um incensório.
&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369790792603292146" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVURodIUfI/AAAAAAAAArE/W42zVyi9OQg/s400/Fachada+principal.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Por fim, no lugar do Pé da Serra, seguindo ao longo de um caminho florestal, chega-se à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Santa Catarina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Este pequeno templo denuncia uma marcada horizontalidade, destacando-se do corpo central, de nave única, os volumes correspondentes à capela-mor, mais baixa e estreita e, pela lateral sul, à sala de sacristia. Quanto ao sistema de coberturas, mantém-se o telhado de duas águas na nave central e capela-mor, e de uma única água na sacristia. Por sua vez, a frontaria, que termina em empena triangular, é simplesmente constituída por uma porta rectangular, encimada por uma fresta cruciforme e ladeada por duas pequenas janelas quadrangulares.

&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369791294192523522" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVUu1BUmQI/AAAAAAAAArM/4GPk6H7H39c/s400/interior.JPG" /&gt;Relativamente ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do templo, este é dotado de cobertura madeirada em masseira e pavimento lajeado. Na nave central, e adossado à lateral norte, destaca-se um pequeno púlpito de cálice balaustrado em madeira, que se ergue sobre uma base pétrea. &lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369791875873000386" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVVQr8wS8I/AAAAAAAAArU/YQBY2qJbRlU/s400/Oragos.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Um arco cruzeiro de volta perfeita dá acesso à capela-mor onde, sobre o altar, um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Cristo Crucificado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é ladeado pelas imagens padroeiras de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São João Baptista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santa Catarina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (0.745m altura), ambas talhadas em pedra e originárias de uma oficina popular do século XVI.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-3047379068342170571?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/3047379068342170571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=3047379068342170571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3047379068342170571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3047379068342170571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/08/as-capelinhas-de-igreja-nova-do-sobral.html' title='As Capelinhas de Igreja Nova do Sobral'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVRtgQY7JI/AAAAAAAAAqM/sz0Uke5PaLk/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-4365604727379973056</id><published>2009-08-14T12:14:00.030+01:00</published><updated>2011-12-28T12:32:46.333Z</updated><title type='text'>A Igreja do Espírito Santo de Igreja Nova do Sobral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVHzV4RryI/AAAAAAAAAok/0KWiRTu4ZJw/s1600-h/fachada+principal.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369777078081269538" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVHzV4RryI/AAAAAAAAAok/0KWiRTu4ZJw/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Fundada no ano de 1606, a &lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Igreja do Espírito Santo de Igreja Nova do Sobral&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;tem sido modificada ao longo dos séculos por diferentes campanhas de obras, mais ou menos profundas. A planimetria do imóvel obedece a um esquema longitudinal, de nave única, dotada de cobertura em telhado de duas águas. A fachada principal, de traço claramente maneirista, é rematada por uma empena triangular e apenas ostenta um portal de verga recta, a cujo entablamento se sobrepõe uma grande janela rectangular. Do lado direito, e saliente relativamente a esta fachada, foi adossada uma torre sineira, composta por dois registos, sendo o primeiro constituído, do lado nascente, por um lanço de escadas que permite aceder, simultaneamente, quer à torre, quer ao coro-alto que se ergue, no interior do templo, sobre o pórtico principal. Sob essa escadaria, rasga-se uma porta de lintel semicircular, a partir da qual se acede a uma pequena arrecadação. Já o segundo registo da torre é constituído por quatro arcos campanários, sendo o volume rematado por meio de uma cobertura piramidal.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369777218422451634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVH7gsOLbI/AAAAAAAAAos/VJShjnUSvzY/s400/fachada+sul.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Na&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;lateral sul do templo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, para além da torre sineira, destacam-se os volumes de um corredor e sala de sacristia, dotados de acesso pelo exterior e iluminados por meio de duas janelas rectangulares. São estas massas dotadas de cobertura em telhado de uma única água, sobre a qual se ergue um pequeno campanário disfuncional provido de um relógio de sol. Entre a escadaria de acesso à torre campanária e o corredor de sacristia rasgam-se uma janela e um portal lateral rectangular, cujo lintel termina em entablamento, ao qual se sobrepõe, por sua vez, um frontão invertido que no tímpano tem esculpida uma flor. Por sua vez, também na lateral norte do templo, igualmente provida de portal, se destacam os volumes correspondentes ao baptistério e a uma outra sala de sacristia que serve de apoio à capela-mor.
&lt;/div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369777826300025058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVIe5Nh2OI/AAAAAAAAAo0/jhmmH6g1b9g/s400/interior.JPG" /&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a igreja do Espírito Santo apresenta cobertura madeirada em três planos, sendo o pavimento lajeado. O acesso à capela-mor é realizado por intermédio de um arco cruzeiro de volta perfeita e desnível de dois degraus. Também este espaço é iluminado por meio de uma janela localizada na lateral direita. O pavimento é recoberto a mosaico cerâmico, enquanto que a cobertura é abobadada.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369778092174156626" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVIuXq3I1I/AAAAAAAAAo8/YkEkgpsHFXM/s400/baptist%C3%A9rio.JPG" /&gt;Constituem o património integrado do templo cinco altares, um púlpito e um baptistério, para além de várias obras escultóricas e pictóricas. O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;baptistério&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; localiza-se na lateral norte e é dotado de pia baptismal de taça oitavada, que se desenvolve a partir de um colunelo assente sobre anel.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369778489049650978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVJFeJWlyI/AAAAAAAAApE/2tsW-7pG0h4/s400/p%C3%BAlpito.JPG" /&gt;Ao portal lateral segue-se, adossado à mesma parede, um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;púlpito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, obra esculpida em pedra calcária de cálice subdividido em caixotões, a que se acede por meio de um lanço de escadas. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369778827959990418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVJZMr3-JI/AAAAAAAAApM/CiHVOHUWRyo/s400/altar+nossa+senhora+do+ros%C3%A1rio.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Também na lateral norte, e seguidamente ao púlpito, destaca-se um retábulo produzido em talha policromada. É este altar consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora do Rosário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de roca de grandes dimensões, provida de vestes e de uma farta cabeleira, sobre a qual dois anjinhos descem uma coroa de rosas. &lt;/p&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369779717954909842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVKNALMtpI/AAAAAAAAApc/c9t_k6HFZ30/s400/altar+cristo+crucificado.JPG" /&gt; Na parede oposta, localiza-se um outro altar semelhante ao anterior, mas antes consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Cristo Crucificado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de vulto produzida em madeira policromada que se sobrepõe a uma pintura executada a óleo sobre tábua e que é representativa do suplício das Almas no Purgatório que, olhando para o Redentor, aguardam a sua salvação. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVL0RsW5BI/AAAAAAAAAp8/0_rrUtLiFwo/s1600-h/altar+nossa+senhora+de+f%C3%A1tima.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 182px; FLOAT: right; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369781492183917586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVL0RsW5BI/AAAAAAAAAp8/0_rrUtLiFwo/s320/altar+nossa+senhora+de+f%C3%A1tima.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVLczUxjLI/AAAAAAAAAp0/7iQSo3aX6o8/s1600-h/altar+sagrado+cora%C3%A7%C3%A3o+de+jesus.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 175px; FLOAT: left; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369781088894946482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVLczUxjLI/AAAAAAAAAp0/7iQSo3aX6o8/s320/altar+sagrado+cora%C3%A7%C3%A3o+de+jesus.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;










&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Por sua vez, no arco cruzeiro, encontram-se outros dois altares, cujo tratamento retabular é idêntico: o do lado do Evangelho é consagrado ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Sagrado Coração de Jesus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, enquanto que no do lado da Epístola se cultua &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369782154375233682" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVMa0jEgJI/AAAAAAAAAqE/evKdTPMF5RA/s400/DSC_0063.JPG" /&gt;Relativamente ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;altar-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, este é ocupado por uma magnífica pintura executada a óleo, provavelmente maneirista, mas cujo material de suporte não pude avaliar. Nela é representado o tema do Pentecostes, ou seja, a descida do Espírito Santo, na forma de línguas de fogo, sobre Nossa Senhora e os Apóstolos. É a obra pictórica ladeada por duas pequenas imagens alusivas a Santo António com o Menino (lado do Evangelho) e a São Sebastião (lado da Epístola) que, por sua vez, sobrepujam duas portas através das quais se acede a uma dependência localizada por detrás do altar-mor. Quanto à abóbada da capela-mor, esta foi decorada por pinturas murais que, em Trompe-l’oeil, pretendem reproduzir o Firmamento onde vários anjos ostentam os instrumentos da Paixão, enquanto que, ao centro, outros dois adoram o Santíssimo em exposição.
Por fim, uma última palavra deve ser dirigida a respeito do revestimento azulejar que adorna este templo. De acordo com o volume Tesouros Artísticos de Portugal, editado em 1976 pelas Selecções Reader’s Digest, tal revestimento seria do tipo enxaquetado, constituído por azulejos azuis e brancos do século XVII. Actualmente, tais azulejos foram substituídos por outros, de produção industrial e reduzida importância histórica e artística, que em nada se assemelham aos exemplares que, em tempos, revestiram o interior deste templo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-4365604727379973056?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/4365604727379973056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=4365604727379973056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4365604727379973056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4365604727379973056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/08/igreja-do-espirito-santo-de-igreja-nova.html' title='A Igreja do Espírito Santo de Igreja Nova do Sobral'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SoVHzV4RryI/AAAAAAAAAok/0KWiRTu4ZJw/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-1027703097585317380</id><published>2009-06-12T17:19:00.018+01:00</published><updated>2011-12-28T12:34:31.303Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Ferreira do Zêzere: 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ferreira do Zêzere é uma das freguesias do concelho que apresenta maior densidade populacional, não sendo por isso de estranhar o grande número de templos que ainda hoje se mantêm ao culto nos mais diversos lugares, onde ocupam lugar de destaque e são motivo de orgulho para os populares que, anualmente, procedem aos devidos festejos em honra do santo padroeiro. &lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346477337789247826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKAz9aasVI/AAAAAAAAAm0/vCk8Z5zOOe4/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;Começos, por isso, na povoação do Cardal, em cuja respectiva capela se mantém o culto a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Purificação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Do ponto de vista arquitectónico, trata-se de um templo datado de 1751 mas sucessivamente reabilitado por várias campanhas reconstrutivas, a última das quais terá ocorrido no ano de 1982. Obedece à característica planimetria longitudinal de nave única, sendo a fachada principal antecedida por um alpendre, elemento inovador introduzido no ano de 1963. É a frontaria constituída por um portal de lintel ligeiramente curvo, ladeado por duas pequenas janelas quadrangulares e encimado por óculo. Termina numa empena curvilínea que se sobrepõe a uma empena triangular, delimitada por dois fogaréus e sobrepujada por uma cruz de Cristo. Pela lateral norte destaca-se o volume correspondente à sala de sacristia, dotada de acesso pelo exterior e igualmente antecedida por um pequeno alpendre. Esta dependência encontra-se directamente justaposta à capela-mor, sendo mais baixa e estreita que a nave central, mas igualmente dotada de cobertura em telhado de duas águas. Pelo interior, eleva-se sobre o portal principal um pequeno coro-alto. A cobertura do corpo central é em masseira, sendo o pavimento madeirado. Acede-se à capela-mor por intermédio de um arco cruzeiro de volta perfeita e desnível de um degrau. Neste espaço rasga-se, do lado esquerdo, o acesso à sala de sacristia. A cobertura é em abóbada de caixotões e o pavimento lajeado, formando em frente do altar-mor uma cruz de Cristo.
Contrariamente ao que seria de esperar para um templo de tão reduzidas dimensões, a capela de Nossa Senhora da Purificação conserva no seu interior uma importante riqueza decorativa que se concentra na capela-mor.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346477794956691586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKBOkfoSII/AAAAAAAAAm8/qvp_xkRzJUA/s400/capela-mor.JPG" /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;altar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, produzido em talha policromada, preserva no nicho central a imagem da padroeira, escultura de madeira do século XVIII: Nossa Senhora da Purificação, transportada por um coro de querubins, segura nos braços o Menino. A imagem apresenta-se coroada, adornada por vestes esvoaçantes, enquanto que na mão esquerda ostenta um incensório. Juntamente com a padroeira, encontra-se uma outra pequenina imagem, alusiva a Nossa Senhora da Conceição. Por sua vez, também os caixotões da abóbada da capela-mor foram decorados por meio de pinturas murais de elementos vegetalistas. Este espaço é iluminado por uma pequena lanterna de vara, feita de folha de ferro, decorada com os furos habituais; a chama alimentada a azeite mantém incessante a sua vigília. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346478454896724242" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKB0-9mCRI/AAAAAAAAAnE/4G30ranxaU8/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;No lugar dos Carvalhais o culto presta-se a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Conceição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cujo referido templo é citado nas “Memórias Paroquiais” do padre Luís Cardoso (1758). A capela mantém o esquema longitudinal de nave única, sendo a fachada principal, à semelhança da capelinha de Nossa Senhora da Purificação, antecedida por um alpendre que aqui se aproxima mais de um esonártex. É esta fachada constituída por um portal rectangular, ladeado por duas pequenas janelas igualmente rectangulares. Destaca-se do corpo do templo, pela lateral sul, o volume correspondente à sala de sacristia, dotada de acesso pelo exterior e sobre a qual se eleva um pequeno campanário. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346478754783259746" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKCGcIHbGI/AAAAAAAAAnM/hqVCJwBUVag/s400/altar-mor.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Pelo interior, a cobertura é em masseira, madeirada, assim como o pavimento, não existindo qualquer demarcação entre a nave central e o espaço reservado ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;altar-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Este último apresenta-se como uma obra executada em talha policromada, constituída por três nichos. O nicho central é reservado à padroeira, Nossa Senhora da Conceição, escultura de pedra quinhentista, coroada e com o Menino nos braços a ler, enquanto que na mão esquerda segura um fruto. A imagem é ladeada por São José (lado do Evangelho) e pelo Sagrado Coração de Jesus (lado da Epístola).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346479018196037410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKCVxanbyI/AAAAAAAAAnU/TQxSDbOOrUg/s400/Capela+de+Santo+Ant%C3%B3nio.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Santo António&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, localizada no lugar da Pombeira, goza de um belíssimo enquadramento rural, rodeada pela serrania e pelo casario típico do povoado, paisagem em tempos registada a carvão pela mão do humanista Alfredo Keil. O templo é muito simples e de reduzidas dimensões, sendo a fachada principal tão-somente constituída por uma porta rectangular encimada por um arco campanário. Na lateral sul rasga-se uma fresta, única abertura, a par da entrada, que permite iluminar a capela. Pelo interior, o espaço é igualmente reduzido, concentrando-se os elementos de culto na parede frontal, sobre um pequeno altar aí edificado. A par de algumas alfaias religiosas, dois castiçais, uma estante de missal, uma imagem de Cristo Crucificado e outra de Nossa Senhora de Fátima, conserva-se, num pequeno nicho aberto na parede frontal e dentro de uma redoma de vidro, a imagem padroeira de Santo António. É esta bastante curiosa pois o Santo não se limita a segurar o Menino nos braços: vendo que este se agita, Santo António tenta cobri-lo com um manto alvo, comparando-se assim os cuidados do padroeiro aos de uma mãe zelosa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346479399182449954" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKCr8s2vSI/AAAAAAAAAnc/nHkaidjCJIc/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Também na Pombeira se localiza uma outra capela, dedicada a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São João Baptista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cujo ano de consagração não consegui apurar. Não obstante, trata-se de um edifício de recente construção, de planimetria longitudinal e nave única, com cobertura em telhado de duas águas. A fachada principal é constituída por um pórtico de lintel semicircular, encimado por uma cruz de Cristo. Na empena do lado direito ergue-se um arco campanário. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346479697891970386" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKC9VewTVI/AAAAAAAAAnk/fkAJ5T_F0Us/s400/interior.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a cobertura é plana, não madeirada, sendo o pavimento lajeado. Povoam a nave central várias imagens alusivas a Nossa Senhora de Fátima, São José com o Menino e ao Sagrado Coração de Maria. A passagem para a capela-mor é realizada por intermédio de um arco cruzeiro de volta perfeita. Aí, sobre uma mísula adossada à parede frontal, destaca-se a imagem do padroeiro: São João Baptista, vestindo túnica de pele de carneiro cingida por um cordão, tem como atributos um cordeiro e um estandarte com a legenda «Ecce Homo», ao mesmo tempo que, com o indicador da direita erguido, anuncia para breve a chegada do Messias.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346480135362672610" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKDWzL5d-I/AAAAAAAAAns/16uxRiirZso/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Outro templo recentemente intervencionado é a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de São Silvestre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, edificada na povoação da Portinha e igualmente citada nas “Memórias Paroquiais” do padre Luís Cardoso (1758). A planimetria deste templo obedece a um esquema longitudinal de nave única e cobertura em telhado de duas águas, na junção das quais se ergue um pequeno campanário. A fachada principal é constituída por uma única porta de lintel semicircular; por sua vez, a fachada norte é ocupada pelo volume da sala de sacristia, mais baixa que o corpo central, e dotada de acesso pelo exterior que se rasga lateralmente ao pórtico. Esta dependência é iluminada por duas janelas, uma quadrangular e outra de lintel semicircular, idêntica à que se abre na lateral oposta. Pelo interior, a cobertura é em masseira, encontrando-se a capelinha despojada da quase totalidade dos seus elementos decorativos, tendo sido apenas foi preservado um antigo altar esculpido em talha policromada. Na sequência da última intervenção foi ainda aplicado aos muros interiores do imóvel um silhar de azulejos de produção industrial, numa altura de oito unidades, cujos exemplares executados nos tons de azul, branco e amarelo, obedecendo a um módulo de repetição de 2X2/2, e delimitados pelo correspondente friso no limite superior. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346480656744291010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKD1Je9msI/AAAAAAAAAn0/U5ZLJwI0QUE/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Por fim, refira-se um dos templos mais emblemáticos de todo o concelho de Ferreira do Zêzere: a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de São Pedro de Castro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imóvel classificado como de interesse público. Localizado no cimo de um morro que se ergue à beira do rio Zêzere e ao qual apenas se acede por meio de um caminho florestal em terra batida, este pequeno templo é rodeado por um amplo adro calcetado no qual foi construído, anexado ao templo, um telheiro que serve de apoio à realização das festas anuais em honra do santo padroeiro. É desconhecida a data de fundação e construção deste templo; no entanto, e de acordo com algumas narrativas, a capela de São Pedro de Castro terá sido edificada sobre um antigo castro romano. De facto, na fachada principal conserva-se ainda uma lápide romana inscrita, cuja tradução é apresentada por Carlos Batata e Paulo Arsénio na sua “Carta Arqueológica do Concelho de Ferreira do Zêzere”: “Aos Deuses Manes. A Antónia Máxima, Antónia Modesta, sua mãe, e Lúcio Abílio Celer, seu marido, mandaram fazer em memória.” No século XV terá sido reedificada, no mesmo local, uma nova capela, na construção da qual foram empregues alguns dos elementos do primitivo templo. O padre António Carvalho da Costa refere ainda que «ha tradição que no sitio da Castanheyra na borda do rio Zezere, onde chamão o Mosteyro, esteve hum Convento de Frades Bernardos, o qual se extinguio, &amp;amp; que das suas pedras se fizera a dita Ermida». De acordo com António Baião existia um ermitão encarregue da limpeza e conservação da capela de São Pedro de Castro que, em 1571, era Brás Fernandes e, em 1576, Domingos Fernandes, provavelmente parente do anterior. Frei Francisco Aires, prior de Ferreira, atestou o bom comportamento dos dois, que tinham para ajuda da sua sustentação as esmolas dos fiéis que podiam pedir na vila e arredores.
Do ponto de vista arquitectónico, a capela de São Pedro de Castro trata-se de um templo de inspiração gótica, visível sobretudo no pórtico em arco quebrado que se rasga na fachada principal. É este antecedido por uma escadaria de lanço reduzido e encimado por uma fresta, do lado direito da qual se localiza a já citada lápide romana. A fachada principal termina numa empena triangular desigual, elevando-se sobre o beiral esquerdo um pequeno campanário, hoje disfuncional. O templo é de planta longitudinal e nave única, dotado de cobertura em telhado de duas águas e de uma outra entrada na lateral direita. Do corpo central salienta-se o volume correspondente à capela-mor, dependência mais baixa e estreita que a nave, dotada de fresta na lateral esquerda e com cobertura em telhado de três águas.
&lt;/p&gt;

&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346481111363416466" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKEPnEm8ZI/AAAAAAAAAn8/Wgj_wr8mC2s/s400/interior.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; caracteriza-se pela sua parca luminosidade e despojamento decorativo. O acesso à capela-mor é realizado por intermédio de um arco cruzeiro de verga recta. Neste espaço, os muros não se encontram rebocados, sendo visível o aparelho construtivo, executado em alvenaria de natureza calcária. Aqui, o pavimento é lajeado e recoberto por madeiramento, enquanto que na nave foi utilizada uma argamassa cimentícia; por sua vez, em toda a extensão do templo, a cobertura é madeirada e de três planos. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346481503991368274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKEmduaClI/AAAAAAAAAoE/Bl2iHsEhjHc/s400/capela-mor.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;A riqueza decorativa deste templo concentra-se na &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, onde convivem exemplares das mais distintas épocas. Comece-se com a própria mesa de altar, a qual foi revestida por azulejos mudéjares de aresta ou cuenca, técnica de importação granadina que conheceria grande difusão no território português a partir dos finais do século XV. Sobre o altar eleva-se um retábulo de talha barroca dourada e policromada conservando-se, no nicho central, uma imagem de pedra quinhentista representativa de São Pedro de Castro, vestido como apóstolo e que nas mãos segura um livro e um crucifixo.
Ao longo das paredes da capela-mor dispõem-se oito tabuinhas pintadas a óleo, cujas composições são alusivas a milagres operados pelo Santo entre os séculos XVII e XIX. Para além destes ex-votos existem ainda três gravuras muito interessantes onde S. Pedro é representado. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-1027703097585317380?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/1027703097585317380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=1027703097585317380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/1027703097585317380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/1027703097585317380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/06/as-capelinhas-de-ferreira-do-zezere-2.html' title='As Capelinhas de Ferreira do Zêzere: 2ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjKAz9aasVI/AAAAAAAAAm0/vCk8Z5zOOe4/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6963420646120027857</id><published>2009-06-12T16:57:00.015+01:00</published><updated>2011-12-28T12:35:29.859Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Ferreira do Zêzere: 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Reza a história que a Vila de Ferreira do Zêzere deve o seu nome a Pedro Ferreiro, um homem de modesta condição e besteiro do rei D. Sancho I. Tendo-se distinguido por actos de bravura e heroísmo na defesa de Montemor-o-Novo, o monarca doou-lhe, em 1191, a sua herdade de Orjais, território que Pedro Ferreiro alargou por meio de compras e usurpações vindo aí a fundar, no ano de 1222, as bases de um pequeno concelho rural a que deu o nome de Vila Ferreira e muniu do respectivo foral. Posteriormente, em 1285 esta Vila foi unida ao reguengo de Vila de Rei, tendo o conjunto sido doado aos Templários por volta de 1306. A partir de 1321, após a fundação da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, vem a constituir uma das novas comendas instituídas no termo de Tomar até que a 12 de Março de 1513 o rei D. Manuel atribui um foral novo à Vila de Ferreira, que assim se vê desmembrada de Vila de Rei, passando a deter forca e pelourinho próprios. Por essa altura era seu comendador frei Gonçalo da Silva, ao qual se seguiria, em 1551, Manuel Abreu de Sousa e depois João Mendes de Carvalho, o qual viria a falecer a 17 de Setembro de 1615. A partir de 1715 a comenda passa a pertencer ao Conde de Sarzedas e, muito mais tarde, já em 1820, é eleito como último comendador da Vila o Conde de Almada. Pouco depois, na sequência das reformas administrativas de Passos Manuel, é instituído o Concelho de Ferreira do Zêzere a 6 de Novembro de 1836, o qual passa a integrar as antigas vilas e respectivos termos de Águas Belas, Dornes e Pias.
Actualmente, a freguesia de Ferreira do Zêzere é constituída pelos seguintes lugares: Bairrada, Bairradinha, Bixardo de Baixo, Bixardo de Cima, Cabeçadeira, Cardal, Carvalhais, Carvalhal, Casais, Casal da Cruz, Casal da Rainha, Castanheiras, Castelo, Cerejeira, Chão da Serra, Cubo, Estrada do Cardal, Ferreira do Zêzere, Fonte de Ferreira, Fonte de Prata, Lameirancha, Levegada, Linhares, Maxial de S. Pedro, Maxieira, Pardielas, Pombeira, Portinha, Portomar, Quinta do Loureiro, Quinta Nova, Rebelo, Ribeira, Salgueiral, Sanguineira, Sobreira, Vale da Figueira, Vale de Sachos e Valongo.
No que se refere à expressão do culto religioso nesta freguesia, ela tem por foco a igreja matriz de São Miguel, templo de feição setecentista já devidamente analisado na crónica anterior. Mas, para além desta, terão existido próximo do centro da Vila outros edifícios de carácter religioso, por vezes importantes dependências de uma ou outra propriedade mais abastada, de carácter público ou particular. &lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346472994885268066" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ83K1a8mI/AAAAAAAAAmE/_xFyHjWiHzs/s400/DSC01200.JPG" /&gt;A documentação mais antiga refere-se, por exemplo, à Capela de Santo António, a qual se localizaria no primitivo largo dos &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Paços do Concelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, próximo do pelourinho. Porém, as sucessivas remodelações a que este espaço esteve sujeito ao longo dos tempos, a última das quais bem recente, não permitiram que chegassem aos dias de hoje quaisquer vestígios do referido templo. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346473648586893218" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ9dOECJ6I/AAAAAAAAAmM/KcQyfxREHbU/s400/_DSC0034.JPG" /&gt;Não obstante, e de acordo com algumas informações recolhidas por Paulo Alcobia Neves, o primitivo orago da capelinha terá sido transferido para uma outra capela de Santo António, esta ainda hoje existente e localizada no actual &lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cemitério de Ferreira do Zêzere&lt;/strong&gt;.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Trata-se de uma construção que goza de especial enquadramento, uma vez que a própria fachada do templo se volta para a via pública, incorporando parte do muro que delimita o perímetro cemiterial. Aí, encontra-se uma lápide com a seguinte inscrição: «28 de Setembro de 1938. A Câmara Municipal do Concelho de Ferreira do Zêzere mandou colocar esta lápide para comemorar o generoso acto dos ilustres filhos desta freguesia. Excelentíssimos senhores: D. Joaquina Dias Ferreira e seu marido Manuel António Dias Ferreira. Que mandaram fazer à sua custa as obras de gradeamento da frente do cemitério e a restauração da capela e suas dependências. Bem Hajam.»
Do ponto de vista arquitectónico, trata-se de uma capela de planta longitudinal, de cujo corpo central se salientam dois volumes correspondentes às dependências necessárias ao cumprimento dos serviços religiosos. A cobertura é em telhado de uma água nos anexos e de duas águas no corpo central, na junção das quais se eleva, pela frontaria, um pequeno campanário. É a fachada principal constituída por porta de lintel curvo, ladeada por duas longas janelas rectangulares e encimada por óculo. Termina a frontaria em empena, rematada pelo já referido campanário e por dois pináculos nos vértices extremos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346474177679553522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ98BFjc_I/AAAAAAAAAmU/pWaoDw8UbzI/s400/DSC00645.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Interessante é também a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Todos os Santos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, templo de carácter particular que inicialmente servia a Santa Casa de Misericórdia de Ferreira do Zêzere, mais tarde convertida no hospital concelhio. Trata-se de uma construção independente do antigo edifício hospitalar, erigida no pátio central que enquadra o conjunto edificado. As suas dimensões são reduzidas e o traçado é extremamente simples, assentado numa planta longitudinal desprovida de volumes salientes em relação ao corpo central, coberto por um telhado de duas águas. A frontaria é constituída por uma porta de lintel curvo, enquanto que em cada uma das fachadas restantes se rasga uma janela rectangular de lintel igualmente curvo.
E porque falamos de templos particulares, não podemos deixar de referir outras duas capelas existentes na Vila de Ferreira do Zêzere, que se assumem como dependências integradas em duas importantes moradias: A Quinta do Adro e a Quinta de São José. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346475024373804546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ-tTRMbgI/AAAAAAAAAmc/q3RqrodzGz0/s400/Quinta+do+Adro.JPG" /&gt;A história da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Quinta do Adro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é bastante interessante. Segundo António Baião, a sua instituição ficou a dever-se aos irmãos Manuel António Ribeiro e José António Ribeiro, na época inquisidores de Goa, que em 1762 fizeram um requerimento a el-Rei pedindo autorização para trocar um souto bravo que estes possuíam por um terreno baldio que o concelho de Ferreira detinha no lugar do Adro. Tendo sido o pedido atendido a 20 de Junho de 1770, aí iniciaram a construção da designada Quinta do Adro, que viria as suas possessões aumentadas a partir de 30 de Julho de 1779, quando os mesmos dois irmãos requereram o alargamento da sua herdade. Uma das dependências foi então consagrada ao exercício do culto, dedicado a Nossa Senhora da Conceição, apresentando-se a capela totalmente absorvida pela fachada principal do edifício habitacional, da qual repete os principais elementos arquitectónicos. Permitem-na distinguir o escudo de armas de Manuel António Ribeiro da Mota, esculpido no tímpano do frontão contracurvado que se desenvolve a partir do lintel da entrada principal do templo. É este brasão de armas constituído por um escudo ovalado e esquartelado, que no 1º quartel apresenta as armas dos Ribeiros, no 2º as dos Dias, no 3º as dos Gonçalves e no 4º as dos Ferreiras. De acordo com António Baião, foi este brasão de armas atribuído a 12 de Agosto de 1776, e é este mesmo ano que aparece inscrito na cantaria. Recentemente, a Quinta do Adro foi adquirida pela Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, tendo todo o seu espólio sido leiloado, inclusivamente aquele que integrava a capela de Nossa Senhora da Conceição. Não obstante, e de acordo com o Inventário Artístico de Portugal, possuía originalmente um retábulo do século XVIII, de caixilharia dourada e espelho rodeando o trono. As imagens deste altar, ao todo catorze, eram em marfim, destacando-se do conjunto uma Santa Teresa (0.155m altura) e um São Francisco (0.355m altura), assim como um Cristo Crucificado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346475419882024898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ_EUps78I/AAAAAAAAAmk/X68lo6qjW0Y/s400/DSC00629.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Interessante é também a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Quinta de São José&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, actual sede da Fundação Maria Dias Ferreira. Igualmente conhecida por Quinta da Cabeça do Carvalho, por aí ter residido em tempos o comendador da Cabeça do Carvalho, trata-se de um edifício recentemente reabilitado, mas que manteve a dependência consagrada ao culto de São José. A capela é referida pelas “Notícias do Bispado de Coimbra” do Doutor Macedo Malheiro (1726) e pertencia então a D.ª Jacinta Maria Tomás, viúva do Doutor Francisco Rodrigues de Resende, que havia mandado instituir a referida capela. A entrada para o interior do templo, que surge assim completamente integrado na moradia, é assinalada por uma belíssima moldura barroca que a enquadra, ao centro da qual se destaca um ramo de três lírios, apanágio da pureza e atributo de São José. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6963420646120027857?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6963420646120027857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6963420646120027857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6963420646120027857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6963420646120027857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/06/as-capelinhas-de-ferreira-do-zezere-1.html' title='As Capelinhas de Ferreira do Zêzere: 1ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ83K1a8mI/AAAAAAAAAmE/_xFyHjWiHzs/s72-c/DSC01200.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-5485045215418625423</id><published>2009-06-12T16:35:00.023+01:00</published><updated>2011-12-28T12:37:18.707Z</updated><title type='text'>A Igreja de São Miguel de Ferreira do Zêzere</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ2zf9_CCI/AAAAAAAAAkk/U4kwNbddN50/s1600-h/fachada+principal.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346466334769088546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ2zf9_CCI/AAAAAAAAAkk/U4kwNbddN50/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;igreja de São Miguel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; inscreve-se nos limites do centro histórico da vila de Ferreira do Zêzere junto à antiga Quinta do Adro, importante complexo habitacional setecentista que, tal como o próprio nome indica, comunica com o adro da matriz.
Do ponto de vista arquitectónico, a planimetria do templo obedece ao já característico esquema longitudinal de nave única, completada por uma cobertura em telhado de duas águas. A fachada principal, de traço claramente maneirista, é rematada em empena e apenas ostenta um portal de verga recta, a cujo entablamento se sobrepõe uma grande janela rectangular. Do lado direito foi edificada uma torre sineira, à qual se pode aceder por meio de um lanço de escadas exterior, e que simultaneamente permite o ingresso no coro alto localizado sobre a entrada principal. Esta estrutura é ainda constituída por quatro arcos campanários, terminando numa cobertura piramidal dotada de caleira e goteiras.
Na lateral sul do templo destacam-se ainda outros dois volumes, o primeiro dos quais correspondente ao absidíolo de uma pequena capela consagrada a Nossa Senhora de Fátima que abre para o interior da igreja, desenvolvendo-se a partir desta estrutura uma dependência que funciona como sacristia. Por sua vez, ao longo da lateral norte desenvolve-se um volume correspondente a um amplo corredor de sacristia que é dotado de várias aberturas para o exterior, entre janelas e portas, sabendo que apenas uma delas permite aceder directamente ao interior do templo. Esta estrutura incorpora o baptistério e uma capelinha consagrada ao Senhor dos Passos, dependências que comunicam com a nave central.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346466837379656370" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ3QwVrqrI/AAAAAAAAAks/2DumVLTiBe4/s400/interior.JPG" /&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a igreja de São Miguel apresenta-se como um dos templos do concelho de Ferreira do Zêzere de maior riqueza e diversidade decorativa. Para além da capela-mor existem neste templo sete altares, duas capelas laterais, um púlpito e um baptistério, adornados de várias obras escultóricas e pictóricas. &lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 265px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346467124667866866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ3hekh3vI/AAAAAAAAAk0/Zbo_dhg5BuA/s400/baptist%C3%A9rio.JPG" /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;baptistério&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;trata-se de uma estrutura localizada na lateral norte do templo e que incorpora um pequeno altar consagrado a Santa Isabel, assim como a correspondente pia baptismal. Esta peça consiste numa simples taça gomada esculpida em pedra calcária e que se desenvolve a partir de um colunelo dotado de anel. Segue-se o púlpito, adossado à mesma parede lateral, constituído por um cálice executado em talha policromada, sustentado por uma mísula em pedra. Relativamente aos altares que adornam a nave central do templo todos eles são semelhantes entre si, divergindo somente na invocação. As estruturas retabulares foram executadas em talha policromada, nos tons de dourado e branco, surgindo por vezes alguns marmoreados.&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346467554609931090" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ36gOtI1I/AAAAAAAAAk8/dzFt-VCBfcw/s400/altar+nossa+senhora+das+dores.JPG" /&gt; Na lateral norte destaca-se o altar de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora das Dores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Trata-se de uma imagem de roca de grandes dimensões e carácter pietista, vestida nos tons púrpura; segura nas mãos um lenço alvo, pronto a enxugar o rosto martirizado de Jesus, ao mesmo tempo que a expressão da Virgem é reveladora de todo o seu sofrimento.



&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346468050046698818" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ4XV4CRUI/AAAAAAAAAlE/CFLLQMjz_6A/s400/capela+senhor+dos+passos.JPG" /&gt; &lt;/div&gt;


&lt;div align="justify"&gt;Esta representação é geralmente acompanhada pela imagem do &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Senhor dos Passos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que, na igreja de São Miguel, teve direito a capela própria.
&lt;/div&gt;


&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346468757827423346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ5AikHDHI/AAAAAAAAAlM/GHYkEW8ihqo/s400/capela+nossa+senhora+de+f%C3%A1tima.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Por sua vez, na lateral sul justapõem-se-lhes uma capelinha dedicada a &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;/strong&gt;...

&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346469559155977330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ5vLvubHI/AAAAAAAAAlU/6Q1gsONVvbI/s400/altar+cristo+crucificado.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;... e um altar consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Cristo Crucificado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de vulto executada em madeira policromada.
&lt;/div&gt;

&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346470168779964338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ6SqxaP7I/AAAAAAAAAlc/v7S5L9EtJc8/s400/DSC_0179.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Já no &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;arco cruzeiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; localizam-se outros dois altares. O do lado do Evangelho é consagrado a Nossa Senhora com o Menino, obra escultórica barroca de produção popular, talhada em madeira posteriormente policromada. Nossa Senhora, coroada, apresenta-se como uma mulher de porte robusto, mãos largas e face redonda, enquadrada por uma farta cabeleira que cai sobre os ombros. Nos braços segura o Menino, que carinhosamente lhe afaga o pescoço, mas cujo corpito não deixa de revelar alguma incorrecção anatómica. As dificuldades sentidas pelo escultor na produção desta obra revelam-se ainda na execução dos panejamentos, tratados com pouca plasticidade, mas que não deixam de se apresentar ricamente adornados: à túnica branca sobrepõem-se pequenas rosas, enquanto que o manto azul é decorado por estrelas douradas, numa alusão ao firmamento. Já do lado da Epístola destaca-se um altar consagrado ao Sagrado Coração de Jesus, cuja imagem representa Cristo Ressuscitado, revelando o coração flamejante, ao mesmo tempo que as mãos do Salvador deixam perceber as chagas da crucificação.
&lt;/div&gt;

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346471085337878450" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ7IBN2H7I/AAAAAAAAAlk/LJY5dQ51TxA/s400/capela+mor.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Relativamente à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, esta é decorada por um magnífico retábulo executado em talha dourada barroca, cujo trabalho escultórico progride, de forma singela, pelas nervuras e sanca da abóbada. É o altar-mor consagrado ao arcanjo São Miguel que, vestindo como milícia romana, ostenta nas mãos uma espada e uma balança, e a São Brás, escultura de pedra do século XVI. A cobertura é em abóbada de caixotões decorados a fresco, com os símbolos alusivos à Paixão de Cristo e à Ladainha da Virgem, enquanto que o extradorso do arco cruzeiro revela pinturas representativas dos Evangelistas.
Relativamente às restantes obras pictóricas constantes do espólio desta igreja existem variados e interessantes exemplares de pinturas executadas a óleo sobre tela, as quais foram produzidas em diferentes épocas e com maior ou menor grau de erudição.
&lt;/p&gt;

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346471456722369218" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ7douzusI/AAAAAAAAAls/G5bcghZO8-I/s400/%C3%BAltima+ceia.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Destaca-se, em primeiro lugar, uma &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Última Ceia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, composição produzida no século XVIII e de claro anacronismo, já que a cena se desenvolve no interior de uma rica sala de jantar burguesa, sendo a refeição assistida por uma criada, que transporta uma malga de sopa fumegante. Cristo, juntamente com os seus doze apóstolos, senta-se ao redor de uma mesa redonda, ao centro da qual repousa um pão dentro de uma travessa, alimento que é distribuído pelos comensais.
&lt;/p&gt;



&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346471876786915378" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ72FmACDI/AAAAAAAAAl0/-xl1SP3iAj0/s400/aclama%C3%A7%C3%A3o+da+virgem.JPG" /&gt;De grande erudição é a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Aclamação de Nossa Senhora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: Virgem Maria, rodeada pelos Evangelistas e segurando nos braços o Menino, paira sobre uma nuvem que, transportada por um coro de Anjos, desce do Paraíso. Contemplam-na duas personagens, uma feminina e outra masculina, que convidam o observador a participar da experiência divina.&lt;/p&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346475793992613314" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ_aGUnfcI/AAAAAAAAAms/5SjJ4ag5VpA/s400/s%C3%A3o+miguel+no+purgat%C3%B3rio.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;De carácter naïf é uma outra obra representativa de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Miguel no Purgatório&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a qual manifesta grandes dificuldades de execução técnica e composicional. Os elementos representados são os recorrentes desta temática: São Miguel, vestido como militar romano e segurando nas mãos uma espada e uma balança, pesa as almas do Purgatório, enquanto que a Pomba do Espírito Santo desce do Paraíso para recolher os afortunados. Em minha opinião, a representação de São Miguel constante desta composição seguiu como modelo a própria imagem padroeira, uma vez que a posse e atributos do arcanjo se repetem nas duas obras.
Existem ainda três composições, de recente produção, alusivas a São Brás (lateral direita), São Miguel no Purgatório (Capela-mor, lado do Evangelho) e a São Pedro (Capela-mor, lado da Epístola).
De acordo com o Inventário Artístico de Portugal e, para além de todas as obras anteriormente referidas, guardam-se ainda na sacristia do templo: um Santo Antão de pedra do século XVI; uma Santíssima Trindade, igualmente esculpida em pedra e da mesma época; um Prato de Oferta em latão, com a habitual inscrição no bordo e ao centro, em relevo, a imagem da Virgem; uma custódia de prata dourada; e cinco cadeiras de couro, do século XVIII, com espalda e fundo gravados.
Por fim, deve ser referido que, numa das últimas campanhas de intervenção neste templo, foi aplicado às paredes interiores um silhar de azulejos de produção industrial, que dificilmente se enquadra no esquema decorativo original. Apresenta o referido silhar uma altura de 8 azulejos, em tons de azul e branco, os quais se repetem de acordo com um módulo de 2X2/2 unidades. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-5485045215418625423?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/5485045215418625423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=5485045215418625423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/5485045215418625423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/5485045215418625423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/06/igreja-de-sao-miguel-de-ferreira-do.html' title='A Igreja de São Miguel de Ferreira do Zêzere'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SjJ2zf9_CCI/AAAAAAAAAkk/U4kwNbddN50/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-1739225752626052475</id><published>2009-05-25T23:36:00.018+01:00</published><updated>2011-12-28T12:39:12.025Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Dornes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De acordo com António Baião, a referência mais antiga que a respeito da vila de Dornes encontramos em documentos surge no foral de Arega, atribuído por D. Pedro Afonso (filho de el-rei D. Afonso Henriques) à referida vila em 1201 e no qual nos aparece entre as testemunhas um Dommus Fiiz prelatus a Dornas. Tal indica que já naquela época tão recuada havia uma povoação chamada de Dornas, a partir da qual viria a ser instituída uma das comendas da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo existentes na região. Um dos primeiros comendadores de Dornes terá sido Frei Rui Guilherme (cc. 1345), seguido de Frei Lopo Bezerra (cc. 1374), Frei Rui Gonçalves de Campos (cc. 1393) e de Rui Peres (princípios do século XV). Em 1453 temos ainda notícia de Dom Frei Gonçalo de Sousa, comendador-mór e responsável pela reedificação da Igreja de Nossa Senhora do Pranto, analisada nas duas últimas crónicas.
Mas, para além da igreja matriz, terão existido no centro da Vila outros edifícios de carácter religioso, a maioria dos quais, porém, não chegou aos nossos dias, à semelhança do que se tem averiguado para as restantes freguesias do Concelho de Ferreira do Zêzere. A documentação mais antiga refere-se, por exemplo, às capelas de Santa Catarina e de Nossa Senhora da Graça, tendo esta última funcionado como hospital para o recolhimento dos pobres. Igualmente importante parece ter sido a capela dedicada a São Guilherme, primitiva ermida de grandes dimensões localizada junto à ribeira com o mesmo nome a qual, de acordo com a Corografia Portuguesa do padre António Carvalho da Costa, já em 1712 se apresentada bastante arruinada, destelhada e desprovida de qualquer madeiramento.
Não obstante, certos templos mantiveram a sua funcionalidade apesar de sucessivamente remodelados ao longo dos tempos, tal como é o caso das capelas dedicadas a Santo António (em Dornes) e a São Sebastião (no Carril). &lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339895149162272306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShseWJ-mFjI/AAAAAAAAAjU/YUtTcwFKP58/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela de Santo António&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; localiza-se próximo da escadaria de acesso à igreja de Nossa Senhora do Pranto. Trata-se de um edifício remodelado, de planta e linhas simples, cuja fachada principal é somente constituída pela entrada que dá acesso ao interior do pequeno templo. Lá dentro, para além da mesa de altar, apenas existe um nicho em cantaria localizado na parede frontal e no qual se conserva o orago: um Santo António em madeira policromada, de execução popular, que ostenta como atributos a cruz de Cristo e o Menino.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339895525876642098" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsesFWTMTI/AAAAAAAAAjc/2IGO_u3dQ9c/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;No que se refere à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela de São Sebastião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, trata-se de um edifício totalmente reconstruído no ano de 1992 sobre as fundações de um primitivo templo aí existente; não obstante, preserva muitas das características da construção original, registada em desenho pela mão de Alfredo Keil. A capela localiza-se sensivelmente ao centro do lugar do Carril, sendo a entrada principal antecedida por um aprazível largo ajardinado a que se convencionou dar o nome de “largo da capela”, enquanto que junto da lateral esquerda se ergue uma casa de habitação particular.
Do ponto de vista arquitectónico, obedece à planimetria característica da região, concentrando-se o empenho decorativo na fachada principal do templo. Aí, sobre a entrada, foi aplicado um nicho em cantaria que contém uma pequena imagem do orago, esculpida em pedra calcária. Por sua vez, o campanário que no edifício primitivo se erguia a partir da empena, deu lugar a uma nova torre sineira provida de quatro arcos campanários, estrutura de dimensões desproporcionais relativamente à singeleza arquitectónica da capelinha.

&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339895963531607986" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsfFjvX_7I/AAAAAAAAAjk/IqO9LxAPlPM/s400/interior.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;é de nave única, cobertura madeirada em masseira e pavimento recoberto a mosaico cerâmico, existindo um passadiço lajeado que se prolonga desde a entrada até à capela-mor. O acesso a este espaço é feito através de um arco cruzeiro de volta perfeita, localizando-se a sala de sacristia numa cripta existente sob o altar. Justaposto à parede frontal existe um altar executado em talha dourada, constituído por três nichos e adornado com imagens de vulto de querubins e atlantes. O nicho central é ocupado por São Sebastião, escultura bastante repintada e de talhe rude, ladeada à esquerda por São José e, à direita, pelo Sagrado Coração de Jesus. Já na sala de sacristia conservam-se, no interior de uma vitrina, uma imagem de roca representativa de Nossa Senhora do Rosário e um Menino Jesus deitado. &lt;/div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339896439628689954" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsfhRVw8iI/AAAAAAAAAjs/50Qavwe01_8/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Por sua vez, no lugar da Frazoeira existe uma outra capela, dedicada a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Purificação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cujas dimensões consideráveis e a beleza da sua concepção arquitectónica a aproximam mais de uma igreja paroquial do que das pequenas capelinhas que, por todo o Concelho de Ferreira do Zêzere, se dispersam pelos vários povoados.
A fachada principal deste templo é constituída por um magnífico portal de lintel curvo, em cuja chave foram esculpidas duas conchas sobrepostas. Sobre o pórtico de entrada eleva-se um frontão curvilíneo, de claro barroquismo, que no tímpano ostenta uma insígnia coroada alusiva a Virgem Maria (letra M a que se sobrepõe um V invertido). Ladeiam o portal principal duas janelas rectangulares, igualmente de lintel curvo; por sua vez, sobre este rasga-se um janelão de frontão interrompido. Termina a fachada, delimitada por cunhais, numa empena curvilínea, ladeada por um pináculo (lado esquerdo) e por um pequeno campanário (lado direito), enquanto que ao centro se ergue uma cruz de Cristo. É necessário referir, porém, que o campanário que hoje aí se encontra não corresponde à obra original, a qual se conserva junto do portal lateral que se abre na fachada sul do templo. Por sua vez, em cada uma das laterais e perto da cobertura, que é em telhado de duas águas, rasgam-se duas janelas idênticas às que se encontram na fachada principal.
&lt;/div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339896884669726242" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shsf7LP0PiI/AAAAAAAAAj0/3BjSjOuOY_I/s400/interior.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de nave única, ergue-se sobre a entrada principal um coro-alto, enquanto que, na parede lateral norte, foi adossado um púlpito, obra executada em madeira e decorada por meio de marmoreados, cuja taça se ergue a partir de uma base pétrea e à qual se acede por meio de um lanço de escadas. Já o acesso à capela-mor é feito por meio de um arco cruzeiro de volta perfeita, em cujo fecho foi esculpida uma concha que ostenta a insígnia de Virgem Maria. A sala de sacristia localiza-se por detrás do altar-mor. Este espaço é coberto por meio de abóbada, enquanto que a cobertura da nave central, de três planos, é madeirada em caixotões; o pavimento é lajeado em toda a extensão do templo.
&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339897315244804002" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsgUPQ6h6I/AAAAAAAAAj8/H2TKNQaf0A4/s400/tecto+de+caixot%C3%B5es.JPG" /&gt; Do interior da capela de Nossa Senhora da Purificação destaca-se, em primeiro lugar, a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;pintura da cobertura da nave central&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Realizada a óleo sobre tábua, em cada um dos quinze compartimentos foi representada uma moldura barroca, semelhante à esculpida na cantaria do frontão que sobrepuja o pórtico principal. Por sua vez, no interior de cada uma dessas molduras da cobertura, aparece uma inscrição latina alusiva às várias virtudes de Nossa Senhora (símbolos da Ladainha). Os mesmos elementos repetem-se nas pinturas da abóbada da capela-mor. Ao centro, surge novamente representada a insígnia de Nossa Senhora, delimitada por uma moldura idêntica às até então referidas. É este motivo central delimitado por outros quatro elementos associados ao culto de Nossa Senhora: o Sol, a Lua, a Torre e a Estrela de seis pontas. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339897758632921970" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsguDA4S3I/AAAAAAAAAkE/NBWLdjSmfgM/s400/altar-mor.JPG" /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;altar-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é em talha dourada e policromada setecentista, através do qual se acede, por meio de duas portas, à sala de sacristia. Neste altar estão presentes várias imagens, igualmente datadas da centúria setecentista, e todas elas executadas em madeira policromada. No nicho central preserva-se a imagem padroeira de Nossa Senhora da Purificação, a qual representa a Virgem, ostentando nos braços o Menino que beija uma pequenina pomba branca. É a padroeira ladeada por São Joaquim (lado do Evangelho) e por Santa Ana (lado da Epístola), pais da Virgem Maria.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339898271791543218" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShshL6rbc7I/AAAAAAAAAkM/PN5nGTUDfAw/s400/Solar.JPG" /&gt; Ainda no lugar da Frazoeira existem outros dois templos, ambos de carácter particular, e que surgem adossados às correspondentes moradias. O primeiro trata-se da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela da Sagrada Família e pertence à Quinta do Vínculo dos Senhores da Frazoeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, apresentando-se o templo como uma dependência alteada, que ocupa um dos extremos do edifício habitacional e que claramente se destaca do restante conjunto arquitectónico. A frontaria, que abre para a via pública, caracteriza-se pelas suas linhas equilibradas e pela proporcionalidade das formas dos seus elementos decorativos. Sobre a entrada eleva-se um janelão de sacada com gradeamento, cujo lintel é sobreposto por um frontão interrompido. Termina a empena num belíssimo frontão triangular, encimado por uma cruz de Cristo ladeada por dois pináculos, e de onde sobressaem duas goteiras de boca de canhão sobre os cunhais. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;O &lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;interior&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é de nave única, pavimento lajeado e tecto em abóbada estucada, onde recentemente foi aplicada uma pintura mural. A passagem para a capela-mor realiza-se por meio de um desnível de dois degraus e um arco-cruzeiro de volta perfeita, em cuja cantaria existem alguns vestígios de policromia. No corpo central, oito grandes painéis de pintura azul forram as paredes, numa altura de 21 elementos, sendo as três fiadas inferiores preenchidas por azulejos de figura avulsa. Santos Simões data estes revestimentos de 1740. Aí encontram-se figurados: S. Bruno, S. Francisco de Paula e S. Basílio (lado da Epístola); S. Bernardo e S. Jerónimo (ladeando a entrada); S. Efrém, S. Paulo e S. Fulgêncio (lado do Evangelho); por esta razão é igualmente atribuía a este templo a invocação de Capela dos Seminaristas. Na capela-mor existem outros dois painéis que representam, do lado da Epístola, S. João Evangelista escrevendo sob inspiração de N.S. da Conceição e, do lado do Evangelho, S. João Baptista pregando. Estas duas composições sobrepujam, por sua vez, cada uma delas, um painel de menores dimensões, onde figuram cenas bucólicas, do tipo das que se encontram na igreja matriz do Beco e na capela do Solar de Higino Otho de Queiroz e Melo. De facto, o traço e esquema compositivo que caracterizam estes painéis acusam o trabalho de um mesmo autor, que terá produzido, na mesma época (c. 1740), para os dois templos já referidos. Para além disso, o tipo de molduras que cercam as composições azulejares são igualmente idênticas. O único factor discrepante é a existência, nesta capela, de um silhar de azulejos de figura avulsa, cuja tipologia, bem como a respectiva guarnição, não se repetem nem no Beco, nem no Solar de Higino Otho de Queiroz e Melo. O altar-mor, realizado em talha policromada setecentista, ocupa toda a parede frontal e, no nicho central, conserva-se uma Sacra Família do século XVIII esculpida em madeira.
&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339898899690173954" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShshwdyINgI/AAAAAAAAAkU/QFbv4l8uM4M/s400/Solar.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;O segundo templo é igualmente dedicado à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Sagrada Família e pertence ao Solar de Higino Otho de Queiroz e Melo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, tratando-se de uma dependência totalmente integrada na fachada principal do edifício habitacional, não denunciando por isso o seu carácter religioso para o exterior. Sobre a verga da porta que abre para a via pública foi incisa a data de 1766, correspondente ao ano de fundação da capela.

&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339899321666157298" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsiJBxCuvI/AAAAAAAAAkc/27_x3PIYjrk/s400/DSC_0005.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, esta é constituída por uma nave central de pavimento lajeado e tecto forrado por 22 caixotões lisos pintados a óleo com ornatos policromos que emolduram símbolos religiosos. No caixotão central, sobre o coro, está o brasão dos fidalgos: um escudo esquartelado com as armas dos Queiroses, Sousas, Melos e Vasconcelos, pintado posteriormente à decoração do templo, visto que tal brasão apenas foi concedido a Higino Otho de Queiroz e Melo a 8 de Maio de 1859. Por sua vez, os revestimentos azulejares presentes no interior do templo datam, de acordo com Santos Simões, de cerca de 1740. No século XIX, este templo foi vítima de um incêndio que devastou grande parte do seu espólio, daí que o revestimento azulejar que actualmente o preenche se encontre bastante mutilado. Este é constituído por quatro grandes painéis que representam, do lado do Evangelho, Santa Maria Madalena e Santo Onofre e, do lado da Epístola, São Bento e Santa Genoveva. Na capela-mor existe ainda um pequeno painel que representa um eremita lendo ao pé de uma árvore. Todos estes registos são cercados por uma moldura de folhagens e anjinhos e descansam sobre um silhar de anjinhos trombeteiros, igual ao que se encontra na igreja matriz do Beco. O revestimento apresenta 22 azulejos de alto, prolongando-se do corpo da capela até ao altar-mor. A porta que, do complexo habitacional, dá acesso ao coro-alto, é também emoldurada pelo mesmo tipo de barra que rodeia os painéis azulejares. A passagem para a capela-mor é realizada por meio de um arco cruzeiro de volta perfeita, onde à parede frontal foi justaposto um retábulo de talha policromada setecentista, preservando-se no nicho central um Cristo Crucificado em marfim e um grupo escultórico da Sagrada Família, cujas mãos, rostos e pés são de marfim, enquanto que os corpos são de madeira. Nas paredes laterais da ousia existem ainda dois quadros de pintura a óleo, representativos da Virgem e de Santo Onofre; de acordo com o Inventário Artístico de Portugal, este último quadro poder-se-á tratar de uma reprodução da tela de Domingos António de Sequeira que se encontra no Museu Nacional de Arte Antiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-1739225752626052475?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/1739225752626052475/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=1739225752626052475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/1739225752626052475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/1739225752626052475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/as-capelinhas-de-dornes.html' title='As Capelinhas de Dornes'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShseWJ-mFjI/AAAAAAAAAjU/YUtTcwFKP58/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-2320298769823467463</id><published>2009-05-25T23:07:00.022+01:00</published><updated>2011-12-28T12:41:44.924Z</updated><title type='text'>A Igreja de Nossa Senhora do Pranto de Dornes: 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsXSPtAoWI/AAAAAAAAAhc/YRyT7luTSow/s1600-h/interior.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339887385398255970" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsXSPtAoWI/AAAAAAAAAhc/YRyT7luTSow/s400/interior.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Contrariamente aos templos que até aqui têm vindo a ser apresentados, o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior da igreja matriz de Dornes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; encontra-se totalmente revestido a azulejo. De facto, entre o conjunto de monumentos religiosos existentes no concelho de Ferreira do Zêzere e dotados de património azulejar, este é o mais rico. O tapete reveste, integralmente e do chão à cobertura, o corpo da igreja, contornando os elementos arquitectónicos por meio das correspondentes cercaduras. Este é constituído pela adição linear de um padrão que obedece a um módulo de repetição 2x2/1 o qual, de acordo com Santos Simões, data da primeira metade do século XVII. Os motivos, realizados de acordo com um esquema de estrela e cruz, denotam uma forte inspiração mudéjar combinando, sob um fundo azul, os tons de amarelo e branco. Este tipo de padrão foi muito frequente em Sevilha e de lá vieram, no princípio do século XVII, os protótipos que se reproduziram, regularmente, em Portugal até meados da centúria.
O espólio desta igreja é abundante e diversificado, caracterizando-se alguns dos seus exemplares por uma produção que se aproxima dos parâmetros da erudição tomarense. &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339887659207497154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsXiLuOFcI/AAAAAAAAAhk/bAD8EDIbDsI/s400/altar+sant%C3%ADssima+trindade.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Na parede lateral sul, próximo da capela-mor, destaca-se um altar esculpido em pedra calcária, que obedece ao rigor da estética renascentista. O orago é consagrado à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santíssima Trindade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (0.970m altura), imagem quinhentista esculpida em pedra, representando o típico Deus Pai em majestade, segurando Jesus Crucificado, mas já sem a correspondente Pomba do Espírito Santo.

&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339887938518215122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsXycPFadI/AAAAAAAAAhs/-KCktQSh28M/s400/nossa+senhora.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Caminhando em direcção à entrada principal do templo seguem-se uma pequenina imagem de roca alusiva a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Conceição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, assente sobre uma mísula justaposta à mesma parede...

&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 205px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339888223023454050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsYDAGa12I/AAAAAAAAAh0/3RvmPMGWSBA/s400/pintura.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;... e uma pintura executada a óleo sobre tábua representativa de um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Descanso na Fuga para o Egipto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, precioso exemplar maneirista do último terço do século XVI, com 2.090m de altura e 0.725m de largura. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339888655834547266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsYcMcoBEI/AAAAAAAAAh8/veTZD2buBKY/s400/altar+sant%C3%ADssimo+sacramento.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Por sua vez, na lateral norte e em frente do altar consagrado à Santíssima Trindade localiza-se um outro retábulo renascentista, igualmente esculpido em pedra calcária, constituído por quatro nichos que ostentam as figuras dos evangelistas: São João, São Marcos, São Lucas e São Mateus, todos esculpidos em pedra e datados do século XVI, com aproximadamente 0.800m de altura. O nicho central, dedicado ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santíssimo Sacramento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, é revestido por um painel azulejar emblemático que data provavelmente da mesma época em que foi realizado todo o revestimento azulejar do corpo da igreja, isto é, inícios do século XVII. Neste painel encontra-se representado o tema da Eucarístia na forma de exposição da partícula divina: a hóstia pintada de amarelo (como forma de sugerir ouro) que se destaca de um fundo radiado. A composição é acompanhada da inscrição HOC EST ENIM CORPUS MEUM, patente no friso do altar.

&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339889499186422818" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsZNSLYZCI/AAAAAAAAAiM/ZE1shhLqHNs/s400/p%C3%BAlpito.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Já na parede lateral sul seguem-se uma imagem do Sagrado Coração de Jesus assente sobre uma pequenina mísula, um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;púlpito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; datado de 1544 e lavrado de rosetas com a cruz de Cristo, um &lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;órgão de tubos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; seiscentista (recentemente restaurado) a que se acede por meio de um lanço de escadas de madeira que desce a partir do coro-alto e, por fim, um baptistério revestido por um silhar de azulejos de recente produção que reproduz os exemplares existentes na capela-mor. O forro azulejar deste último espaço trata-se de um revestimento do tipo caixilho em esquema simples, produzido nos tons de azul e branco, e resulta de uma encomenda que Frei Baltazar de Medeiros terá mandado executar em 1592.

&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339890318880852914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsZ8_xwy7I/AAAAAAAAAiU/U0yqQ9r6fYQ/s400/altar-mor.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior da capela-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é ainda enriquecido por um magnífico retábulo em talha dourada barroca, no qual se conserva a imagem milagrosa de Nossa Senhora do Pranto (0.900m altura) datada do século XVI e representada na forma iconográfica habitual da Pietá.

&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339890615805646130" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsaOR6JlTI/AAAAAAAAAic/bV2Ej-O-qSw/s400/ab%C3%B3bada+da+capela-mor.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Por sua vez, os &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;caixotões da abóbada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são preenchidos por várias pinturas alusivas à temática da Paixão e diversas imagens de Santos que se fazem acompanhar dos seus respectivos atributos.

&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339890883775935074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shsad4LPsmI/AAAAAAAAAik/Xfm5d_qWD_I/s400/escudo+de+armas+da+rainha+santa+isabel.JPG" /&gt; 
&lt;div align="justify"&gt;São estas pinturas próximas da que se encontra ao centro da cobertura da nave do templo, onde se encontra representado o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;escudo da Rainha Santa Isabel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, curiosamente invertido.
&lt;/div&gt;


&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsavbHKVbI/AAAAAAAAAis/Rge0fBiOc74/s1600-h/santa+catarina.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339891185211823538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsavbHKVbI/AAAAAAAAAis/Rge0fBiOc74/s200/santa+catarina.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shsa7gVOwLI/AAAAAAAAAi0/7n3Tvmq18Yo/s1600-h/nossa+senhora+do+leite.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 134px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339891392771440818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shsa7gVOwLI/AAAAAAAAAi0/7n3Tvmq18Yo/s200/nossa+senhora+do+leite.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;







&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p align="justify"&gt;





Da restante imaginária presente na igreja de Nossa Senhora do Pranto destacam-se ainda duas imagens quinhentistas esculpidas em pedra alusivas a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santa Catarina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (0.980m altura), cuja indumentária e caracterização são notáveis, e a uma &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora do Leite&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (0.745m altura), esta muito mais rude e bastante repintada. &lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Ambas estão assentes sobre mísulas justapostas ao arco cruzeiro e localizadas, respectivamente, no lado do Evangelho e no lado da Epístola do mesmo arco.
&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339892092505444210" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsbkPC0T3I/AAAAAAAAAi8/BAenhFkRFB8/s400/imagens+da+sacristia.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Já no corredor da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;sacristia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sobre um arcaz conservam-se um imagem de roca de Nossa Senhora do Rosário, uma Pietá, uma Nossa Senhora de Fátima, um Cristo Crucificado e um São Francisco de Assis, estes dois últimos executados em madeira policromada. Aqui existe também um pequeno lavatório de cantaria, idêntico aos até agora identificados noutros templos do concelho mas de talhe mais rude, apesar de provavelmente remontar ao século XVI.

&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339892349936632594" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsbzODMgxI/AAAAAAAAAjE/1F90nh6guGM/s400/c%C3%ADrios.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Numa outra dependência da sacristia conservam-se, guardados nas respectivas caixas de madeira, os &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Círios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de cada uma das povoações que, anualmente, participam na romaria à igreja de Nossa Senhora do Pranto de Dornes. Refira-se ainda a existência de uma lâmpada de latão seiscentista.
No que se refere ao estado de conservação da Igreja de Nossa Senhora do Pranto refira-se que, a partir de 1963, este templo foi alvo de várias campanhas de conservação e restauro levadas a cabo pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). As intervenções desenvolvidas por esta entidade prolongaram-se até ao ano de 1970, sabendo que entre 1959 e 1964 decorreram as campanhas de reparação da cobertura. Não obstante, apesar deste trabalhos de recuperação são actualmente detectáveis algumas zonas de escorrência de humidade a partir do madeiramento que forra a nave central do templo; por sua vez, também a abóbada da capela-mor denuncia várias manchas decorrentes de infiltrações que se processam a partir da cobertura. Desta forma, torna-se urgente a revisão do sistema de impermeabilização e escorrência das águas pluviais, sob o risco de se estar a comprometer o estado de conservação de todo o património integrado deste templo.
Por fim, entre outras intervenções desenvolvidas pela DGEMN refiram-se ainda: o arranjo do adro e reconstrução da escadaria de acesso ao templo; a demolição e reconstrução da fachada principal, incluindo pórtico e rosácea; a consolidação dos muros (incluindo cintagem em betão armado) e pavimentos; o apeamento, assentamento e/ou substituição de azulejos; a demolição e desmontagem de alvenarias para abertura e alargamento de vãos, com reaproveitamento de cantarias; o restauro dos altares e do baptistério; e o restauro do revestimento em azulejos da capela-mor e baptistério.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-2320298769823467463?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/2320298769823467463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=2320298769823467463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/2320298769823467463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/2320298769823467463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/igreja-de-nossa-senhora-do-pranto-de_25.html' title='A Igreja de Nossa Senhora do Pranto de Dornes: 2ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsXSPtAoWI/AAAAAAAAAhc/YRyT7luTSow/s72-c/interior.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-3498723785409340439</id><published>2009-05-25T22:51:00.011+01:00</published><updated>2011-12-28T12:42:55.606Z</updated><title type='text'>A Igreja de Nossa Senhora do Pranto de Dornes: 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;

&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsTaxOg87I/AAAAAAAAAgk/_TYCyZMyDhY/s1600-h/Pen%C3%ADnsula+de+Dornes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339883133789598642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsTaxOg87I/AAAAAAAAAgk/_TYCyZMyDhY/s400/Pen%C3%ADnsula+de+Dornes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt; Vista panorâmica sobre a península de Dornes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Remonta ao século XIII o início da construção da Igreja de Nossa Senhora do Pranto, templo que, de acordo com a narrativa lendária, é coetâneo da fundação da vila de Dornes, mandada instituir sob o patrocínio da Rainha Santa Isabel. Tal acontecimento é descrito por Carvalho da Costa na sua Corografia Portuguesa: «Consta da antiga tradição, que sendo esta terra do dote da Rainha Santa Isabel, e assistindo em Coimbra, Corte então dos nossos Reis, tinha nestas partes por seu feytor a Guilherme de Pavia, homem de tanta virtude e justificada vida, que mereceo o nome de Santo. Era natural de hum lugar, que está no mesmo destricto e se chama o Albardão, onde vivia seu pay, o qual o creou tanto no temor de Deos, procurando instrui-lo em todos os bons costumes e santos exercicios, que sendo moço e não podendo obriga-Io a jejuar, para que forçosamente o fizesse o passara hum dia em hum barco, que tinha da outra parte do rio Zezere, para o ir buscar ás horas que lhe parecesse, e elle lançara a capa no rio, e sobre ella passara d'estoutra banda a pé enxuto.
Viveo este virtuoso varão junto de huma ermida do glorioso S. Guilherme, a qual estava contigua á estrada de Dornes, e ribeira do mesmo santo tomou o nome, de que já fizemos menção. Succedeo que algumas noytes da banda d'alem do rio Zezere, que então eram brenhas e matos muito espessos, ouviu huns gemidos muy dolorosos, os quaes se forão continuando por algum espaço de tempo; e indo Guilherme de Pavia a Coimbra deo conta á Rainha Santa d'esta novidade, a qual já por revelação divina sabia a causa, e lhe disse que buscasse no lugar onde ouvia os gemidos e que ahi acharia huma imagem da Virgem Maria Nossa Senhora com outra de seu Santissimo Filho morto em seus braços, o que elle fez, e entre huns matos, que estavão na aspera serra da Vermelha (que fica da outra banda do rio junto ao Casal de Villagaya, freguesia de Cernache do Bom Jardim e termo da Certã) achara escondida a admiravel e milagrosa imagem que collocou em huma pequena Igreja que a Rainha Santa mandou fazer sobre o penhasco, ficando dividida de huma torre antiga que alli estava e se diz fora obra dos mouros e hum curioso infere seria de Sertorio, que como fez o castello da Certã, faria tambem esta torre para sua segurança, por vir a estrada da Certãa ter a este sitio, servindo-he de ponte a barca de Domes. Porém eu conjecturo ser fabrica dos Cavalleyros do Templo, que por aqui vierão descendo e fundarão o castello de Thomar e Almourol. Esta torre serve agora de estarem nella os sinos da Igreja de Nossa Senhora.
Concorreo de todas as partes circunvizinhas innumeravel gente a ver a novamente apparecida imagem, a quem derão a invocação de Santa Maria das Dores, e é piamente crivel viria tambem a Rainha Santa, a qual mandou fazer ao pé da Igreja a Villa que ordenou se chamasse das Dores; e talvez que por esta mesma causa a mandasse fazer mysteriosamente em cruz como está».
Porém, e de acordo com António Baião, as referências a Isabel de Aragão não podem ser verdadeiras, pois o antigo município já existia no ano de 1201 e as suas terras envolventes nunca pertenceram à Rainha Santa. O que é certo é que a imagem santa continuaria a operar os seus milagres pois, de acordo com o Santuário Mariano, «no ano de 1697 ou 1698, ouve huma grande praga de pulgão &amp;amp; lagarta, &amp;amp; tão grande que deyxava assolada as vinhas &amp;amp; searas. Acudirão muytos povos à Senhora do Pranto de Dornes &amp;amp; a todos remediou a Senhora misericordiosamente; &amp;amp; a Villa &amp;amp; o seu termo ficou tão privilegiada &amp;amp; illesa que se não vio em as novidades della nada destes crueis animalejos. E alguns que se virão foy nos matos &amp;amp; em cima dos sargaços &amp;amp; tojos &amp;amp; outras plantas silvestres, em que os animaes não tocão».
Mas, pondo de parte as lendas e recorrendo à documentação, esta refere que, por volta de 1201, no foral de Arega que D. Pedro Afonso (filho de el-rei D. Afonso Henriques) atribuiu à referida vila, aparece entre as testemunhas presentes um Dommus Fiiz prelatus a Dornas, o que permite persumir que, já naquela época, existiria pelo menos uma capelinha nesta vila. No entanto, a partir de 1374, surgem já referências a uma igreja de invocação a Nossa Senhora, a qual, talvez por efeito da sua ruína, foi em 1453 reedificada (total ou parcialmente) e substituída por outra, sob o mandado de D. Frei Gonçalo de Sousa, descendente de um filho de D. Afonso III e comendador-mor de Dormes. Assim o comprova o escudo de armas do clérigo e a inscrição gótica incisa numa lápide que se conserva à direita do portal principal. Consta desta inscrição o seguinte: «Esta Igreja mandou fazer em louvor do Senhor Deos e da preciosa sua Madre Virgem Maria, o honrado cavaleiro Fr. Gonçalo de Sousa, vedor do senhor Infante D. Henrique e do seu concelho e seu alferes maior, comendador desta comenda e alcayde maior de Thomar, filho de Gonçaloannes de Sousa; a qual igreja se fez as suas próprias despezas por sua boa devoção, sem a elo sendo obrigado, e por memória mandou poer aqui estas suas armas. Deos por sua mercê lhe dê galardão de sua bemfeytoria. Amen. Era do Nascimento de N. Senhor Jesu Christo de 1453».
De acordo com um fragmento do Livro das Visitações feitas por Frei António de Lisboa, consta que a primeira visitação da igreja de Dornes se realizou em 22 de Junho de 1536, sendo então vigário Frei João da Cal, e que o visitador encontrou o corpo da igreja bem madeirado, a frontaria pintada, tendo no meio do cruzeiro um crucifixo com Nossa Senhora a um lado e S. João do outro, o Dia do Juízo e a Conceição de Nossa Senhora. Na mesma frontaria do cruzeiro existiam ainda dois altares, forrados a azulejos: um consagrado ao Espírito Santo, Nossa Senhora e S. João de vulto e outro a S. Sebastião (imagem pintada na parede), Santo Antão e São Paulo. No altar-mor havia já a imagem de Nossa Senhora do Pranto, com o seu filho nos braços.
Por esta altura, era o comendador-mor obrigado à fábrica da igreja e à conservação da capela e o concelho (isto é, os seus moradores) obrigado à conservação do corpo da igreja. O vigário tinha por obrigação a cura das almas e dizer missa todos os dias, recebendo o pé do altar. Mais tarde, em 1592, Frei Baltazar de Medeiros mandaria revestir o corpo da igreja de azulejos.
Já as Memórias Paroquiais de 1758 referem que, nesse mesmo ano, a igreja de Nossa Senhora do Pranto era constituída por seis altares: «o da dita Senhora, que hé o maior, e os latrais, o do Sacramento, o das Almas, a (sic) da Senhora do Rozario, o do Espirito Sancto e o do Senhor Jezus, e tem huma (sic) da Irmandade que se intitula das Almas.»
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339883458288858466" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsTtqFKtWI/AAAAAAAAAgs/JzVVyZXhPWo/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; Do ponto de vista arquitectónico, a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;igreja de Nossa Senhora do Pranto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, classificada como Imóvel de Interesse Público, foi sendo sucessivamente remodelada no decurso de várias campanhas construtivas, a primeira das quais operada no ano de 1453, como já foi referido.
&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339883782063118114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsUAgO91yI/AAAAAAAAAg0/nDHKMCZojlY/s400/L%C3%A1pide+D.+frei+Gon%C3%A7alo+de+Sousa.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Da primitiva construção gótica restam, porém, poucos vestígios, nos quais se incluem o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;brasão de armas e a inscrição referente a D. Frei Gonçalo de Sousa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que se conservam na fachada principal do templo, a par de duas legendas sepulcrais existentes junto à verga do portal lateral sul. A planimetria obedece a um esquema longitudinal, de nave única, dotada de cobertura em telhado de duas águas, na junção das quais se eleva a cruz de Cristo ladeada por dois pináculos. Do corpo do templo destaca-se, na cabeceira, o volume da capela-mor, um pouco mais baixo que a nave central e coberta igualmente por telhado de duas águas; por sua vez, do lado esquerdo, acompanhando toda a lateral norte da igreja de Nossa Senhora do Pranto, mas recuada em relação à fachada principal, salienta-se um corredor de sacristia, coberto por telhado de uma única água e iluminado por meio de quatro janelas e de duas portas rectangulares, uma das quais localizada na fachada nascente e à qual se acede por meio de um lanço de escadas. Por sua vez, a fachada sul da igreja de Nossa Senhora do Pranto é constituía pelo correspondente portal lateral, antecedido por um quatro degraus, e duas pequenas frestas protegidas por vitrais. &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339884396016471730" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsUkPY2jrI/AAAAAAAAAg8/LAhNYBFcZYQ/s400/esculturas+do+p%C3%B3rtico+de+entrada.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;fachada principal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, igualmente antecedida por um lanço de quatro degraus, é constituída por um portal de verga recta, sobrepujado por um entablamento de friso lavrado com rosetas e quadrângulos, e ladeado por duas voluptas; sobre a cornija, destacam-se duas esculturas talhadas em pedra calcária as quais, em minha opinião, se tratam de duas imagens do Calvário, correspondentes a Nossa Senhora e a São João Evangelista, complementadas pela cruz de Cristo que se ergue na empena. Encimando o portal, existe ainda um óculo preenchido por um vitral onde se encontra representada a Pomba do Espírito Santo. Termina a fachada principal, ladeada por cunhais, numa simples empena triangular. &lt;/p&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339884733784823858" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsU35rGmDI/AAAAAAAAAhE/hCVgiLjFp-s/s400/torre+campan%C3%A1ria.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Quanto à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;torre sineira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, esta mantêm-se independente do templo e resulta da adaptação de uma antiga atalaia medieval conhecida por Torre de Dornes, na qual se conservam, em três arcos campanários, os sinos da igreja.
&lt;/p&gt;

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339886021562740866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsWC3BSMII/AAAAAAAAAhU/Ubsa3kHzhkU/s400/baptist%C3%A9rio.JPG" /&gt;Já no&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt; interior &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;da igreja e sobre a entrada principal eleva-se um coro-alto, enquanto do lado direito se rasga na parede lateral o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;baptistério&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, dotado da correspondente pia baptismal, obra talhada em pedra calcária e constituída por uma taça oitavada que se desenvolve a partir de um colunelo desprovido de pé ou anel. O tecto da nave central é madeirado em masseira, enquanto que o da capela-mor é em abóbada de caixotões, formada por quarenta e duas unidades. Relativamente ao pavimento, este é em parte recoberto por mosaico cerâmico, mas lajeado no interior da capela-mor. O acesso a esta capela é feito por intermédio de um arco cruzeiro de volta perfeita e desnível de dois degraus, rasgando-se do lado do Evangelho a entrada de acesso à sacristia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-3498723785409340439?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/3498723785409340439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=3498723785409340439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3498723785409340439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3498723785409340439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/igreja-de-nossa-senhora-do-pranto-de.html' title='A Igreja de Nossa Senhora do Pranto de Dornes: 1ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsTaxOg87I/AAAAAAAAAgk/_TYCyZMyDhY/s72-c/Pen%C3%ADnsula+de+Dornes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-7019096292542420668</id><published>2009-05-25T22:16:00.023+01:00</published><updated>2011-12-28T12:45:25.247Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Chãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;

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&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsLSJbpryI/AAAAAAAAAek/_IKeI1PBaIE/s1600-h/Vista+do+lugar+da+Cumeada+sobre+Ch%C3%A3os.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339874189575302946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsLSJbpryI/AAAAAAAAAek/_IKeI1PBaIE/s400/Vista+do+lugar+da+Cumeada+sobre+Ch%C3%A3os.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt; &lt;strong&gt;Vista sobre o lugar de Chãos&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Inicialmente dependente da paróquia de Santa Maria de Areias, a história da freguesia de Chãos remonta ao ano de 1554, data em que é fundada a igreja de São Silvestre, consagrada como matriz do povoado. Mas, para além deste templo, muito outros se vieram a instituir, provavelmente ainda durante a segunda metade do século XVI, e deles nos dá notícia o padre António Carvalho da Costa na sua Corografia Portugueza, já por tantas vezes citada: “A Igreja Parochial, que está no lugar dos Chãos, tem por seu patrono a S. Silvestre, he de huma só nave, com Vigario &amp;amp; Coadjutor, &amp;amp; huma ermida de Santa Barbora; tem os lugares seguintes: Cabeça, com huma ermida de N. Senhora da Conceyção; Ovelheyras, com outra de Santa Catherina; Casal de Santa Eyria; Quebrada, com huma ermida de S. Simão; Cadouso; Almogadel, com huma ermida de Santa Casta, que se mudou para o dito lugar de outra, que chamavão Santa Casta a Velha, que deo o nome ao lugar Avecasta; Cumes, com huma ermida de N. Senhora da Encarnação &amp;amp; outra do Martyr S. Sebastião; Val da Lapa; Talhete; Olival; Jamprestes, com huma ermida de S. Pedro &amp;amp; outra de S. Sebastião; os Pinheyros &amp;amp; Carrascal.”
&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339874355520486466" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsLbzoEPEI/AAAAAAAAAes/B1eZsR2cpi8/s400/Capela+de+Santa+B%C3%A1rbara.JPG" /&gt; Sabe-se assim que, por volta de 1712, já existia uma capela consagrada a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santa Bárbara&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a qual ainda hoje subsiste no lugar dos Chãos. Trata-se de um pequeno templo de carácter rural, construído de acordo com o traço arquitectónico local, caracterizado pelas suas dimensões modestas e linhas contidas. A planta é rectangular, de espaço interior amplo, recoberto por telhado de duas águas. A frontaria resume-se à entrada, sobrepujada por óculo, erguendo-se sobre a empena um pequeno campanário. &lt;/div&gt;
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&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339881436725300914" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsR3_K2zrI/AAAAAAAAAgc/9kAYs3sJwHw/s400/santa+b%C3%A1rbara.JPG" /&gt;O interior caracteriza-se pela sua reduzida luminosidade e despojamento decorativo, dominado por um pequeno &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;nicho central&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que se rasga na parede fronteira e no qual se preserva a imagem da padroeira. 
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&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339874855571956098" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsL46doIYI/AAAAAAAAAe8/iUhppJfSQAM/s400/Capela+de+Santa+Catarina.JPG" /&gt; Apesar de mais ou menos remodelados, os restantes templos locais obedecem a esta mesma tipologia; tal é o exemplo da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela de Santa Catarina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, instituída no lugar das Ovelheiras, que se apresenta muito idêntica à anterior, apenas variando na invocação do respectivo orago.


&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339875520809067922" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsMfoqg5ZI/AAAAAAAAAfM/F_nXRrwuqR4/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; Também no lugar de Almogadel foi reconstruído um pequeno templo consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santa Casta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, no qual foi justaposta a seguinte inscrição: «P.H.L. Rego a deu 1881. Aqui neste local existia uma capela muito antiga foi demolida e novamente reconstruída como está pelos filhos desta terra em 1983 Deus lhes pague. Almogadel 14/8/1983. Oferecida por Manuel M. Fidalgo». Como consequência do trabalho de reconstrução realizado, foram introduzidas algumas modificações no primitivo traçado arquitectónico da capela, nomeadamente ao nível da frontaria, através da aplicação de uma pequena torre sineira acima da entrada principal.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339875790252217730" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsMvUaxFYI/AAAAAAAAAfU/xBmx6ipC4rI/s400/interior.JPG" /&gt; Pelo&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, um arco cruzeiro de volta perfeita permite o acesso à capela-mor, complementada por uma improvisada sala de sacristia, e na qual se preserva a imaginária quinhentista referente a São Simão e a Santa Casta.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339876444210031890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsNVYmdbRI/AAAAAAAAAfc/JpDSbHx7Hzk/s400/fachada+principal.JPG" /&gt; Igualmente interessante é a capela de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Encarnação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, instituída no lugar dos Cumes no ano de 1690.


&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339876832446236930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsNr-5LyQI/AAAAAAAAAfk/4bjbEZpiXUM/s400/DSC_0149.JPG" /&gt; Apesar de remodelado no ano de 1994, este templo preserva o primitivo traçado arquitectónico, sendo o &lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;interior&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;dominado por um nicho de talhe maneirista esculpido em pedra, que ocupa quase toda a parede fronteira. Aí se preserva Nossa Senhora da Encarnação, reprodução do orago original, bem como uma antiga imagem alusiva a São Sebastião, proveniente da capela instituída no lugar da Cumeada.


&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339879191897006722" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsP1UiFYoI/AAAAAAAAAgE/N0pBUg6rCC0/s400/DSC_0167.JPG" /&gt; Dela apenas sobrevivem os &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;muros exteriores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, não tendo sido possível resgatar do local o belíssimo nicho esculpido em cantaria que se encontrava na capela-mor.


&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339877422779431234" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsOOWDleUI/AAAAAAAAAfs/HnLK9KYr5ig/s400/Capela+de+S%C3%A3o+Sebasti%C3%A3o.JPG" /&gt; Também no lugar de Jamprestes se preserva um outro templo dedicado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Sebastião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; o qual, de acordo com os relatos orais, terá sido reconstruído à custa das cantarias provenientes da hoje inexistente capela de São Pedro, instituída num morro próximo. Junto à capelinha foi edificado um marco cruzeiro, seguindo-se um lanço de escadas que conduz à entrada do templo, em cuja verga foi inscrita a data de 1774.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339877824263229634" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsOltsyEMI/AAAAAAAAAf0/mw45NegemQc/s400/capela-mor.JPG" /&gt; O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é dominado pela capela-mor, espaço delimitado por meio de um arco cruzeiro e no qual foi incorporado um interessante retábulo esculpido em talha policromada, no qual se preservam duas imagens quinhentistas representativas de São Sebastião e de São Pedro (proveniente da capela anterior). Pela lateral sul acede-se a uma reduzida sala de sacristia, na qual existe um belíssimo lavatório quinhentista de cantaria esculpida em alto relevo.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339878415563060930" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsPIIdpdsI/AAAAAAAAAf8/Wu2A4xwPikM/s400/DSC00961.JPG" /&gt; Em pior estado de conservação encontra-se a capelinha de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Conceição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, instituída no lugar das Cabeças. Dela restam, tão somente, parte dos antigos muros da frontaria e da parede lateral sul, percebendo-se ainda a demarcação do espaço reservado à capela-mor relativamente ao corpo central do templo.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339879598413209730" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsQM-7GYII/AAAAAAAAAgM/q9yRYXrZ76s/s400/Capela+das+Quebradas.JPG" /&gt; Infelizmente, não nos chegaram notícias da capela consagrada a São Simão, instituída no lugar das Quebradas, apesar de no mesmo povoado existir um templo dedicado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Não se sabe se se tratam de duas capelas diferentes ou de um mesmo edifício em que a invocação actual tenha acabado por substituir a anterior. No entanto, é muito provável que o orago original corresponda à imagem quinhentista de São Simão que ainda hoje se preserva na capela de Santa Casta de Almogadel. De facto, apesar de se tratar de um imóvel remodelado, a capela de Nossa Senhora de Fátima deixa adivinhar a sua semelhança com os templos anteriormente analisados, obedecendo ao mesmo esquema arquitectónico local. Edifício de planta longitudinal e nave única, apresenta cobertura em telhado de duas águas, na junção das quais se ergue a cruz de Cristo. Para além da entrada, a fachada principal é constituída por um janelão rasgado em arco de volta perfeita, elevando-se sobre o lado esquerdo da empena um pequeno campanário.


&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339880131055925794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsQr_LBOiI/AAAAAAAAAgU/5Vu7p8XaPQc/s400/interior.JPG" /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da capelinha apresenta cobertura madeirada em masseira, sendo o acesso à capela-mor realizado por meio de um arco cruzeiro de volta perfeita. Aí, para além da mesa de altar, apenas existem duas imagens alusivas a Nossa Senhora de Fátima e ao Sagrado Coração de Jesus, as quais ladeiam um Cristo Crucificado. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-7019096292542420668?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/7019096292542420668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=7019096292542420668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/7019096292542420668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/7019096292542420668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/as-capelinhas-de-chaos.html' title='As Capelinhas de Chãos'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsLSJbpryI/AAAAAAAAAek/_IKeI1PBaIE/s72-c/Vista+do+lugar+da+Cumeada+sobre+Ch%C3%A3os.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-8418243275893039330</id><published>2009-05-25T19:31:00.022+01:00</published><updated>2011-12-28T12:47:17.958Z</updated><title type='text'>Igreja de São Silvestre dos Chãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrkVTxf2OI/AAAAAAAAAdE/ULUSNYlm5Rw/s1600-h/fachada+principal.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339831362937411810" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrkVTxf2OI/AAAAAAAAAdE/ULUSNYlm5Rw/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; De acordo com António Baião, os motivos de fundação da&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;igreja de São Silvestre dos Chãos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são referidos pela Visitação das Igrejas da Jurisdição de Tomar, feita pelo Dr. Cristóvão Teixeira em 1554. Acontece que, por esta altura, os moradores dos Bairros, sujeitos à paróquia de Santa Maria de Areias, queixavam-se por não poderem ser socorridos com os Sacramentos da Igreja. Para além disso, as crianças corriam grande perigo quando as queriam baptizar, especialmente no Inverno, por causa dos maus caminhos e das ribeiras que tinham de atravessar, enquanto que os defuntos partiam sem o conforto da Extrema-Unção. Por essa razão, os populares pediam um templo para o lugar dos Chãos, o que veio a ser consentido pelo prelado de Tomar, iniciando-se os trabalhos logo nesse ano de 1554. Apesar de fundada no século XVI, a igreja de São Silvestre dos Chãos pouco preserva da sua organização arquitectónica original, em resultado das diferentes campanhas de remodelação a que foi sujeita ao longo dos tempos. Não obstante, a planimetria do imóvel mantém o seu esquema longitudinal, sendo que a fachada principal, idêntica à da Matriz do Beco, é igualmente rematada por uma empena triangular sobrepujada pela cruz de Cristo. De traço claramente maneirista, apenas ostenta um portal de verga recta, a cujo entablamento se sobrepõe uma grande janela rectangular. Do lado direito foi adossada uma torre sineira, composta por dois registos, sendo o primeiro constituído por dois cunhais e três frestas rectangulares e, o segundo, por quatro campanários que se rasgam em cada uma das faces da torre e aos quais se sobrepõe uma cobertura piramidal que remata todo o volume.
Para além do portal principal, existem outros dois localizados em cada uma das fachadas laterais, aberturas que, juntamente com duas pequenas janelas que se rasgam no corpo central, contribuem para iluminar o templo.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339832037388968258" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shrk8kTR4UI/AAAAAAAAAdU/a23keVD4v6E/s400/coro-alto.JPG" /&gt; Já pelo&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt; interior&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, sobre a entrada principal eleva-se um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;coro alto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ao qual se acede por meio de um lanço de escadas colocado do lado direito.
&lt;/div&gt;


&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339832356377247106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrlPIoAvYI/AAAAAAAAAdc/QGG-hUk9gHQ/s400/baptist%C3%A9rio.JPG" /&gt; No lado oposto localiza-se o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;baptistério&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, dotado da correspondente pia baptismal, peça constituída por uma taça gomada que se desenvolve a partir de um pequeno pilar assente sobre anel.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339831588202299362" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shrkia81P-I/AAAAAAAAAdM/TSnU4wDwkv0/s400/interior.JPG" /&gt;

No corpo central, de nave única, existem vários &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;altares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, fundados em épocas distintas e consagrados a diferentes oragos. Em cada uma das laterais, junto ao arco cruzeiro, foram instituídos dois altares, dedicados ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora de Fátima. Os respectivos retábulos, esculpidos em pedra calcária e idênticos entre si, são constituídos por uma arcaria tripartida, em arcos de volta perfeita, que assentam sobre quatro pares de esguios colunelos.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339832630057838754" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrlfEKjKKI/AAAAAAAAAdk/kCfqK7NVAL0/s400/altar+sagrado+cora%C3%A7%C3%A3o+de+jesus.JPG" /&gt; No altar dedicado ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Sagrado Coração de Jesus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; foram esculpidos, nos tímpanos da arcaria do retábulo, dois corações trespassados que ladeiam uma pequena flor. Neste altar, acompanhando a imagem do orago principal, existem ainda duas pequenas esculturas quinhentistas de produção popular, representativas de Santo Antão e de uma Nossa Senhora com uma pêra na mão e o Menino ao colo.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339833176990784690" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shrl-5phnLI/AAAAAAAAAds/vjrfj_d1IeA/s400/altar+nossa+senhora+de+f%C3%A1tima.JPG" /&gt; Por sua vez, no altar consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora de Fátima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, para além desta imagem destacam-se ainda uma Santa Filomena e um São Silvestre quinhentista, verdadeiro orago desta igreja, aqui representado como Papa. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;

&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrmRSN6B9I/AAAAAAAAAd0/l0V_9u0jiFU/s1600-h/altar+nossa+senhora+com+o+menino.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsJtVJaTKI/AAAAAAAAAec/B_Zagxc32qQ/s1600-h/altar+santo+ant%C3%B3nio+e+s%C3%A3o+sebasti%C3%A3o.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 134px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339872457553235106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsJtVJaTKI/AAAAAAAAAec/B_Zagxc32qQ/s200/altar+santo+ant%C3%B3nio+e+s%C3%A3o+sebasti%C3%A3o.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsJcdX0aoI/AAAAAAAAAeU/DIThTtV5bpo/s1600-h/altar+nossa+senhora+com+o+menino.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 131px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339872167703374466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShsJcdX0aoI/AAAAAAAAAeU/DIThTtV5bpo/s200/altar+nossa+senhora+com+o+menino.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;





&lt;/div&gt;

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&lt;div align="justify"&gt;No arco cruzeiro localizam-se outros dois altares, preenchidos por retábulos executados em talha policromada, sendo o do lado do Evangelho consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora com o Menino&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e o do lado da Epístola dedicado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santo António com o Menino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Sebastião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339834249807751442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shrm9WNBaRI/AAAAAAAAAeE/Ay6KltG-ITg/s400/capela-mor.JPG" /&gt;


&lt;p align="justify"&gt;Acede-se então à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cujo respectivo altar, executado em talha policromada, é idêntico aos já descritos altares colaterais, e em cujo nicho central se mantém uma imagem de Cristo crucificado. Este espaço é recoberto por meio de uma abóbada de caixotões e revestido por um silhar de azulejos de produção industrial, executado em tons de azul e branco e obedecendo a um módulo de repetição de 2X2/2 unidades. Na parede do lado do Evangelho rasga-se a entrada de acesso à sacristia, espaço igualmente acessível pelo exterior.

&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339834627370068546" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrnTUu5KkI/AAAAAAAAAeM/flK3sFXpNco/s400/altar+nossa+senhora+do+calv%C3%A1rio.JPG" /&gt;


&lt;p align="justify"&gt;Nesta sala preservam-se três elementos embutidos nas paredes, que me parecem ser coetâneos da época de construção do templo: um pequeno armário de batentes lisos assente sobre uma mísula de pedra; um lavatório em cuja cantaria foi lavrada a cruz de Cristo ladeada por dois ciprestes; um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;altar consagrado a Santa Ana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cujo imagem se insere num pequeno nicho talhado em pedra e recentemente pintado. É perceptível o requinte com que esta última peça foi executada: rematado por uma abóbada em forma de concha, o pequeno nicho é emoldurado por um arco de volta perfeita, no qual foram talhados losangos preenchidos por flores e em cujos tímpanos foram igualmente esculpidos dois elementos florais.
Por fim, faz ainda parte do espólio desta igreja um Prato de Oferta, em latão, datado do século XVI. Nesta peça, para além da costumada inscrição, foram ainda representados, ao centro e em relevo, dois homens trajados à maneira do quinhentismo, transportando consigo um grande cacho de uvas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-8418243275893039330?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/8418243275893039330/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=8418243275893039330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/8418243275893039330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/8418243275893039330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/igreja-de-sao-silvestre-dos-chaos.html' title='Igreja de São Silvestre dos Chãos'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrkVTxf2OI/AAAAAAAAAdE/ULUSNYlm5Rw/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-280001351038868179</id><published>2009-05-25T17:11:00.010+01:00</published><updated>2011-12-28T12:48:16.727Z</updated><title type='text'>As Capelinhas do Beco: 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na crónica nº18 iniciou-se o estudo dos edifícios religiosos pertencentes à freguesia do Beco, tendo sido citados vários templos que, actualmente, não cumprem a sua função cultual, ou por se encontrarem parcialmente arruinados ou já totalmente desaparecidos, deles restando tão somente o registo que os antigos cronistas nos deixaram nos seus manuscritos.
Torna-se agora necessário falar de um outro exemplar que, pelo contrário, tem sido continuamente remodelado ao longo dos tempos, a fim de nele se poder manter o culto. Trata-se da Capela de Nossa Senhora da Orada, situada junto à estrada que, de Ferreira do Zêzere, segue para os Cabaços.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339795757744011986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrD80F4OtI/AAAAAAAAAcc/btDh_Wl9Y78/s400/fachada+1.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;De acordo com Frei Agostinho de Santa Maria, o culto da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Senhora da Orada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; trata-se de um dos mais antigos da Europa e terá sido importado de França, derivando da «frequente devoção com que os fieis orão, pedem &amp;amp; rogão à Senhora pelo remedio de suas necessidades, &amp;amp; que da frequencia com que a oravão à Senhora se lhe déra o titulo &amp;amp; invocação da Orada, que he o mesmo que a Senhora aonde se costumava orar &amp;amp; ter oração». A licença de culto foi concedida em 1536 por D. João III aos moradores de Alvaiázere, Puços e Arega. No dia da festa em honra da Senhora da Orada tinha lugar um jantar para os pobres, realizado à custa das esmolas acumuladas pela Confraria, mas que por degenerar normalmente em excessos veio a ser proibido por D. Manuel. Era também nesta capela que se enterravam os finados que, pela grande distância a que estavam de Dornes, ficavam muitas vezes sem sepultura. E, segundo parece, ao lado do templo eram mantidas umas casitas, onde se abrigavam os ermitães.
Do ponto de vista arquitectónico, a frontaria é constituída por um portal de lintel arqueado, ao qual se sobrepõe um óculo quadrilobado. Do lado direito eleva-se a torre sineira, de volume esmagador, dotada de quatro campanários (um em cada pano) hoje disfuncionais. É esta torre encimada por uma cobertura piramidal de betão, recoberta a telha, enquanto que o corpo central, de planta longitudinal, é coberto por um telhado de duas águas, na junção das quais se eleva uma cruz de Cristo. A partir da lateral sul desenvolve-se uma construção independente do edifício religioso e que cumpre as funções de arrecadação, enquanto que pela lateral norte se destaca um volume correspondente à sala de sacristia, dotada de acesso exterior pelo lado nascente. &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339796098215445106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrEQocmAnI/AAAAAAAAAck/NE8qR7oG5Jo/s400/interior.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Já no&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;strong&gt;interior&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; do templo destacam-se dois pequenos altares laterais executados em talha policromada, consagrados a Nossa Senhora de Fátima (lado do Evangelho) e ao Sagrado Coração de Jesus (lado da Epístola). Ainda na lateral esquerda foi colocado um painel de azulejos, de produção recente, representativo do Baptismo de Cristo. Por sua vez, o altar-mor resume-se a um pequeno nicho central, emoldurado por talha policromada de concepção idêntica à dos retábulos laterais. No tímpano da moldura foi incluído um conjunto de símbolos muito interessante: a cruz de Cristo, junto da mão e olho de Deus; o cálice da eucaristia, sobre o qual se ergue uma hóstia raiada de luz; a insígnia da Virgem Maria (M e V sobrepostos) e, sob esta, o coração da redenção. O nicho central é reservado à imagem padroeira, cópia do orago quinhentista que ainda hoje se preserva, esculpido em pedra e com vestígios de policromia. Este representa a Senhora da Orada (ou a Senhora em Oração), segurando nos braços o Menino, que nas mãos recebe a Pomba do Espírito Santo. Repare-se que, sobre o altar-mor, existe um alto-relevo esculpido em pedra e no qual se encontra igualmente representada a Pomba do Espírito Santo, envolta por raios de luz.
Mas, no contexto arquitectónico-religioso da Freguesia do Beco, torna-se ainda necessário fazer referência a alguns templos de carácter particular, que surgem na dependência de importantes quintas ou solares e que se podem assumir como construções independentes ou agregadas aos correspondentes edifícios habitacionais. Tal é o exemplo das capelas de Nossa Senhora do Carmo, de Nossa Senhora da Penha de França e de Santo António. &lt;/div&gt;

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339796615477047266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrEuvZXr-I/AAAAAAAAAcs/wxHAIW_oMCU/s400/Quinta+do+Arcipreste.JPG" /&gt;

&lt;div align="justify"&gt;A Capela de Nossa Senhora do Carmo encontra-se na &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Quinta do Arcipreste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, assim designada por ter pertencido, em tempos, ao Reverendo Arcipreste João Alves das Neves. De acordo com António Baião, o pequeno templo foi fundado no ano de 1757 pelo Dr. Ângelo de Brito, médico natural do Beco que aqui viria a ser sepultado. A dependência religiosa surge integrada na fachada principal do edifício habitacional, hoje perfeitamente reabilitado, e abre para a via pública, destacando-se claramente da restante composição arquitectónica de que faz parte integrante. A frontaria do templo caracteriza-se pelas suas linhas equilibradas, de um barroquismo contido, que se revela sobretudo ao nível do frontão quebrado que sobrepuja o portal principal. Aqui, no interior de uma mandorla e envolto por duas palmas, destaca-se um escudo com uma cruz de Cristo e três estrelas inscritas, numa possível alusão à Santíssima Trindade. A porta, de lintel curvo, é ladeada por duas janelas de idêntica configuração e perfeitamente simétricas; por sua vez, na empena, que termina num frontão contracurvado encimado pela cruz de Cristo, rasga-se um óculo polilobado. Do lado esquerdo, na ligação do edifício habitacional com a capela, eleva-se um campanário disfuncional; este, por sua vez, sobrepuja uma goteira e uma janela que ilumina o corredor da tribuna. A ligação entre a massa habitacional e a dependência prestada ao culto é estabelecida por intermédio de uma tribuna e coro-alto, através dos quais é possível descer ao templo, cujo espaço interior é constituído por nave e capela-mor, demarcada do corpo central por um arco cruzeiro em cuja pedra de fecho se encontra a data de 1736, correspondente ao ano de conclusão do templo.
&lt;/div&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339796965646912530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrFDH4XzBI/AAAAAAAAAc0/8r22oGbwGxo/s400/capela+Nossa+Senhora+penha+de+Fran%C3%A7a.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Nossa Senhora da Penha de França&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pertencia à antiga Quinta da Corujeira, cujo primitivo complexo habitacional se encontra hoje desvirtuado, revelando a maioria dos edifícios remanescentes um estado de conservação preocupante, à semelhança do pequeno templo que se encontra parcialmente arruinado. Do ponto de vista arquitectónico, a capela ocupa uma posição sobrelevada relativamente ao eixo de circulação viária, sendo o espaço religioso demarcado da via pública por meio de um pequeno adro murado. A planta é longitudinal e de nave única, coberta por um telhado de duas águas que a qualquer momento ameaçam ruir. Pelo lado direito do corpo central destaca-se o volume correspondente a uma pequena sala de sacristia, provida de acesso pelo exterior. Já a frontaria é constituída por um portal de lintel curvo, a que se sobrepõe um registo azulejar datado de 1773 e no qual figura a padroeira, imagem realizada em tons de azul. O painel é envolto por uma moldura claramente barroca, completa por concheados e motivos vegetalistas executados em azul, verde, amarelo e avinhado. Neste registo pode ler-se o seguinte: “Esta irmida hé de N. S. de Penha de Fransa e do Senhor dos Emfermos que mandou faze Joze Cotrim no anno 1773”. Na empena foi rasgado um pequeno óculo, hoje entaipado, enquanto que o frontão é encimado por uma Cruz de Cristo (ao centro), um campanário (do lado esquerdo, que curiosamente se volta a Norte) e um fogaréu, elementos de grandes dimensões e de talhe grosseiro que chocam com a singeleza das linhas arquitectónicas da estrutura do templo. Pelo interior e na parede frontal preserva-se um altar esculpido em talha policromada barroca, que se encontra igualmente bastante degradado e no qual esteve, em tempos, um delicado grupo escultórico de madeira, setecentista, representativo da Sagrada Família.
&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339797386086914994" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrFbmJFG7I/AAAAAAAAAc8/VIfKr13Vck0/s400/DSC00744.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Por fim, a Capela de Santo António pertence à antiga &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Quinta do Souto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, complexo habitacional que se encontra actualmente arruinado. A dependência religiosa surge integrada na fachada principal do edifício habitacional e abre para a via pública, ocupando uma posição central e destacada, de aparato arquitectónico muito idêntico ao que enquadra a entrada nobre da casa. A frontaria do templo irrompe da horizontalidade da moradia por meio de uma platibanda contracurvada, encimada por uma cruz de Cristo e dois fogaréus. O portal, ladeado por duas janelas, é enriquecido por um frontão que se desenvolve a partir do lintel e em cujo tímpano, numa mandorla envolta por concheados, sobressai em relevo a vera cruz e um ramo de lírios. Sobrepõe-se-lhe um janelão rectangular, de frontão interrompido por uma folha de acanto. Pelo interior, arruinado e desprovido de todo o seu espólio, a capela é de planta longitudinal e nave única, abrindo para este espaço uma pequena sala de sacristia que, provavelmente, teria ligação com outras dependências da habitação. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-280001351038868179?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/280001351038868179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=280001351038868179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/280001351038868179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/280001351038868179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/as-capelinhas-do-beco-2-parte.html' title='As Capelinhas do Beco: 2ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrD80F4OtI/AAAAAAAAAcc/btDh_Wl9Y78/s72-c/fachada+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-1178119773777775248</id><published>2009-05-25T17:05:00.008+01:00</published><updated>2011-12-28T12:49:49.567Z</updated><title type='text'>Compreender a Lembrar: 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrCUw1h9iI/AAAAAAAAAcU/Ii4xX43q_g0/s1600-h/Lembran%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339793970163742242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrCUw1h9iI/AAAAAAAAAcU/Ii4xX43q_g0/s400/Lembran%25C3%25A7a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;span style="color:#999900;"&gt;Paulo Archer e Ana Torrejais, cerimónia de inauguração da Fundação Maria Dias Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;
&lt;/span&gt;


&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;


&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;


&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Continuação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;



&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/strong&gt;III. “ Há momentos de alegria indizível em certas etapas da vida do Ser: quando nasce, embora não o expresse ainda; quando dá a nascer; quando conhece, quando se dá a conhecer, isto é, quando se desloca de encontro à temporalidade do mundo, que é o Saber. Escrever e publicar um livro é ir de encontro ao mundo. Para Sócrates, o «pai filósofo» e o verdadeiro fundador do paradigma dialógico da cultura Grega, o Conhecimento, a que ele chamou maiêutica, era o parto do mundo, processo de desocultação do que possamos reconhecer que já sabíamos. Nisto havia um trabalho de desmitologização, de dúvida face aos ídolos que também Francis Bacon denunciou no alvor da Modernidade. Quem dá a conhecer é porque não (se) conhecia anteriormente. Mundo é contínua descoberta, por mais descobertas possa haver. Partindo da microfísica, é o que podíamos analogicamente identificar como o princípio da incerteza de Heisenberg ou, partindo da matemática descontínua, com o princípio da incompletude de Kurt Gödel, ambos inferidos no século passado. O que sabemos hoje, dada a crescente complexidade dos próprios saberes científicos e da investigação humanística, aproxima-nos cada vez mais das duas grandes máximas socráticas: Primeira, a do nosce te ipsum, na tradução latina: «conhece-te a ti mesmo». Não há saber algum que não revele quem o produz. Segunda, a do extraordinário «Só sei que nada sei». Quanto mais avançamos no conhecimento mais relativas ficam as fronteiras entre si dos saberes e maior consciência temos do pouco que sabemos na complexidade crescente dos fios que entretecemos para descobrir o mundo. E a nós, no mundo”.
IV. “Mas a aventura do conhecimento e da descoberta, tanto pode começar pelo geral como pelo local, pelo Kósmos ou pelo rosmaninho medrado à porta de casa. Ambos os itinerários intelectuais são legítimos e nada incompatíveis; a Ana Torrejais começou pelo estudo do local; quis inventariar património edificado – o traço frio, o monumento dum tempo&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; – mas também interpretar património vivo – o afectivo re-cordare, o lembrar&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt; – que são pessoas concretas, comunitariamente inseridas, com as suas aspirações, hábitos, trabalhos, ilusões, crenças. E fê-lo na perspectiva da salvaguarda dos bens culturais, iniciativa meritória se for desapegada de estratégias imobilistas ou endeusamentos folclóricos ou etnográficos. Isto é, se não reduzir o local ao lugar; e o lugar ao único. A tarefa é árdua: teve que reler e reactualizar, sob certos aspectos, uma das boas monografias de história local publicadas na primeira metade do século XX, A Vila e o Concelho de Ferreira do Zêzere de António Baião (1918, reeditada em 1982 e reimpressa em 1990). Teve de tomar em linha de conta as duas Colectâneas, a Artística e a Fotográfica publicadas pelo Dr. Paulo Alcobia Neves, de 1990 e 2000, respectivamente, e mais ainda o Armorial Ferreirense, ode historiográfica que o filho endossa à terra-mãe; teve que reler Sá Flores nas Lendas, contos e poesia de Ferreira e os belos Tojos e Rosmaninhos do Alfredo Keil (1850-1907), músico, pintor, poeta, amante de arte, o tão esquecido compositor de A Portuguesa, também pouco mais do que esquecido por Ferreira do Zêzere; Ana leu livros sobre os poderios templários e fantasiosas cosmovisões desses lunáticos e guerreiros; mas também se interessou pela fenomenologia do sagrado, numa perspectiva da antropologia da religião, que estabelece, num plano comparado, a relação simbólica com o profano, na abordagem de Mircea Elíade ou Leite de Vasconcelos.
Ainda será um trabalho marcado pela orientação escolar a que se propunha. E no entanto, nele começam a nascer, a tornarem-se evidentes, sinais de que quer – e pode – a Ana Torrejais ir mais longe. É o que eu lhe queria hoje dizer, participando na alegria de lhe ver nascer um livro: que não se esqueça a Ana, estudando o local, de olhar o geral. Porque tem sérias capacidades para o fazer. E é este o desejo do antigo professor: que o faça, com a seriedade e o rigor que demonstra nesta sua estreia. Para isso lhe convoco o «nosso» Ricardo Reis:&lt;/div&gt;



&lt;div align="center"&gt;
"Só os deuses socorrem
Com o seu exemplo aqueles
Que nada mais pretendem
Que ir no rio das coisas.”&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;

&lt;/div&gt;



&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Texto de:&lt;/strong&gt; Paulo Archer de Carvalho
Paulo Archer de Carvalho cursou Direito e licenciou-se em História na Universidade de Coimbra, é Mestre em História Contemporânea e, neste momento, finaliza o Doutoramento em História da Cultura pela mesma Universidade, sendo Bolseiro da Fundação da Ciência e Tecnologia.
Professor, formador e consultor da formação de professores, tem cerca de quatro dezenas de títulos publicados entre livros de Poesia, livros e artigos sobre Epistemologia e História, História das Ideias, da Cultura e das Mentalidades Contemporâneas, manuais universitários e ainda dispersa colaboração jornalística sobre arte, cultura e educação.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Cf. F. Catroga, Memória, história, historiografia, Coimbra, Quarteto, 2001, 24-25.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Id, ib. 25.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Ricardo Reis, Odes, op. Cit., 58.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-1178119773777775248?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/1178119773777775248/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=1178119773777775248' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/1178119773777775248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/1178119773777775248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/compreender-lembrar-2-parte.html' title='Compreender a Lembrar: 2ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrCUw1h9iI/AAAAAAAAAcU/Ii4xX43q_g0/s72-c/Lembran%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6632762465346603188</id><published>2009-05-25T16:54:00.008+01:00</published><updated>2011-12-28T12:50:14.940Z</updated><title type='text'>Compreender a Lembrar: 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrAprgBb-I/AAAAAAAAAcM/t62hmGPeUjQ/s1600-h/DSC01493.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339792130485350370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrAprgBb-I/AAAAAAAAAcM/t62hmGPeUjQ/s400/DSC01493.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Quinta de São José, em Ferreira do Zêzere. Actual sede da Fundação Maria Dias Ferreira
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;No passado dia 25 de Outubro realizou-se, em Ferreira do Zêzere, a cerimónia de inauguração da Fundação Maria Dias Ferreira, entidade responsável pelo desenvolvimento de várias actividades de âmbito social e cultural no Concelho, e com a qual me sinto grata de poder colaborar.
O evento contou com a presença de vários ilustres convidados e foi notavelmente apresentado por João Paulo Sacadura, personalidade cativante que tive a feliz oportunidade de conhecer pessoalmente. Também se fizeram ouvir os versos de Keil pela voz da encantadora soprano Isabel Alcobia, acompanhada ao piano pela exímia Carla Seixas, e igualmente encenados pelo já experiente grupo tomarense “O Contador de Histórias”.
A primeira parte da cerimónia foi marcada pela presença de vários oradores: João Luís Petra (Projecto de Reabilitação da Quinta de São José), Susana Carneiro (Projecto Social “Destaca o melhor que há em ti”), Cátia Salgueiro (Projecto Salvaguarda), Paulo Alcobia Neves (Projecto Salvaguarda e Portal Ferreira Digital) e Paulo Archer de Carvalho, que simpaticamente concordou em apresentar, juntamente comigo, o livro “Salvaguarda e Valorização de Bens Culturais do Concelho de Ferreira do Zêzere: Identificação, Catalogação e Diagnóstico”, lançado oficialmente nesta data. A obra, de que sou autora, foi patrocinada integralmente pela Fundação Maria Dias Ferreira, pelo que as minhas palavras de préstimo se dirigem aos principais instituidores da referida entidade, o Sr. Eng.º José Afonso Oom Ferreira de Sousa e sua excelentíssima esposa a Sr.ª Dr.ª Maria Isabel Nunes Costa Ferreira de Sousa.
Mas, voltando ao amigo Paulo Archer, antigo Professor dos meus tempos de formação académica de que eu guardo grande saudade, este fez questão de me ofertar o seu texto de apresentação, na condição de o publicar oficialmente no jornal do nosso Concelho. E, como considero que a suas sábias palavras a todos vós devem ser transmitidas, interrompo pois o tema habitual das minhas crónicas, para vos presentear com o texto do erudito, que passo a transcrever nesta e na próxima crónica, dada a sua extensão.&lt;/div&gt;

&lt;div align="center"&gt;
&lt;strong&gt;“Compreender a Lembrar”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;
I. “ Um grande filósofo, Paul Ricoeur, pensou que no balanço entre a herança e a expectativa se cumpre o Ser e que a vida só na instável oscilação entre o sentido perspectivo e prospectivo sobre si mesma se vai alicerçando. Se o Santo Sócrates, de Erasmo, e Platão e Agostinho tivessem razão, cada um de nós, ou nós todos em conjunto, nada mais seríamos do que pedaço de tempo na escala quasi eterna do Kósmos e aí habitamos, no tempo, semente de eternidade, na bela linguagem poética na qual se exprimiam ainda os filósofos. Embora a nossa condição mortal seja bem certa – e seja conveniente dela não abdicar, porque não nos foi dado sermos deuses, nem darmos a outros a nossa servidão ou impor a sua –; embora seja um fio o horizonte que um dia se fecha nos nossos olhos, em certo sentido o desafio humano não tem fim. Buscamos a incerteza e inacabada verdade das coisas, buscamos uma verdade para a vida, que na aridez do tempo e na secura do espaço parece a vida não ter, porque nos parece fugir entre mãos, precisamente quando ou enquanto em nós a não encontramos: &lt;/div&gt;

&lt;div align="center"&gt;
"Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória da alma"&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;
Escrevia Ricardo Reis,&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; exausto de memória, por certo não se revendo numa pátria demasiado distante de si mesma, exangue de história, dilacerada pelos seus mitos, divorciada dum passado demasiado denso e grande para o corpo frágil e ressequido do presente que a trazia. No entanto, o mentor do paganismo de Pessoa reconhecia, noutro poema:&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="center"&gt;
"Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia vento,
E as folhas não falavam
Do outro modo do que hoje"&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;
O que é dizer, somos nós os legatários, os herdeiros da vida que só por ilusão temporal – a da nossa vida, a do nosso tempo – nos pertence e que, contudo, pertence na afirmação incessante do Ser. Somos nós os que vão no rio das coisas, intuíra o poeta,&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt; por isso antecipamos o rio, sob forma de expectativa de nós mesmos: tudo quanto fazemos, lembramos, construímos, são já bocados de nós que se desprendem do mundo, e aí se repartem, no imenso mar onde quase todos os rios afluem, mar que evoca um perpétuo infinito em movimento, como pensou e sentiu Charles Baudelaire.&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;”&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;
II. “A memória destrói e apaga tanto quanto constrói e aviva. Não é possível lembrar tudo, nem, na hipótese contrária mais radical, tudo esquecer. De facto, a memória é lembrança e esquecimento. Doutro modo seria impossível recordar, pela saturação da lembrança, pelo excesso de presenças a que conduz a abusiva inscrição de tudo na memória. Nietzsche, com inteira indignação, irritou-se com esses tempos em que tudo é histórico e já nada o é. Muitas vezes se diz, e com razão, que os povos felizes não têm história. Para quê memoriar, historiar, se já se é feliz? A memória, individual e social é, portanto, selectiva, restritiva e parcial. Ela quer reconstruir um percurso, calcar um trilho no meio da floresta para o encontro com o Passado. O tempo mantém essa capacidade erosiva de apagar o excesso de memórias, não necessariamente por serem as mais sossegadas ou desassossegadas, mas por serem insignificantes. O que a memória retém é o signo, isto é, o que colectivamente é significante, que produz (ou tem) sentido. E o sentido só se torna perceptível quando é, de qualquer modo, comunicado. Tinham por isso razão os pré-socráticos ao assinalarem que o homem é o animal que fala. A linguagem não é apenas o som de um corpo,&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; mas o som e a imagem de um Ser, aquele que tem autoconsciência da sua condição imaginante, pensante, falante. Com acerto, Heidegger pensou a linguagem como a casa do ser, é um abrigo-concha que lhe é próprio mas que está destinado a uma ultrapassagem linguística (Logos) e metafísica por si mesma. No sentido filosófico, a linguagem é a casa metafísica do ser.&lt;a style="mso-footnote-id: ftn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt; O que quer isto dizer? Que é na busca linguística, comunicante, que a memória se revê e se projecta buscando um sentido do futuro. A memória aspira ao futuro. Qualquer investigação histórica está condenada, ao reestruturar uma certa semiologia que já fora organizada, a descobrir um bocado do tempo que a própria acção erosiva do tempo apagou ou esqueceu. De facto, só se pode evocar o que semiologicamente já existiu. O trabalho historiográfico, em grande parte depende dessa outra e anterior existência, que ele vai tentar documentar, analisar, interpretar. Mas só na medida da sua interpretação, o passado «volta», reaparece aos olhos do historiador. É preciso perder certa «consciência inocente».&lt;a style="mso-footnote-id: ftn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Quem desprezar a dimensão hermenêutica e subjectiva da tarefa historiográfica, quem desvirtuar o carácter hipotético dos dados e o carácter teórico da sua construção mental, chega a lado nenhum: isto é, vai ao passado, mas de lá não consegue voltar com informação qualitativamente relevante.
Esse é o motivo, visto noutra perspectiva, pelo qual é impossível viver no passado ou no futuro. O saudosista e o utopista vivem na ilusão do tempo, ignoram que é no presente que o sonho se vive, como sonho, não como realidade. Representações do passado e do futuro entrechocam-se no presente, é certo, mas só aqui vivemos. Impossível viver no ido, pois a vida só faz sentido conjugada no presente, e o verbo (do) Ser não é, sob o ponto de vista histórico, transitivo: não sou eu quem foi quando estudo, por exemplo, uma comunidade nos séculos XVII ou XVIII. O historiador, por maioria de razão e «dever» profissional, também vive entre a herança e a expectativa. Mas é na especialidade (o lugar) e na temporalidade que enraíza o virtual e a historicidade. Doutro modo, a História seria árvore estéril, sem frutos.”

&lt;a style="mso-footnote-id: ftn1" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Ricardo Reis, Odes, Lisboa, Ática, Obras Completas de Fernando Pessoa, 1970, 30.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn2" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Id. Ib., 51.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn3" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Id. Ib. 58. Guardo o poema com certa emoção. Por vezes iniciávamos as lições de História e Cultura Clássica por esta extraordinária invocação, provavelmente no ano em que a Ana foi nossa aluna pela I vez.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn4" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Ch. Baudelaire, Meditações, Coimbra, Alma Azul, 2007, 6.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn5" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Cf. G. Deleuze, Lógica do Sentido, São Paulo, Perspectiva, 2000 4ª, 187-88.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn6" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; M. Heidegger, Que es metafísica?, Madrid, Alianza, Filosofia, 2003, 47.
&lt;a style="mso-footnote-id: ftn7" title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6233552904190622910#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Em sentido analógico: D. Schwanitz, Bildung (…), ed. port., Lisboa, Dom Quixote, 2005, 363.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6632762465346603188?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6632762465346603188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6632762465346603188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6632762465346603188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6632762465346603188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/compreender-lembrar-1-parte.html' title='Compreender a Lembrar: 1ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShrAprgBb-I/AAAAAAAAAcM/t62hmGPeUjQ/s72-c/DSC01493.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-7138867339690867788</id><published>2009-05-25T16:47:00.007+01:00</published><updated>2011-12-28T12:50:41.102Z</updated><title type='text'>As Capelinhas do Beco: 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq-bxx-UaI/AAAAAAAAAcE/9KDk1P9H6s4/s1600-h/Capela+de+S.+Francisco+2-Hugo.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339789692629832098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq-bxx-UaI/AAAAAAAAAcE/9KDk1P9H6s4/s400/Capela+de+S.+Francisco+2-Hugo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de S. Francisco, na Madroeira
&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;


&lt;div align="justify"&gt;No território que actualmente define a povoação do Beco, os vestígios da presença humana remontam, pelo menos, ao tempo da ocupação muçulmana e são visíveis não só na toponímia de alguns dos lugares, como através das prospecções arqueológicas aí realizadas, reveladoras da existência de diversas sepulturas mouriscas escavadas em afloramentos rochosos. Referem ainda vários autores que, na Serra de São Paulo, estaria localizado o Castelo de Monsalude, importante construção defensiva das possessões sarracenas que se estendiam de Alvaiázere a Vila do Rei. Ao tempo da Reconquista Cristã, este extenso território terá sido conquistado aos mouros e convertido em reguengo, posteriormente fraccionado em várias parcelas, entregues a diferentes forças administrativas. A povoação do Beco integrava, então, a Comenda de Dornes, instituída no ano de 1225 como pertença da Ordem do Templo, mas integrada nas possessões da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo a partir de 1321, de acordo com o novo reoordenamento administrativo da região ferreirense experimentado na sequência do processo de extinção dos Templários. Apesar de administrativamente dependente da Comenda de Dornes, a Freguesia do Beco é instituída em 1510, no mesmo ano em que é fundada a sua Igreja Matriz, e cerca de três anos antes da própria povoação de Dornes ascender à categoria de Vila.
Actualmente, a Freguesia do Beco ocupa uma área total de 15.28 Km2, na qual habitam aproximadamente 1111 habitantes, distribuídos pelos lugares de: Alqueidão de Santo Amaro, Barreirinha, Beco, Brasileira, Carraminheira, Carvalheira, Casal do Nabos, Casal do Zote, Corujeira, Cova do Souto, Cruz dos Canastreiros, Curral do Concelho, Entre Valados, Estrequeiros, Fonte Seca, Gericó, Guardão, Horta da Coelha, Horta Nova, Janafonso, Janalvo, Lameiras, Madroeira, Martimbraz, Milharadas, Outeiro do Marco, Ponte do Alqueidão, Portela do Braz, Quinta da Benta, Quinta da Joana, Quinta do Telhado, Ral, Rebalvia, Ribelas, São Gonçalo, São Jordão, Senhora da Orada, Souto, Valada, Vale da Carreira, Vale do Rocio e Ventoso.
No passado, em vários destes lugares existiram pequenos templos de invocação popular, muitos dos quais não sobreviveram aos nossos dias, e raros são os casos em que nos é ainda possível perscrutar as ruínas do que fora outrora os limites das suas paredes. E, quando já nada resta da sua presença material, apenas nos podemos socorrer dos escritos dos antigos cronistas, os quais pacientemente registaram os nomes dos oragos invocados em cada uma dessas capelinhas. Tal é o exemplo das capelas de Nossa Senhora da Esperança, de São Geraldo, de Santa Catarina, de São Pedro ou de São Paulo, todas elas localizadas na Freguesia do Beco, mas das quais não nos chegaram quaisquer vestígios.
Nossa Senhora da Esperança e São Geraldo localizavam-se no lugar do Beco, mas em local não específicado pelas fontes, pelo que hoje é quase impossível determinar a sua correcta localização geográfica. Não obstante, o Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro (1726), refere que a Capela de Nossa Senhora da Esperança pertencia ao povo e que havia sido instituída por Frei António Gonçalves, antigo vigário da igreja paroquial de Maçãs de Caminho. Em relação à Capela de São Geraldo, o mesmo cronista assinala que era de invocação particular e que havia sido instituída no ano de 1657, sendo então administrada por D. Maria Antónia de Alvelos, mulher do Desembargador Manuel Nunes e neta do próprio instituidor da capelinha. Possuia ainda um letreiro com a seguinte inscrição: «Bemdito e Louvado seja o Santissimo Sacramento e a Imaculada Conceyção da Virgem Nossa Senhora concebida sem macula do Pecado Original. Esta cappella mandou fazer o Licenciado Manoel de Alvelos Ribeiro e sua molher Izabel Monteira deste lugar. Anno Domini 1657». Mais tarde, o P.e Luis Cardoso (1758) acrescenta alguns dados interessantes à história destes dois templos: por esta altura, a Capela de Nossa Senhora da Esperança pertencia aos herdeiros de Manuel Fernandes, da Vila de Maçãs de Caminho, enquanto que a Capela de São Geraldo pertencia a Estevão de Sá e Mendonça, da Vila das Pias.
A Capela de Santa Catarina localizava-se igualmente no lugar do Beco, mas junto à Igreja de Santo Aleixo com a qual compartilhava o adro e, inclusivamente, servia de sacristia à matriz. Este templo, fundado por um testamento datado de 24 de Junho de 1541, teve por instituídores Afonso Fernandes e Margarida Dias. Porém, já em 1726 a capela era administrada pelo Desembargador Baltazar Mendes Bernardes, de Lisboa e, em 1758, por Manuel do Ramalhal, da Freguesia de São Pedro do Rego da Murta.
Em relação à Capela de São Pedro, que se localizava no lugar da Rebalvia, poucos dados podem ser acrescentados, tão somente que em 1726 pertencia ao povo. Já a Capela de São Paulo localizar-se-ia no cimo da Serra com o mesmo nome e, em 1672, ainda eram visíveis as ruínas da referida ermida “com seu portal em cantaria de arco e sua tribuna, que na parede se veem buracos de grade de ferro, segundo mostram os buracos”.
Por vezes, perscrutando nos lugares e terrenos que as fontes nos indicam, é possível encontrar indícios reveladores da existência de uma construção remota e, com alguma sorte, localizar um antigo templo desaparecido. Tal é o exemplo da Capela de Santo Amaro, localizada no Alqueidão de Santo Amaro e reconhecida pelo Sr. Arq. Fernando Seixas, ou da Capela de Santo António, localizada em Ribelas e identificada pelo Dr. Paulo Alcobia Neves, em cujos respectivos lugares ainda são perceptíveis os vestígios das suas fundações através da terraplanagem dos terrenos ou da persistência de alguns muros arruinados, lápides e restos de telhas e argamassas.
No entanto, existem construções que conseguem vencer a intempérie e chegar até nós, apesar de parcialmente arruínadas ou adulteradas. Vêja-se o caso da Capela de São Francisco, localizada no lugar da Madroeira: construída à custa das ruínas de um extinto mosteiro fransciscano e reedificada por volta de 1723 no local em cujas ruínas ainda hoje se mantêm. Hoje, sem cobertura e com as suas paredes quase deitadas por terra, ainda deixa adivinhar o seu traço arquitectónico tipicamente rural.
Do mesmo modo, a Capela de São Sebastião, localizada perto do Beco, à muito que deixou de cumprir a sua função cultual. Anexado a uma residência particular e desvirtuado pela intempéride, o pequeno templo foi convertido em armazém, não deixando perceber o propósito com que, originalmente, foi erigido.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-7138867339690867788?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/7138867339690867788/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=7138867339690867788' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/7138867339690867788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/7138867339690867788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/as-capelinhas-do-beco-1-parte.html' title='As Capelinhas do Beco: 1ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq-bxx-UaI/AAAAAAAAAcE/9KDk1P9H6s4/s72-c/Capela+de+S.+Francisco+2-Hugo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-3229666393354553993</id><published>2009-05-25T15:54:00.020+01:00</published><updated>2011-12-28T12:52:20.266Z</updated><title type='text'>Igreja de Santo Aleixo do Beco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
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&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShqxjkCvTNI/AAAAAAAAAak/rSQdg6z73kU/s1600-h/fachada+principal.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339775532729846994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShqxjkCvTNI/AAAAAAAAAak/rSQdg6z73kU/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; De acordo com António Baião, a fundação da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;igreja de Santo Aleixo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; remonta a 1510, ano em que os moradores do lugar do Beco pediram ao bispo de Coimbra, D. Jorge de Almeida, com o consentimento de El-Rei D. Manuel, licença para ouvir os ofícios divinos e receber os sacramentos num templo que tinham mandado erigir com o auxílio de Frei Aleixo de Cotrim, figura de renome na região. Foi-lhes concedido esse pedido, ficando por fregueses tão somente os moradores do Beco, a cujo cargo ficou a sua fábrica e conservação, assim como o pagamento do capelão, que tinha por dever não só dizer missa nos domingos e dias santos, como também três vezes por semana, e fazer os ofícios do Natal, Endoenças e Ramos. A renda do pé do altar pertencia ao vigário de Dornes, tendo sido instituído por capelão um clérigo secular, Duarte Dias, que renunciou anos depois ao seu lugar, sendo substituído por Frei Jorge Dias, o qual durante trinta e cinco anos paroquiou a Igreja do Beco. Os seus restos mortais foram sepultados na capela-mor, onde ainda hoje se encontra o seguinte epitáfio: Sepultura de Jorze Dias, vigario que foi 35 annos e falleceu a 6 d’Outubro de 1584.
O tombo das Notícias das Igrejas do Bispado de Coimbra (1726), de Bartolomeu Macedo Malheiro, faz igualmente referência à primitiva igreja de Santo Aleixo do Beco, dizendo-nos que «era bem madeirada de castanho e bem telhada, tinha de comprido quatro braças e oito palmos, e de largura três braças; o arco de cruzeiro era de pedra lavrada, tendo à direita o altar do Espírito Santo e à esquerda o de Nossa Senhora, com imagens de vulto. No altar-mor estava a imagem de Santo Aleixo, pequena pedra de vulto, e era forrado de azulejos muito bons».
Por sua vez, da compilação de Memórias Paroquiais do P.e Luís Cardoso (1758-1832), consta que o referido templo apresentava por essa altura «sinco altares, hum das Almas, outro do Senhor Jesus, outro da Senhora do Rozario, do Espirito Santo, Santo Antonio e de Santo Aleyxo, orago da igreja. Com tres naves, com oito columnas de pedras de cantaria, com huma Irmandade do Santissimo Sacramento».
Actualmente, a igreja de Santo Aleixo do Beco denuncia uma estrutura eclética, em virtude das sucessivas intervenções de que foi alvo ao longo dos tempos, acumulando-se várias manifestações estilísticas sobre a sua estrutura de base gótico-renascentista. A planimetria do imóvel, cuja tipologia se insere ainda dentro dos limites da arquitectura gótica, obedece a um esquema longitudinal simples, constituído por três naves de cinco tramos cada uma. As naves laterais, ligeiramente mais baixas que o corpo central, possuem cobertura em telhado de uma água, contrariamente à da nave central, que é em telhado de duas águas.
A fachada principal, rematada por uma simples empena triangular, trata-se de uma reconstrução do século XVII, de traço claramente maneirista. Apenas ostenta um portal de verga recta, a cujo entablamento se sobrepõe uma grande janela rectangular. Do lado esquerdo foi adossada uma torre sineira, rematada por meio de uma cobertura piramidal, sabendo que junto ao topo se rasgam quatro campanários, um em cada uma das faces da torre. Para além do portal principal, existem outros dois, localizados em cada uma das fachadas laterais do edifício. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339777137971649058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShqzBACNWiI/AAAAAAAAAa0/Vt-0E-_9jfQ/s400/interior+2.JPG" /&gt; Pelo &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;,&lt;/span&gt; a influência é claramente renascentista, sobretudo a nível do tipo de suportes utilizados, bem como na respectiva organização dos volumes que estes delimitam. É disso exemplo o espaço tripartido dominante, dividido por meio de arcos de volta perfeita apoiados em colunas toscanas. Já sobre a entrada principal eleva-se um coro alto, ao qual se acede por meio de um lanço de escadas colocado do lado direito da entrada.
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339777811826548914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShqzoOVvILI/AAAAAAAAAa8/eyO-6a8eCTs/s400/pia+baptismal+1.JPG" /&gt; Por sua vez, do lado esquerdo localiza-se o baptistério, dotado da correspondente &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;pia baptismal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, uma obra do século XVI de aspecto arcaico, constituída por uma taça lavrada em estrias oblíquas, que se desenvolve a partir de um pilar oitavado desprovido de pé ou anel.
O tecto da nave central é madeirado em masseira, enquanto que o das naves laterais é de um único plano. Relativamente ao pavimento, este é recoberto por mosaico cerâmico no corpo central, sendo lajeado ao nível da capela-mor. O acesso a esta capela é feito por intermédio de um arco cruzeiro de volta perfeita, sendo a cobertura revestida por trinta e cinco caixotões.


&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339778967909113618" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq0rhFTHxI/AAAAAAAAAbE/Cr28DP1vH20/s400/p%C3%BAlpito.JPG" /&gt;Perto da capela-mor, do lado do Evangelho e adossado ao fuste da última coluna, encontra-se um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;púlpito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; de cálice balaustrado. Existem também na igreja matriz do Beco vários altares, fundados em épocas distintas e consagrados a diferentes oragos. Na parede lateral sul, existe um altar maneirista esculpido em pedra, o qual conserva vestígios de policromia na cantaria, e em cujo lintel se encontra a seguinte inscrição: Esta capela mandaram fazer Bertolameu Dias e Leonor Mendes sua mulher à sua própria custa para eles e seus herdeiros no ano de 1602. Neste altar foi inserido um retábulo em talha policromada, em cujo nicho central se encontra uma pequena imagem de roca representativa de Nossa Senhora da Conceição.
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339780039388641586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq1p4p7OTI/AAAAAAAAAbU/ylHP5snmTn0/s400/altar+s.+miguel+no+purgat%C3%B3rio.JPG" /&gt; Na parede lateral norte existem, por sua vez, dois altares. O primeiro é ocupado por uma pintura retabular, executada a óleo sobre tela, e de traço claramente popular, na qual se encontra representado &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;S. Miguel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pesando as almas no Purgatório; aos afortunados espera-lhes o Paraíso, no qual se encontram Cristo, Deus-Pai e a Pomba do Espírito Santo. Da imaginária presente, toda ela executada em pedra, destaque para Nossa Senhora do Leite (0.855m altura), datada do século XVII, Santo António com o Menino (0.945m altura) e São Pedro (que mostra um cutelo aludindo ao corte da orelha no horto), todas elas de manifesta produção popular.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339780518398745634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq2FxG1XCI/AAAAAAAAAbc/lpQn_06t-EM/s400/altar+cristo+morto.JPG" /&gt; O segundo altar, dotado de retábulo executado em talha policromada, é consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Cristo Morto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cuja imagem, de grandes proporções, se conserva no interior de uma vitrina. Próximo deste altar, encontra-se uma pequenina imagem de roca representativa do Senhor dos Passos.
Ainda no arco cruzeiro existem dois altares colaterais, cujos respectivos retábulos, executados em talha policromada, são em tudo idênticos aos até agora referidos.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339781016038086098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq2iu9TFdI/AAAAAAAAAbk/-8_lzmkolr0/s400/altar+sagrado+cora%C3%A7%C3%A3o+de+jesus.JPG" /&gt; O do lado do Evangelho é consagrado ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Sagrado Coração de Jesus&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, cuja imagem é ladeada, à esquerda, por S. Brás e, à direita, por Santa Luzia (0.740m altura), escultura de madeira do fim do século XVI.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339779657007177842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq1ToLFIHI/AAAAAAAAAbM/rPOX9keTOp4/s400/altar+nossa+senhora+da+concei%C3%A7%C3%A3o.JPG" /&gt;O do lado da Epístola é consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Conceição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de roca de grandes dimensões, ladeada por Santa Ana e por São Joaquim. Também neste altar se encontram duas pequenas imagens quinhentistas e esculpidas em pedra, representativas de Santo Aleixo (0.815m altura) e de Santa Sabina, mulher de Santo Aleixo (0.900m altura).


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339782688211923794" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq4EESm81I/AAAAAAAAAbs/6tscnRNostg/s400/capela-mor.JPG" /&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; encontra-se belissimamente decorada, a começar pelo altar de talha dourada da primeira metade do século XVIII, no qual se encontram duas pequeninas imagens representativas de S. Sebastião e de S. Francisco de Assis. Nos caixotões da abóbada, decorados a fresco, foram reproduzidos rendilhados e, por sua vez, as paredes encontram-se revestidas por um belíssimo forro azulejar de 43 unidades de altura. Trata-se de um conjunto de doze painéis, executados nos tons de azul e branco, separados entre si por um emolduramento de folhagens e anjinhos. Repousa a composição sobre um silhar de anjinhos trombeteiros, de execução caracteristicamente barroca.


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339783537204540594" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq41fCONLI/AAAAAAAAAb0/pZezDjK3G1o/s400/azulejos+lado+do+evangelho.JPG" /&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Do &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;lado do Evangelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, figuram-se passos da Vida de Abraão e, entre os painéis, espelhou-se nos azulejos a janela que lhe fica fronteira: Abraão vence os reis do Oriente; A visita dos três anjos; Um anjo do Senhor socorre Ismael; O sacrifício de Isaac; Abraão sacrifica um cordeiro.

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339784175808602130" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shq5aqBS4BI/AAAAAAAAAb8/SA9ld5Ua0Iw/s400/azulejos+lado+da+ep%C3%ADstola.JPG" /&gt;Do &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;lado da Epístola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, os quadros representam passos da Vida de Moisés: A Vocação de Moisés; O regresso de Moisés ao Egipto; Moisés faz brotar água da rocha; Moisés recebe as Tábuas da Lei; A Batalha contra os Amalecitas.
Santos Simões data estes azulejos de entre 1730 e 1740 e coloca a hipótese do seu autor ter sido o mesmo que pintou os azulejos das capelas particulares da Quinta do Vínculo dos Senhores da Frazoeira e do Solar de Higino Otho de Queiroz e Melo, ambas localizadas no lugar da Frazoeira, Freguesia de Dornes. De acordo com o perito, este conjunto de obras poderá inserir-se na produção da Escola dos Bernardes, a qual deve o seu nome a António de Oliveira Bernardes, um dos mais importantes mestres azulejadores do século XVIII.
Já na sala de sacristia, cuja entrada se rasga do lado da Evangelho, conserva-se um armário de castanho, de portas lavradas do século XVII, em cujo interior foi colocado, actualmente, o quadro contador de electricidade do edifício. Por fim, numa pequena arrecadação improvisada sob um vão de escada, conservam-se três importantes imagens esculpidas em pedra: um São Sebastião (0.715m altura), de produção popular quinhentista, proveniente da ermida de São Sebastião do Beco; uma Santíssima Trindade, de igual produção popular, datada do século XVI; um Santo António com o Menino (0.815m altura), proveniente da ermida de Santo António de Ribelas, que revela uma modelação mais erudita bem como uma tímida influência oriental, quer ao nível do fácies do santo, quer na posição búdica em que o menino se senta a orar sobre o livro que santo segura nas mãos.
Por fim, e relativamente ao estado de conservação do templo, enquanto imóvel classificado como de interesse público, refira-se que, a partir de 1963, a DGEMN pôs em prática várias campanhas de reabilitação neste difício, as quais se prolongaram até ao ano de 1974. Nos últimos tempos, semelhantes trabalhos têm vindo a ser desenvolvidos por uma activa Comissão Fabriqueira pelo que, em virtude das várias intervenções realizadas ao nível da cobertura e pavimento, não são registadas situações alarmantes de infiltrações de humidade, susceptíveis de comprometer o estado de conservação do imóvel e correspondente património integrado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-3229666393354553993?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/3229666393354553993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=3229666393354553993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3229666393354553993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3229666393354553993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/igreja-de-santo-aleixo-do-beco.html' title='Igreja de Santo Aleixo do Beco'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShqxjkCvTNI/AAAAAAAAAak/rSQdg6z73kU/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-4908179729283650456</id><published>2009-05-23T22:08:00.016+01:00</published><updated>2011-12-28T12:54:12.482Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Areias: 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Importantes são os exemplares de arquitectura religiosa existentes na Freguesia de Areias do Concelho de Ferreira do Zêzere, a grande maioria dos quais referenciada pelo Padre António Carvalho da Costa, na sua Corografia Portugueza de 1712. Na crónica anterior, reportando-me ao ilustre cronista, analisei os templos cuja respectiva função cultual foi desvirtuada, ou porque a sua estrutura de todo se perdeu, ou porque a mesma foi readaptada a outras finalidades que não a religiosa.
Dando seguimento à publicação anterior e utilizando como referência o apontamento, previamente transcrito, do P.e Carvalho da Costa, resta-me analisar quais os templos que, referidos pelo mesmo autor, chegaram aos nossos dias, apesar de sucessivamente remodelados ao longo do tempo. Acontece que, na concepção de templos de tão vincado sabor rural, o recurso a uma planimetria longitudinal de nave única foi a solução arquitectónica recorrentemente utilizada, em virtude dos modestos recursos que lhe estavam na origem, pelo que o devaneio decorativo, quando existente, apenas se prenderia num ou noutro apontamento escultórico, resumindo-se muitas das vezes à presença sempre marcante da imagem padroeira. Face ao despojamento original, não é portanto de estranhar que tenha havido uma tendência crescente, ao longo das gerações, para o enriquecimento das fachadas e interiores dos templos, o que muitas vezes se traduzia numa remodelação quase total dos edifícios religiosos.
Não obstante, e no contexto da arquitectura religiosa da Freguesia de Areias, alguns exemplares destacam-se por preservarem ainda grande parte da sua estrutura original, tal como é o caso das capelas de Santo Amaro nas Gontijas, de São Saturnino na Serra da Guimareira e de Santa Apolónia nas Telhadas.

&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339130769464358978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhnJZtH-EI/AAAAAAAAAZU/fm9GesIapiE/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;O primeiro templo, consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santo Amaro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ergue-se ao centro do lugar das Gontijas e poder-se-ia encontrar perfeitamente enquadrado pelo casario característico do povoado, não fosse a enorme habitação moderna que se ergue mesmo por detrás da capelinha. O pequeno templo terá sido muito provavelmente edificado no ano de 1567, de acordo com uma inscrição existente na cantaria da verga da porta, onde é possível ler-se também SMAURIA BBATIS, que poderá referir-se ao seu encomendante. Também sobre a entrada existe um óculo, em cuja cantaria foi registado o seguinte: «F.I.I. 1953 José Ramos, oferta a Sto. Amaro.» Pelo interior e no corpo central do templo destaca-se um pequeno púlpito construído em madeira, enquanto que na capela-mor, desprovida de altar, se conserva Santo Amaro (1.100 m altura), imagem de pedra quinhentista, inserida num pequeno nicho aberto na parede frontal. &lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339132627319132130" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Shho1iwOD-I/AAAAAAAAAZk/Df7qvHldg_w/s400/Capela+de+S%C3%A3o+Saturnino.jpg" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;De um enquadramento bem diferente goza a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de São Saturnino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; que, localizada no cimo da Serra da Guimareira, se apresenta aos olhos dos viandantes como um verdadeiro ermitério, ao qual apenas se acede a partir de um caminho florestal de terra batida. Para além do P.e Carvalho da Costa, também o Dr. Pedro Álvares Seco, no seu Treslado do livro das comendas da Ordem de Nosso Senhor Jezus Christo (terceiro quartel do século XVI), cita esta ermida e refere que aqui existia, ao seu tempo, uma confraria com muitos bens. Por sua vez, na Excursão Extremenha de Tomar a Dornes (1895), de José Leite de Vasconcelos, pode ler-se o seguinte: «como ao longe se avistasse a capela de S. Saturnino (vulgo Sadurninho), que fica ao pé do lugar de Menexas, na serra das Areias, fiz perguntas a seu respeito, e ouvi falar de quem está doente de sezões (?) rouba três telhas a qualquer casa, e vai pô-las ao pé do santo, cuidando que sara; chamam-lhe por isso o ladrão das telhas. É preciso que as telhas sejam furtadas, e sem o dono saber; se este souber, ou se as telhas forem dadas ao doente, o rito de nada serve». Actualmente, os populares prestam culto à imagem para que ela proteja a serra do perigo do incêndio. Diz-se que, enquanto a capelinha e o santo lá permanecerem, a serra “do Saturnino” não arderá.
A capela foi reconstruída no ano de 1973, tendo daí resultado uma estrutura arquitectónica “híbrida” que, no entanto, procurou manter o traçado primitivo. De facto, a partir da entrada não se acede directamente ao corpo central do templo, uma vez que este é antecedido por uma espécie de câmara, a qual se demarca da nave por meio de uma parede divisória. Esta divisória, onde se rasga uma porta ladeada por duas pequenas janelas, poderá corresponder, em minha opinião, à fachada original da capela, que assim se manteve preservada. O interior é caracterizado pelo seu despojamento decorativo, resumindo-se o espólio à imagem de São Saturnino, cópia do orago original recentemente furtado.
&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339134145894809506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhqN743_6I/AAAAAAAAAZs/vuqS9ZdSIkU/s400/Capela+de+Santa+Apol%C3%B3nia.jpg" /&gt;Muito mais interessante do ponto de vista construtivo é a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Santa Apolónia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, localizada no remoto lugar das Telhadas, em cuja cantaria do lintel da entrada foi esculpido, em alto-relevo, o que parece ser uma representação estilizada do monte Gólgota. A peça mais importante pertencente ao espólio deste templo é Santa Apolónia (0.545 m altura), imagem quinhentista de carácter popular, a qual me pareceu ser produzida em terracota. Existe ainda uma outra representação de Santa Apolónia, de recente produção, que ocupa agora o lugar do primitivo orago no nicho central da parede frontal.
&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339134511036761010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhqjMJgA7I/AAAAAAAAAZ0/34RH-9Mu9Bw/s400/Capela+de+N_+Sr_%C2%AA+da+Luz.jpg" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Provavelmente coetânea da época de construção da Capela de Santa Apolónia é a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Nossa Senhora da Luz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, localizada no lugar de Vila Verde. Este templo não é citado pelo P.e Carvalho da Costa, provavelmente por lapso ou por ter sido fundada somente após publicação da Corografia Portugueza, mas apresenta igual importância no contexto religioso da Freguesia de Areias. A fachada principal da capelinha é composta por uma porta ladeada por duas janelas, desprovidas de volantes ou vidraças, as quais apresentam como única protecção um simples gradeamento. No fecho do lintel da entrada foi esculpido, em alto-relevo, um brasão muito interessante, que representa um coração inscrito num escudo, sobrepujado por quatro ameias. Por sua vez, no frontão foi aberto um nicho de moldura trabalhada. No interior destaca-se o altar, constituído por uma tela pintada a óleo de grandes dimensões, na qual se encontra representado um coro de anjos músicos que dão graças e ofertam a Senhora da Luz. Os gestos e os olhares dos anjinhos dirigem-se para o centro da composição, ocupado pelo nicho onde se encontra a padroeira, escultura de pedra do século XVII. A imagem é muito interessante, pois representa S. João Baptista com uma ovelhita a ofertar Nossa Senhora, que segura nos braços o Menino. Quer a imagem de Nossa Senhora, quer a de Jesus, apresentam-se exuberantemente coroadas.
O Padre António Carvalho da Costa refere-se ainda às capelas de São João Baptista na Avecasta, de São Salvador nos Matos, de São Francisco nos Milheiros e de São Tomé na Portela de Vila Verde, todas elas actualmente bastante adulteradas relativamente à sua concepção arquitectónica original.


&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339135262122606850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhrO6KUgQI/AAAAAAAAAZ8/goTRZ8MDetQ/s400/a_Areias_07.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;De facto, o templo dedicado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São João Baptista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; foi recentemente reabilitado e, em detrimento das modestas linhas tradicionais, adquiriu formas mais modernas, desproporcionais relativamente ao conjunto edificado do casario rústico que complementa a sua envolvência. As principais modificações face ao esquema tradicional surgem na fachada principal, onde o simples beiral deu lugar a uma empena triangular de grandes dimensões que remata o edifício. Outros elementos aberrantes são as três frestas losangulares rasgadas nesta fachada; apenas no plano inferior se preserva a porta principal, ladeada por duas pequenas janelas. Pelo interior, as paredes foram revestidas por um silhar de azulejos de produção industrial, mas preservou-se, no entanto, a primitiva imagem de S. João Baptista (0.840 m altura), seiscentista e esculpida em pedra, de marcado carácter popular.

&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339139698066141266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhvRHVrMFI/AAAAAAAAAaU/DNcWrZaNtB4/s400/Capela+de+S%C3%A3o+Salvador.jpg" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Também o templo dedicado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Salvador&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; foi reabilitado, tendo-se apostado sobretudo na remodelação da cobertura, que era ainda em telha vã, e do pavimento, o qual se mantinha em terra batida. De acordo com informações recolhidas no local, ao intervir-se no pavimento foram descobertas ossadas, o que aponta para a realização de enterramentos no interior deste templo. Do espólio primitivo destaca-se a imagem quinhentista e esculpida em pedra de São Salvador (0.540 m altura), representando Cristo Ressuscitado exibindo as chagas, coroado e envolto por uma túnica vermelha, a qual repousa num pequeno nicho pétreo de características maneiristas. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339144094884203586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhzRCwyjEI/AAAAAAAAAac/Tft9SXIm7Vk/s400/Capela+de+S%C3%A3o+Francisco.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Já a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de São Francisco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; goza de um belíssimo enquadramento rural, mantendo-se íntegra a sua área de envolvência. No lintel da entrada existe uma pequena cruz de Cristo esculpida em relevo e na qual foi incisa a data de 1903, o que poderá corresponder a um anterior período de remodelação. Na sequência da última intervenção realizada foi aplicado, nas paredes interiores do templo, um silhar de azulejos de produção industrial, mas o restante espólio é igualmente recente, destacando-se a imagem padroeira de São Francisco de Assis, segurando um crucifixo e mostrando os estigmas.
&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339136965433334066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhsyDfPmTI/AAAAAAAAAaM/HPXDPqwECYE/s400/capela+1.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de São Tomé&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; foi, sem dúvida, o exemplar que recebeu alterações mais significativas, não só relativamente à sua concepção arquitectónica original, mas inclusivamente no que se refere ao seu primitivo enquadramento físico. A subida, alargamento e alcatroamento da estrada que lhe é contígua, teve como consequência directa a inutilização da entrada principal do templo, que passou a ser realizada a partir de uma porta lateral. Por sua vez, a fachada principal preserva somente uma pequena janela (uma vez que a porta foi entaipada), mantendo a empena triangular na qual se insere o campanário, mas a que o relógio electrónico subtraiu o som do sino tradicional.
Todavia, a importância deste templo reside nos exemplares de imaginária que preserva, destacando-se do conjunto um S. Marcos executado em madeira policromada e datado do final do século XIV, o qual apresenta, à altura do peito, um disco relicário hoje vazio; é esta escultura de grandes dimensões (1.100 m altura) e muito me custa a crer que pertencesse originalmente a este templo. Refira-se ainda a imagem de Santa Eufémia (0.510 m altura) esculpida em pedra policromada, proveniente da primitiva capela de invocação a este orago e que provavelmente corresponde ao templo ainda hoje existente no lugar da Serra do Balas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-4908179729283650456?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/4908179729283650456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=4908179729283650456' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4908179729283650456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4908179729283650456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/as-capelinhas-de-areias-2-parte.html' title='As Capelinhas de Areias: 2ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhnJZtH-EI/AAAAAAAAAZU/fm9GesIapiE/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6434510540600395616</id><published>2009-05-23T20:35:00.016+01:00</published><updated>2011-12-28T12:55:14.484Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Areias: 1ª Parte</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhQqJfkHKI/AAAAAAAAAYk/HZMeisYZZ6I/s1600-h/serra+de+s.+saturnino.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339106043280759970" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhQqJfkHKI/AAAAAAAAAYk/HZMeisYZZ6I/s400/serra+de+s.+saturnino.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Vista sobre a Freguesia de Areias, a partir da Serra de São Saturnino
&lt;/strong&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Não se sabe ao certo em que época terá sido fundada a povoação de Areias, cujo nome deriva, segundo o parecer de diversos autores, dos terrenos arenosos outrora existentes nas suas imediações. A História conta-nos porém que, a partir de 1321 – data em que se processa o reordenamento administrativo da região ferreirense pela recém criada Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo –, a Freguesia de Santa Maria de Areias passa a desempenhar a função de sede religiosa da Comenda de Pias, estatuto que preservaria até ao ano de 1534, data em que é fundada a Freguesia de São Luís das Pias. Apesar de administrativamente dependente da Vila de Pias, a Freguesia de Areias manteria uma relativa autonomia até ao ano de 1836, data em que é incorporada no recém-criado Concelho de Ferreira do Zêzere, em cujos limites geográficos ainda hoje se mantém.
Actualmente ocupa uma área total de 39.24 Km2, sendo por isso a maior freguesia do Concelho, na qual habitam aproximadamente 1772 habitantes distribuídos pelos lugares de: Areias, Aldeia dos Gagos, Avecasta, Barbatos, Barrio, Bijota, Casais, Casal da Farroeira, Casal Novo, Casal da Sobreira, Calçadas, Cidral, Comunais, Daporta, Farroeira, Fonte do Tojal, Fonte da Figueira, Fonte da Lage, Freixial, Gontijas, Horta Nova, Lagoa, Matos, Meneixas, Milheiros, Paço, Pereiro, Pinheiro, Porto Chão, Ponte de Ceras, Ponte das Pias, Portela de Vila Verde, Rego da Murta, S. Domingos, Serra do Balas, Serra dos Balseiros, Telhadas, Tojal, Valadas, Vale do Rodrigo, Venda dos Tremoços e Vila Verde.
No que se refere à expressão do culto religioso na Freguesia de Areias, são remotos os testemunhos que podem ser mencionados, quer através das palavras dos autores, quer através de um olhar mais atento e demorado sobre os templos existentes nesta região.
Entre os cronistas mais antigos que se referem à arquitectura religiosa ferreirense, é de destacar o contributo do Padre António Carvalho da Costa que, em determinada altura, na sua extensa Corografia Portugueza e Descripçam Topografica do Famoso Reyno de Portugal (1712), fez o seguinte apontamento: “Ha nesta freguesia [de Areias] as ermidas seguintes: Santo Amaro no lugar das Gontijas; S. Simão na Aldea dos Gagos; S. Jordão Bispo nas Menechas, a qual se faz pela antiga, que se arruinou, &amp;amp; estava no lugar que chamão S. Jordão, &amp;amp; no alicerce della nascia huma fonte, aonde lavandose os meninos, que tinhão sarna, saravão della; &amp;amp; dizem que ainda a agua da ribeyra, que daqui procede (que he a ribeyra da Murta) tem a mesma virtude. Santo Agostinho do lugar do Rego da Murta; Santa Catherina na Farroeyra; S. Miguel no Tojal; Santa Apollonia nas Telhadas; S. Saturnino na Serra da Guimareyra; S. Thomè na Portella &amp;amp; Santa Eufemia; Santo Antonio na Ponte de Ceras &amp;amp; S. João; o Salvador nos Matos; S. Francisco nos Malheyros; S. João em Avecasta &amp;amp; junto à Torre da Murta esteve huma ermida de S. Jorge, que se arruinou.”
Do extenso rol de templos enunciado pelo Padre Carvalho da Costa, vários foram os que, em melhor ou pior estado de conservação, chegaram aos nossos dias. Porém, outros houve de que não restaram quaisquer vestígios.
&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339106798373831938" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhRWGbyBQI/AAAAAAAAAYs/s-C-afSXbKU/s400/e3_Areias_15.JPG" /&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Fonte das Menexas
&lt;/strong&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Tal é o caso da capela de S. Jordão, primeiramente instituída neste lugar e depois reconstruída nas Menexas, em cujos alicerces corria uma fonte com propriedades curativas. Todavia, prospectando os referidos lugares não foram encontrados indícios da antiga construção, desconhecendo os habitantes mais idosos quaisquer ruínas nas imediações, passíveis de corresponder ao extinto templo de São Jordão.

&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339107879404453250" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhSVBlkPYI/AAAAAAAAAY0/wHIJ7MtHM1s/s400/DSC00803.JPG" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Lugar do Escoural, junto à Ribeira de Ceras
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;


&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;Também dos templos dedicados a Santo António e a São João, outrora erigidos em local indeterminado perto da Ribeira de Ceras, parece nada restar, e o mesmo se pode dizer da capela consagrada a São Jorge, situada junto da Torre da Murta, que ao tempo do Padre António Carvalho da Costa já se encontrava em ruínas.
Quanto à capelinha de São Miguel, que antigamente se erguia na imponente Quinta da Torre da Murta (hoje Quinta do Tojal), à muito que esta desapareceu. Não obstante, e segundo António Baião, este templo terá sido fundado entre o final do século XV e o princípio do século XVI, pelo 3º Senhor da Torre da Murta, Ambrósio Correia da Silva, filho de Henrique Correia da Silva e de D. Joana de Sousa. Bem mais tarde, a 15 de Janeiro de 1798, seria passada provisão a Nuno Infante de Sequeira Correia da Silva de Carvalho, 10º Senhor da Torre da Murta, para que pudesse realizar, todas as quartas feiras a partir dessa data, um mercado semanal no campo da ermida de São Miguel.

&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339108448182278866" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhS2IcxGtI/AAAAAAAAAY8/mTd3JzxkXBE/s400/Capela+de+S%C3%A3o+Sim%C3%A3o+-+Hugo.JPG" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Quanto às &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capelas de São Simão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e de Santo Agostinho, localizadas nos lugares da Aldeia dos Gagos e do Rego da Murta, ainda hoje é possível visitar, próximo do casario, os seus muros arruinados envoltos pelo matagal. Relativamente ao primeiro templo, António Baião fornece-nos a informação de que este terá sido erigido no ano de 1728, tal como ainda constava, em 1918, da inscrição existente sobre a porta principal.
Situação bem diferente é a que envolve as capelas de Santa Catarina da Farroeira e de Santa Eufémia da Serra do Balas, que o tempo soube preservar, ainda que alienando o seu traço arquitectónico primitivo ou a sua funcionalidade original.

&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339109023839577986" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhTXo8KZ4I/AAAAAAAAAZE/JaYQ8qedn30/s400/DSC00880.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;De facto, o templo consagrado a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santa Catarina&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; encontra-se hoje convertido em curral para a guarida do gado e nem mesmo o pequeno adro que existia junto da entrada da capelinha foi preservado, acabando por ser agregado a uma propriedade privada. A frontaria, hoje rebocada a cimento, ostenta sobre o lintel da porta a data de 2000, ano em que provavelmente ocorreu a maior adulteração; não obstante, as paredes laterais da construção deixam ainda perceber os muros de pedra aparelhada que a sustentam. Como a generalidade dos templos da região, também o interior da capela de Santa Catarina seria de nave única, o que se pode deduzir pelas reduzidas dimensões do imóvel. Segundo informações recolhidas no local, a imagem da padroeira manteve-se ainda durante vários anos num oratório particular, que os habitantes regularmente visitavam a fim de manter o culto; porém, decorrido algum tempo até mesmo o orago acabou por ser vendido.
&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339109511294567938" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhT0A2fRgI/AAAAAAAAAZM/9PoQR3yRD1s/s400/DSC00817.JPG" /&gt;É igualmente interessante a história da capela localizada na Serra do Balas, que alguns dos habitantes locais referem ser de invocação a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Santa Eufémia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, enquanto que outros desconhecem a sua primitiva dedicação, chegando a apontar diferentes oragos. Não obstante, ainda hoje os antigos terrenos outrora pertencentes a este templo são denominados por “Terrenos de Santa Eufémia”, onde se diz que a imagem primeiramente apareceu. A ser verdade, o pequeno templo poderá corresponder à capela dedicada a Santa Eufémia que o Padre Carvalho da Costa enuncia, mas que coloca no lugar da Portela de Vila Verde.
Independentemente da sua invocação, a capelinha ainda hoje se mantém junto ao casario do lugar, apesar de ter sido adaptada a casa de arrumos. Do ponto de vista arquitectónico, corresponde a um pequeno templo de planta longitudinal e nave única, construído em aparelho de pedra e barro, rebocado por uma argamassa de cal. A cobertura é em telha vã, assente sobre ripado. É a fachada principal antecedida por um lanço de alguns degraus e, ao lado da entrada principal, rasga-se uma pequena janela quadrada, enquanto que sobre o lintel da porta foi aplicada uma cantaria com a Cruz de Cristo esculpida em relevo. No lado direito da empena ergue-se um pequeno arco campanário, hoje disfuncional, junto do qual se destaca um relógio de sol. O interior é igualmente rebocado, existindo na parede frontal algumas pinturas executadas a fresco que decoram três nichos outrora utilizados para a colocação das imagens cultuadas. Por sua vez, o pavimento manteve-se em terra batida, enquanto que no tecto se encontra a descoberto o ripado sobre o qual a telha vã assenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6434510540600395616?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6434510540600395616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6434510540600395616' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6434510540600395616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6434510540600395616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/as-capelinhas-de-areias-1-parte.html' title='As Capelinhas de Areias: 1ª Parte'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhQqJfkHKI/AAAAAAAAAYk/HZMeisYZZ6I/s72-c/serra+de+s.+saturnino.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-9188825863410452612</id><published>2009-05-23T20:00:00.020+01:00</published><updated>2011-12-28T13:07:48.394Z</updated><title type='text'>Igreja de Nossa Senhora da Graça de Areias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhIMfiFJgI/AAAAAAAAAW8/IQDGBRf0K9E/s1600-h/fachada+principal.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339096737707795970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhIMfiFJgI/AAAAAAAAAW8/IQDGBRf0K9E/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;No centro da povoação de Areias, enquadrado pelo casario próprio do lugar e pela encosta verdejante da Serra de São Saturnino, ergue-se um dos mais belos templos do Concelho de Ferreira do Zêzere: a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.
Diz-nos Carvalho da Costa, na sua Corografia Portugueza, que a escolha do local para a fundação do templo terá resultado de intervenção divina pois, ao colocar-se a imagem de Nossa Senhora no lugar previamente seleccionado, esta daí desaparecia durante a noite para voltar a aparecer no morro onde hoje se ergue a Igreja Matriz.
Escolhido o lugar, iniciaram-se os trabalhos de construção do templo no ano de 1489, mandando o rei D. Manuel fazer a capela-mor em 1502 e terminando-se a sacristia em 1510. A actual igreja é, porém, uma reconstrução do século XVI (c. 1548), dirigida pelo célebre arquitecto biscainho João de Castilho, responsável pelas grandes obras da Ordem de Cristo na região de Tomar, na época da reforma empreendida por Frei António de Lisboa.
Em virtude das sucessivas campanhas construtivas pelas quais passou, a Igreja de Nossa Senhora da Graça de Areias denuncia várias influências estilísticas – renascentistas, maneiristas, barrocas – as quais se manifestam sobre uma mesma base estrutural gótica, essencialmente no que se refere ao arranjo espacial do interior do templo e à sua planimetria. Esta obedece a um esquema longitudinal, composto por três naves de seis tramos cada uma, sendo as naves laterais ligeiramente mais baixas que o corpo central.
À fachada principal foi adossada uma torre sineira, subdividida por três registos, sendo o inferior constituído por uma galilé formada por três arcos de volta perfeita assentes em colunas jónicas; esta galilé, de acordo com a maioria dos autores, é atribuída a João de Castilho. No segundo registo, foi colocado um nicho com baldaquino e, sobre este, rasgado um grande janelão rectangular que ilumina o coro-alto. No último registo encontram-se os campanários, rematados por uma pequena empena triangular ladeada por dois pináculos.


&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339101539162087250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhMj-V_X1I/AAAAAAAAAYM/_WgSr9Pv8dM/s400/interior%2520areias%25203.jpg" /&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;espaço interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é tripartido por meio de arcos de volta perfeita assentes sobre colunas jónicas, elevando-se sobre a entrada principal um coro-alto a que se acede por meio de um lanço de escadas colocado do lado esquerdo da entrada. Do lado direito, e delimitado por meio de gradeamento, rasga-se o baptistério, dotado da correspondente pia baptismal.
Todo o espaço interior é bastante iluminado, não só por meio dos portais principal e laterais do templo, mas também pelo conjunto de frestas decoradas a vitral que se rasgam ao longo de todo o corpo da igreja. O tecto da nave central é madeirado em masseira, enquanto que o das naves laterais é de apenas um plano. Por sua vez, a cobertura do coro-alto, assim como a da capela-mor, é em abóbada relevada, sendo que nas pedras de fecho foram esculpidos os símbolos de El-Rei D. Manuel, nomeadamente o escudo coroado e a cruz de Cristo.
Junto à capela-mor, e adossado ao fuste da última coluna do lado do Evangelho, encontra-se um púlpito de delicado lavor, obra renascentista de fuste delgado e cálice circular, sendo o friso superior preenchido por querubins. &lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339097669042506210" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhJCtBlCeI/AAAAAAAAAXM/CTmyNIAfjCY/s400/altar+sec.+XVII.jpg" /&gt;O requinte das obras de cantaria manifesta-se ainda nos dois altares renascentistas, existentes nas laterais do corpo central da Igreja de Nossa Senhora da Graça. Na &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;estrutura retabular do lado da Epístola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; rasgam-se diversos nichos, nos quais foram colocadas várias imagens: S. Francisco de Assis, S. Antão, S. Sebastião, Santa Ana ensinando a ler a Nossa Senhora e Cristo Ressuscitado.
&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339098170444454370" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhJf45HmeI/AAAAAAAAAXc/TaYZjkiZNOc/s400/altar+senhor+das+angustias.jpg" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Por sua vez, o retábulo do lado do Evangelho é consagrado ao &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Senhor das Angústias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e foi esculpido no ano de 1596. Representa o Calvário, constituído por uma imagem de madeira de Cristo na Cruz, assente sobre um Gólgota esculpido em pedra, sendo o conjunto enquadrado por uma pintura realizada a óleo sobre tela, na qual estão representados Nossa Senhora e S. João Evangelista.
Para além destes dois retábulos, conservam-se ainda, nas paredes laterais, outras duas estruturas retabulares, construídas em talha policromada, consagradas a Nossa Senhora de Fátima (lado do Evangelho) e ao Sagrado Coração de Jesus (lado da Epístola).
Por sua vez, ao arco cruzeiro foram justapostos dois altares colaterais, cujos respectivos retábulos, esculpidos em talha dourada, se encontram hoje irremediavelmente perdidos, por terem sido removidos no ano de 1979/1980 no decurso de um intervenção da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 278px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339103633488825698" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhOd4UZTWI/AAAAAAAAAYc/_S_xSqrxCkA/s400/altar+pentecostes.jpg" /&gt;

&lt;p&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não obstante, o do lado do Evangelho preserva ainda uma tela pintada a óleo representativa do tema do &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Pentecostes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, juntamente com uma imagem de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora das Dores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339098848193185794" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhKHVtAiAI/AAAAAAAAAXs/mSVVv01rz6Y/s400/altar+epifania.jpg" /&gt;Já o altar do lado da Epístola ostenta um &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Epifania&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; pintada a óleo sobre tela, assim como uma imagem de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;S. José com o Menino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.



&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 340px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339099126947637378" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhKXkJP6II/AAAAAAAAAX0/qmL3Dh_QSn4/s400/capela-mor.jpg" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Magnífico é o retábulo que se preserva na &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;capela-mor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, esculpido em talha dourada barroca, no qual não se encontra presente a imagem da padroeira, mas tão somente duas pequenas esculturas representativas de Nossa Senhora e de Santo António com o Menino. Em minha opinião, a imagem original de Nossa Senhora da Graça poderá corresponder à que actualmente se encontra no baptistério, em péssimo estado de conservação.

&lt;/p&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339099445113730978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhKqFZ9N6I/AAAAAAAAAX8/vyy4e3XJfZg/s400/n.s.+com+o+menino.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Esta imagem, bastante mutilada, representa uma &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora com o Menino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, obra executada em madeira policromada, que parece corresponder à referida por Frei Agostinho de Santa Maria no seu Santuário Mariano: «He esta sagrada imagem de estatura avultada, porque terá seis para sete palmos &amp;amp; tem em seus braços ao (sic) Menino Deos, naquela fórma em que se costumão obrar as Imagens de Nossa Senhora da Graça; he de escultura de madeyra, muyto bem estofada».
Igualmente do período barroco são os frescos de ramagens azuis, decorados a pintura de brutesco, que preenchem os espaços entre as nervuras da abóbada da capela-mor.
Quanto às restantes obras pictóricas, preservam-se três telas de traço popular pintadas a óleo, as quais representam Nossa Senhora com o Menino envolta por um coro de Anjos (lateral sul), Aclamação de Jesus Ressuscitado e S. Miguel no Purgatório (ambas na lateral norte).
Relativamente ao património azulejar, mencione-se que apenas a capela-mor deste templo foi revestida por painéis de azulejos de padrão seiscentistas, apresentando o tapete 66 unidades de altura. Predomina o azul e o amarelo, sendo o efeito decorativo reforçado por ornatos brancos, como elos de cadeia, que determinam grandes linhas diagonais.
O tapete formado por estes azulejos tem por base um padrão 4X4, que utiliza dois elementos distintos. Obedece, portanto, ao esquema 4X4/2, que permite obter repetições de 16 unidades. No entanto, na Igreja Matriz de Areias os dois elementos, característicos deste padrão, foram isolados de modo a constituírem duas repetições independentes de 2X2/1, que o ladrilhador conjugou entre si. De acordo com Santos Simões, este foi um tipo de padrão que esteve muito em voga a partir de 1640, produzindo-se regularmente durante mais de vinte anos.
Por fim, refira-se que, apesar de no passado a Igreja de Nossa Senhora da Graça, enquanto imóvel classificado como de interesse público, ter sido por várias vezes intervencionada pela DGEMN, o estado de conservação do imóvel e correspondente património integrado encontra-se longe de estar estabilizado. Para tal contribui a excessiva humidade que se concentra no seu interior, resultado de infiltrações várias provenientes quer da cobertura, quer do próprio pavimento, onde se chega a acumular grande quantidade de água nos dias chuvosos. Por esta razão, seria importante proceder a uma revisão urgente do sistema de cobertura do edifício, a par de uma drenagem eficaz dos terrenos de assentamento do templo, sob o risco de se vir a perder irremediavelmente grande parte do belíssimo espólio desta igreja.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-9188825863410452612?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/9188825863410452612/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=9188825863410452612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/9188825863410452612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/9188825863410452612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/igreja-de-nossa-senhora-da-graca-de.html' title='Igreja de Nossa Senhora da Graça de Areias'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhIMfiFJgI/AAAAAAAAAW8/IQDGBRf0K9E/s72-c/fachada+principal.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-3604194369756170938</id><published>2009-05-23T19:37:00.013+01:00</published><updated>2011-12-28T13:08:52.250Z</updated><title type='text'>As Capelinhas de Águas Belas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhDETgVdEI/AAAAAAAAAWE/sg9nZe2tuSI/s1600-h/_DSC0008.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339091099482158146" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhDETgVdEI/AAAAAAAAAWE/sg9nZe2tuSI/s400/_DSC0008.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff99ff;"&gt; &lt;span style="color:#999900;"&gt;Pelourinho pertencente à antiga Vila de Águas Belas&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
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A história da freguesia de Águas Belas remonta ao final do século XII quando, em 1191, D. Sancho I doa a sua herdade de Orjães a Pedro Ferreira, besteiro do rei e homem de modesta condição, o qual se teria distinguido por actos de bravura e heroísmo na defesa de Montemor-o-Novo. No entanto, por volta de 1206, parte desta herdade é adquirida por Pedro Alvo, pretor de Tomar, que aí vem a fundar a povoação de Águas Belas que, a partir de 6 de Dezembro de 1356, é convertida em morgado, instituído na pessoa de Rodrigo Álvares Pereira (irmão consanguíneo de D. Nuno Álvares Pereira e filho de D. Álvaro Gonçalves de Pereira), com todas as suas dependências, senhorio, couto, honra, jurisdição e padroado da Igreja de Nossa Senhora.
Mais tarde, a 3 de Março de 1513, e na sequência da elaboração dos Forais Novos da Estremadura pelo rei D. Manuel, Águas Belas é elevada à categoria de Vila, estatuto que preservaria até 1836, data em que é incorporada no novel Concelho de Ferreira do Zêzere, em cujos limites administrativos ainda hoje se mantém.
Actualmente, é a quinta maior freguesia da região ferreirense, ocupando uma área total de 18.56 Km2, na qual habitam aproximadamente 1140 habitantes, distribuídos pelos seguintes lugares: Águas Belas; Águas Belas-a-Velha; Barção; Bela Vista; Benfica; Besteiras; Boavista; Camarinha; Carvalhal; Casal da Bica; Casal Fundeiro; Casal Novo; Casal do Varela; Casalinho; Casas Novas; Congeitaria; Cumbada; Freixial; Grabulha; Lameiros; Mata; Outeiros; Palheiros; Penas Alves; Pinheira; Porto da Romã; Rio Fundeiro; Sobreiras; Travanca; Vale; Vale do Olival; Vale Perro; Vale de Rojais; Vales; Varela; Varelinha; Venda da Serra.
No que se refere à expressão do culto religioso nesta Freguesia, refira-se que, para além da presença marcante da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça, demoradamente estudada na crónica anterior, existem as Capelas de Santa Teresa nas Besteiras, de São Sebastião na Varela e a arruinada Capela de Santo António no Solar da Família Peres.
Porém, chegou-nos igualmente notícia de outros dois templos, hoje extintos, dedicados a Santo António e a Nossa Senhora do Vale. De acordo com as Memórias Paroquiais de 1758, o primeiro situar-se-ia na Quinta da Alegria e o segundo no Vale, sendo por esta altura Manuel de Araújo, residente na Quinta da Figueira (Freguesia de Pias), administrador deste último templo. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339091630123826754" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhDjMTKvkI/AAAAAAAAAWM/AvhaK6_v-uI/s400/capela.JPG" /&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;Quanto à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Santo António&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, pertencente ao Solar da Família Peres, já em 1758 se encontrava arruinada, mas provavelmente terá sido reconstruída mais tarde, caso contrário nada dela restaria actualmente. A estrutura remanescente apresenta-se como um pequeno templo de planta longitudinal e nave única, que ainda preserva a sua cobertura em telhado de duas águas. A fachada principal é constituída por um portal de lintel contracurvado, sobre o qual se ergue um pequeno óculo circular. Pela lateral direita rasga-se uma entrada secundária, sobrepujada por uma fresta rectangular.
No que se refere às Capelas de Santa Teresa e de São Sebastião, estas apresentam-se actualmente reabilitadas e nelas se presta regularmente o culto aos respectivos oragos. &lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 308px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339091918882989330" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhD0AAt5RI/AAAAAAAAAWU/jCifqK7yl_E/s400/fachada+principal.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de Santa Teresa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; localiza-se no centro do lugar das Besteiras, mas goza de um péssimo enquadramento, em virtude do novo edifício que lhe foi adossado e que serve de centro de convívio por altura das festas em honra da santa padroeira. De facto, é evidente o anacronismo existente entre a capelinha de formas singelas e o volume esmagador desta nova construção, resultando daí um conjunto não harmónico que prejudica gravemente a leitura estética do edifício religioso. Para além disso, e em virtude das várias campanhas construtivas a que este templo tem vindo a ser sujeito, o pequeno volume saliente a que normalmente corresponde a sacristia, expandiu-se de forma a ocupar parte da fachada principal do templo, através da qual se acede agora a esta dependência. Na frontaria apenas existe uma pequena janela junto à entrada principal, enquanto que sobre o lado direito do beiral se ergue um pequeno campanário, finamente relevado com ramagens e uma cruz de Cristo. &lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339092462984397570" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhETq8mgwI/AAAAAAAAAWc/EKahCQJxq-Q/s400/altar-mor.JPG" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior da capela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é dominado pelo altar, obra realizada em talha policromada, e no qual foi depositada a imagem de Santa Teresa, recolhida no interior de um pequeno nicho e protegida por vitrina. &lt;/div&gt;

&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339092937270946930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhEvRzU7HI/AAAAAAAAAWk/glTbal-nEUQ/s400/capela+1.JPG" /&gt;

&lt;p align="justify"&gt;Já a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Capela de São Sebastião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; localiza-se no lugar da Varela e, apesar de hoje ser difícil precisar qual a origem deste templo, conserva-se na verga da porta da sacristia uma datação correspondente ao ano de 1829, referente a uma possível intervenção na estrutura do imóvel, dado que já em 1758 se lhe encontram referências nas Memórias Paroquiais do pároco José da Mota Ribeiro. Por sua vez, no campanário surge ainda a data de 1867.
Do ponto de vista arquitectónico, trata-se de um edifício bem proporcionado, que obedece à tipologia característica dos templos rurais da região, com a sua planta longitudinal de nave única, sala de sacristia saliente, cobertura em telhado de duas águas e campanário sobre o beiral. A fachada principal é simples, constituída por portal, duas janelas e um óculo. &lt;/p&gt;

&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339094736961945634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhGYCLGQCI/AAAAAAAAAW0/nKxCup5bLNc/s400/capela-mor.JPG" /&gt;
Por sua vez, o &lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;interior&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;é amplo, bem iluminado, destacando-se na parede fronteira o altar-mor consagrado a São Sebastião. Trata-se de uma imagem esculpida em pedra, exemplar de arte popular quinhentista, a qual se apresenta bastante repintada, representando o santo amarrado a um tronco, mas já sem as características setas que outrora lhe trespassavam o corpo, símbolo do seu martírio. Ladeando o altar-mor, duas mísulas ostentam as imagens de Nossa Senhora de Fátima (lado do Evangelho) e de Santa Teresa (lado da Epístola). Por fim, refira-se que, numa das últimas campanhas de remodelação do templo, o interior desta capela foi revestido por um silhar de azulejos de produção industrial, iguais aos que hoje se encontram na Igreja Matriz de Águas Belas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-3604194369756170938?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/3604194369756170938/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=3604194369756170938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3604194369756170938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3604194369756170938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/05/as-capelinhas-de-aguas-belas.html' title='As Capelinhas de Águas Belas'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/ShhDETgVdEI/AAAAAAAAAWE/sg9nZe2tuSI/s72-c/_DSC0008.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-8030548858920108113</id><published>2009-04-29T21:16:00.017+01:00</published><updated>2011-12-28T13:09:33.619Z</updated><title type='text'>Igreja de Nossa Senhora da Graça de Águas Belas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SghEBC8_yqI/AAAAAAAAARs/qkQ2yTFZda4/s1600-h/fachada+principal+1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334588543383620258" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SghEBC8_yqI/AAAAAAAAARs/qkQ2yTFZda4/s400/fachada+principal+1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Ao centro da povoação de Águas Belas ergue-se a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, antecedida pelo costumeiro adro no qual são realizadas as festas anuais em honra da padroeira.
De acordo com Paulo Alcobia Neves, o templo foi construído entre 1894 e 1897, sob o patrocínio do banqueiro Conde de Burnay, pois consta que este nobre precisava dos votos dos aguabelenses para ser eleito deputado, tendo então contribuído com 50% do numerário necessário para a construção da actual igreja. Esta viria a substituir o primitivo edifício religioso, que se localizava na sede da antiga Vila de Águas Belas, e que já em 1758 é citado pelo pároco José da Mota Ribeiro, possuindo por esta mesma altura cinco altares: um da Senhora da Graça; outro do Espírito Santo; outro de S. Bartolomeu e Almas; o quarto de Nossa Senhora do Rosário e o quinto de Jesus.
Do ponto de vista arquitectónico, a Igreja de Nossa Senhora da Graça apresenta-se como uma construção de carácter eclético, em que as marcas de inspiração clássica transparecem de forma tímida no arco de volta perfeita do portal principal. Possui planta longitudinal de nave única e cobertura em telhado de 2 águas, destacando-se do corpo central do templo dois volumes correspondentes às salas de sacristia que ladeiam a capela-mor. Na fachada principal foi adossada uma torre sineira, de marcada verticalidade, na qual se rasgam as linhas simples do portal principal, sendo todo este volume avançado em relação ao corpo central do edifício.



&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334587635866559058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SghDMOMEYlI/AAAAAAAAARk/AVMAob3MeFU/s400/interior.JPG" /&gt;Pelo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;interior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, e sobre a entrada principal, ergue-se um coro-alto, enquanto que do lado direito se desenvolve uma pequena câmara que funciona como baptistério, dotado da correspondente pia baptismal, provavelmente coetânea da época de construção do templo. O tecto do corpo central, bem como o da capela-mor, é madeirado em 3 planos, enquanto que o pavimento se encontra coberto por mosaico cerâmico. Por fim, acede-se ao altar-mor através de um arco cruzeiro de volta perfeita, alteado num lanço de três degraus.
O interior do templo é dotado de dois altares laterais, construídos em talha policromada, sendo o do lado do Evangelho dedicado a Nossa senhora do Rosário. Trata-se de uma belíssima imagem do séc. XVIII, de talhe erudito, e é muito provavelmente a ela que se refere o pároco José da Mota Ribeiro em 1758. Já do lado da Epístola, o altar é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, imagem de produção recente. O altar-mor, obra seiscentista, é proveniente da antiga igreja, e nele se encontra a padroeira: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Nossa Senhora da Graça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, imagem de porte eclético, a qual, coroada, ostenta na mão um ceptro, símbolo do seu poder, e segura nos braços o menino Salvator Mundi, igualmente coroado. É esta imagem ladeada por duas esculturas representativas de Santo António com o Menino e de S. Francisco de Assis. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334588897256084850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SghEVpOxFXI/AAAAAAAAAR0/JicGdTJp64M/s400/n.s.+da+gra%C3%A7a.JPG" /&gt;Na antecâmara do portal principal preservam-se, em nichos laterais, duas esculturas de pedra quinhentistas, provenientes da primitiva igreja, as quais ainda conservam vestígios de policromia. Representam S. Judas Tadeu (0.680m altura) e S. Bartolomeu (0.705m altura), cujo talhe rude e as proporções atarracadas denunciam a sua produção popular. Para além destas, conserva-se na sacristia um Sto. António (0.730m altura) do século XVI, esculpido em pedra, e igualmente resgatado ao templo anterior.
Do seu espólio ressalta ainda a magnífica custódia em prata dourada cinzelada, datada do século XVIII que, de acordo com Maria Emília Baptista, terá sido ofertada por uma piedosa fidalga do extinto Solar do Morgado de Águas Belas a qual, tendo-lhe morrido uma filhinha na flor da idade, resolveu fundir todo o seu ouro e assim mandar fazer esta preciosa peça. Para além da custódia, guardam-se várias peças de prata, de reduzido valor artístico, tais como uma cruz processional, os castiçais de uma banqueta, um cálice e várias jarras.
Por fim, deve ser referido que, numa das últimas campanhas de intervenção, foi aplicado às paredes interiores do templo um silhar de azulejos de produção industrial, que dificilmente se enquadra no esquema decorativo original. Apresenta o referido silhar uma altura de 8 azulejos, em tons de azul e branco, os quais se repetem de acordo com um módulo de 2X2/2 unidades. É o tapete azulejar delimitado por um friso no limite superior e por cercadura no limite inferior.
Conclua-se que o edifício está reabilitado e que recebe manutenção regular, pelo que, aparentemente, o estado de conservação do imóvel e do correspondente património integrado se encontra estabilizado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-8030548858920108113?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/8030548858920108113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=8030548858920108113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/8030548858920108113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/8030548858920108113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/igreja-de-nossa-senhora-da-graca-de.html' title='Igreja de Nossa Senhora da Graça de Águas Belas'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SghEBC8_yqI/AAAAAAAAARs/qkQ2yTFZda4/s72-c/fachada+principal+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6549496180210623565</id><published>2009-04-29T21:11:00.011+01:00</published><updated>2011-12-28T13:10:03.783Z</updated><title type='text'>A Arquitectura Religiosa Ferreirense</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgyYgSwHjDI/AAAAAAAAAVM/DfjIXq2Ca48/s1600-h/panor%C3%A2mica.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335807339084090418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgyYgSwHjDI/AAAAAAAAAVM/DfjIXq2Ca48/s400/panor%C3%A2mica.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;São Pedro de Castro, em Ferreira do Zêzere&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;Define-se por Templo o lugar no qual é consagrado culto a uma determinada entidade mística, expressa geralmente na forma de um ícone ou imagem sagrada que a representa. Dessa forma, e numa concepção teológica da realidade, os conceitos de templo, imagem e culto permanecem indissociáveis, não se bastando a si próprios.
Entre os fiéis, o templo é tido como “a Casa de Deus”, ou seja, a estrutura que acolhe a divindade e que, simultaneamente, exerce uma força securizante sobre a comunidade que para ela conflui, impedindo que esta se dissocie. Por essa razão, ocupa ainda um lugar central nos povoados rurais, definindo os ritmos sazonais próprios da sua existência pois, se o poder de integração da comunidade aldeã se exprime no modo como esta cuida das suas igrejas ou capelas, sempre que um determinado povoado ameaça desagregar-se o correspondente templo entra em igual trajectória decadente, chegando muitas das vezes à ruína.
Dado o forte pendor rural do Concelho de Ferreira do Zêzere, não admira que os exemplares de arquitectura religiosa sejam ainda bastante numerosos nesta região. Ao todo, foram contabilizados 89 edifícios religiosos, dos quais 45 ainda se mantêm ao culto, 29 se apresentam arruinados ou irremediavelmente perdidos e apenas 15 fazem parte de outros conjuntos edificados, incluindo-se neste último grupo as pequenas capelas de edificação particular que se dispersam um pouco por todo o Concelho. No total, a freguesia de Areias é a que denuncia maior número de templos (21), seguindo-se Beco (14), Ferreira do Zêzere (12), Chãos (11), Dornes (10), Paio Mendes (7), Águas Belas (6), Igreja Nova do Sobral (4) e Pias (4).
No que se refere aos templos funcionais, a generalidade dos edifícios religiosos incluídos neste grupo destaca-se do conjunto das habitações do povoado pela sua brancura e altivez, sendo a verticalidade do templo acentuada pela torre campanária que, muitas das vezes, se ergue adossada à fachada principal. Aí repousa o sino, cujo repicar é altamente mobilizador, ritmando não só o quotidiano, mas igualmente o tempo de vida de cada um, ao fazer-se ouvir por ocasião de um nascimento (baptizado), casamento ou morte. Ao nível da cobertura elevam-se ainda uma ou várias cruzes, algumas das quais se mantêm iluminadas durante toda a noite, a par de agitados cata-ventos.
Do ponto de vista estrutural, a maioria destes edifícios é constituída por paredes de alvenaria, rebocadas a cal e emolduradas por elementos de cantaria de natureza calcária; porém, recentemente têm vindo a ser reconstruídos a betão, total ou parcialmente, alguns destes templos. O traçado é geralmente simples, de linhas rectas e simétricas, que se desenvolvem a partir de um corpo central de planta longitudinal, destacando-se nos templos de menor dimensão o volume saliente da sala de sacristia que, pelo exterior, surge acoplada à capela-mor.
O interior, frequentemente pouco iluminado, apenas adquire maior riqueza nas igrejas paroquiais, local onde geralmente se concentra o património móvel e integrado mais importante da freguesia. Nestes casos, o requinte arquitectónico aprimora-se, multiplicando-se as arcarias e as capelas laterais com os seus ornatos, as formas escultóricas insinuantes ou os tons vibrantes da nossa pintura ou azulejaria, a par de outros tantos rigores decorativos. Porém, nos templos mais modestos, vence o despojamento decorativo, das naves reduzidas e pouco iluminadas, sem adornos, enquanto que na parede fronteira, que serve simultaneamente de capela-mor, repousa a imagem padroeira, por vezes recolhida num retábulo modesto ou, nos casos mais simples, num pequeno oratório.&lt;/div&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335807710603740642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgyY16xTheI/AAAAAAAAAVU/1x0QPy5Htxc/s400/DSC00827.JPG" /&gt; 
&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Interior da Capela de Nossa Senhora da Saúde, na Serra do Balas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;No que se refere aos templos disfuncionais, são incluídos neste grupo todos os edifícios religiosos arruinados, parcial ou totalmente desaparecidos e que, por essa mesma razão, já não mantêm a sua função cultual. Tal como já foi referido, foram contabilizados 29 edifícios nesta situação, faltando apurar a localização correcta de 14 templos, pelo simples facto de actualmente já não existirem quaisquer vestígios da sua estrutura.
Por fim, no terceiro e último grupo em que é possível classificar a arquitectura religiosa ferreirense, são incluídos todos os templos de edificação particular que, na generalidade dos casos, surgem na dependência de importantes quintas e/ou solares. Quando tal ocorre, o edifício religioso ocupa frequentemente parte da fachada principal do edifício habitacional, mas pode igualmente surgir como uma construção independente. Dos 15 templos contabilizados neste grupo, apenas 6 ainda conservam a sua função cultual, tendo sido mesmo reabilitados; os restantes, para além de já não servirem ao culto, encontram-se por vezes arruinados e os seus espólios deslocados. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6549496180210623565?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6549496180210623565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6549496180210623565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6549496180210623565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6549496180210623565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/arquitectura-religiosa-ferreirense.html' title='A Arquitectura Religiosa Ferreirense'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgyYgSwHjDI/AAAAAAAAAVM/DfjIXq2Ca48/s72-c/panor%C3%A2mica.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-9156688382377552603</id><published>2009-04-29T21:03:00.015+01:00</published><updated>2011-12-28T13:10:54.249Z</updated><title type='text'>As Procissões e as Romarias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgjB7i6NgcI/AAAAAAAAAU8/dziz_jO9l1Q/s1600-h/_DSC0059.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334726987347755458" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgjB7i6NgcI/AAAAAAAAAU8/dziz_jO9l1Q/s400/_DSC0059.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Procissão em honra de Nossa Senhora da Conceição, no lugar da Ereira, Paio Mendes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;O cortejo religioso, consagrado na forma de procissão ou romaria, encontra-se intimamente associado ao culto particular de uma imagem e pode revestir inúmeras particularidades na forma como é concebido. Característica comum é o facto de se dirigir a uma entidade mística, podendo-se afirmar que, a partir do momento em que se desenvolveu, na Antiga Lusitânia Ibéria, uma prática iconolatra, terão surgido as primeiras deambulações sagradas.
Este costume ter-se-á mantido ao longo dos séculos, intensificando-se na Idade Média já sob a égide do Cristianismo, assumindo o cortejo religioso um carácter expiatório, através do qual se procuravam banir as doenças, epidemias e enfermidades várias, sempre que estas ameaçavam um determinado povoado. Eram as designadas “procissões de penitência”, de que é exemplo a célebre “procissão dos passos”, realizada anualmente no dia de Sexta-feira Santa.
De acordo com o P.e Miguel de Oliveira, esta prática religiosa, que chegou aos nossos dias, foi primeiramente instituída em Lisboa na segunda metade do século XVI, tendo-se expandido a partir daí a todo o Reino. De facto, todas as igrejas paroquiais do Concelho de Ferreira do Zêzere conservam o seu Senhor dos Passos, imagem de roca geralmente de grandes dimensões, vestida com um manto púrpura cingido por cordão e cuja cabeça é recoberta por uma farta cabeleira de fios verdadeiro. O efeito cénico/dramático é uma das principais características desta procissão, que é reforçada pelo carácter realista que transmite a própria imagem: Cristo, coroado de espinhos e no extremo das suas forças, transporta a cruz com que irá ser crucificado; o joelho em terra, o corpo coberto de chagas e a cara martirizada e lívida contribuem para acentuar a imagem do martírio e sofrimento de Jesus.
Para além da Procissão dos Passos, muitas das povoações ferreirenses comemoram o dia do seu santo padroeiro pelo menos uma vez por ano, data que é assinalada, sempre que a disponibilidade monetária o permite, por festejos que se prolongam durante um ou mais dias. A animação desenvolve-se geralmente em torno do templo, por vezes em estruturas especialmente construídas para o efeito, revertendo as receitas em benefício de obras sociais paroquiais. O momento mais importante da celebração é a missa em louvor do santo, continuada pela respectiva procissão: a imagem sai então do altar para cima do andor e, seguida pelo pároco, pelos populares e pela banda filarmónica que toca a marcha solene, percorre um determinado percurso que culmina no templo.
Porém, existem certos cortejos religiosos que se caracterizam pela concentração de populares que reúnem, a maior parte dos quais proveniente de diferentes povoações, vizinhas ou distantes, mas que prestam culto a uma mesma imagem sagrada. A estes cortejos convencionou-se dar o nome de “romarias” (etimologicamente, “ir a Roma”, a procissão mais antiga) e, ao templo para o qual confluem, “santuários”.
A principal finalidade de qualquer romaria é o pagamento de uma promessa colectiva, sendo o seu cumprimento concretizado através da própria deslocação dos fiéis em direcção ao respectivo santuário, que assim se manifesta como um verdadeiro pólo de atracção que é preciso vencer, muitas das através de um caminho sinuoso, extenuante e quase inacessível.
Em Ferreira do Zêzere, apenas a Igreja de Nossa Senhora do Pranto de Dornes é considerada lugar de santuário, ao qual afluem anualmente vários “círios”, isto é, grupos de romagens compostas pelos habitantes de várias povoações e que visitam o templo em colectivo. De acordo com José Leite de Vasconcelos, a designação de círios (aplicada a romagens do mesmo tipo em outros santuários da Estremadura) deve-se ao facto de, inicialmente, e ainda no começo do século XX, cada grupo de romeiros transportar o resíduo do círio pascal que ardera durante a Semana Santa na igreja paroquial da respectiva povoação. De facto, na sacristia da Igreja de Nossa Senhora do Pranto de Dornes, ainda se conservam, guardados nas respectivas caixas de madeira mas deficientemente identificados e datados, os círios de algumas das povoações que participam nesta romaria.
&lt;/div&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335808705632917666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgyZv1iv2KI/AAAAAAAAAVc/2xu7EgKRBpg/s400/altar-mor.JPG" /&gt; 
&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Altar-mor da Igreja de Nossa Senhora do Pranto, em Dornes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Na documentação antiga relacionada com o Concelho Ferreira do Zêzere, surgem algumas anotações referentes às romarias a Nossa Senhora do Pranto, de que são exemplo os apontamentos de Frei Agostinho de Santa Maria no seu Santuário Mariano (1712): «Tornando pois à historia da Senhora de Dornes ou do Pranto, como hoje he invocada, a primeyra igreja, que edificou Guilherme de Pavia por mandado da Santa Rainha, serve hoje de capella mór ao templo, que depois se lhe edificou. Porque pelos annos de 1453, reynando em Portugal El-Rey D. Affonso o V, sendo commendador daquela commenda Gonçalo de Sousa &amp;amp; vendo a pequenez daquella casa, levado do zelo da honra de Nossa Senhora se resolveo a crescentarlha mais, para que tambem pudessem caber nella os muytos que continuamente vinhão a venerar aquella sagrada imagem da Senhora. (…) Ha naquella casa alguns quarenta cirios de varias Irmandades de differente terras &amp;amp; alguns delles de cera fina, &amp;amp; o mais tem a dez &amp;amp; a quinze arrobas de pezo cada hum. Cada huma destas terras vem todos os annos em solenne procissão àquella Senhora, aonde lhe fazem festa com missa &amp;amp; sermão, &amp;amp; deixão grandes offertas».
Actualmente, os círios de Dornes concretizam-se entre a Segunda-Feira de Pascoela e o 3º Domingo de Setembro, sendo o cortejo religioso organizado do seguinte modo: na manhã do dia estipulado, os romeiros concentram-se na igreja paroquial da sua povoação. Aí, o pároco celebra uma missa e, em seguida, os participantes iniciam, em ritmo lento, a viagem em direcção a Dornes. À frente, junto do pároco, vai o pendão (geralmente com a imagem da Senhora do Pranto e o nome da freguesia bordado) erguido por um dos organizadores do círio. A cerca de 2 quilómetros de Dornes, ao longo da estrada que se desenvolve do Casal da Mata até ao Santuário de Nossa Senhora do Pranto, inicia-se a Via-Sacra, formada por 14 cruzeiro de pedra, o penúltimo dos quais se ergue à entrada da Vila. Junto de cada uma das estações as pessoas param para rezar, ritual que faz parte do cumprimento da promessa. Chegados à Igreja de Nossa Senhora do Pranto, é realizada uma missa campal no adro do templo, finda a qual os devotos permanecem no interior da igreja rezando e cumprindo votos particulares.
Por fim, refira-se que, para além de Dornes, também a Capela de São Pedro de Castro constituiu, no passado, um verdadeiro local de santuário, mas actualmente as antigas romarias já não se concretizam. A estes cortejos se referem as Memórias Paroquiais do Padre Luís Cardoso: «S. Pedro de Castro, era hum oiteyro junto do Rio Zezere que administra o fabricario e a provem com esmolas que lhe dam os romeyros que a esta concorrem. (…) A ermida de S. Pedro nos tempos passados acolhia muitas romagens por todo o anno, mas principalmente em dia do seu santo, em dia de S. Miguel e em dia de Todos os Santos». &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-9156688382377552603?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/9156688382377552603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=9156688382377552603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/9156688382377552603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/9156688382377552603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/as-procissoes-e-as-romarias.html' title='As Procissões e as Romarias'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgjB7i6NgcI/AAAAAAAAAU8/dziz_jO9l1Q/s72-c/_DSC0059.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6633833502608792675</id><published>2009-04-29T20:59:00.013+01:00</published><updated>2011-12-28T13:11:36.021Z</updated><title type='text'>O Culto das Imagens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi_g-CoL2I/AAAAAAAAAUk/_83BIG2545Q/s1600-h/ex-voto.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334724331751092066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi_g-CoL2I/AAAAAAAAAUk/_83BIG2545Q/s400/ex-voto.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Ex-voto, existente na Capela de São Pedro de Castro, em Ferreira do Zêzere&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;O Culto das Imagens remonta, na Península Ibérica, ao tempo da antiga Lusitânia quando, por influência celta e cartaginesa, se adoravam certas divindades protectoras, associadas aos elementos naturais e às quais eram atribuídas determinadas virtudes. Com a romanização e, mais tarde, com a propagação do Cristianismo, muitas dessas divindades pagãs manter-se-iam sob a égide de outras entidades ao ponto de, actualmente, permanecerem certas reminiscências ancestrais nas manifestações religiosas populares, de que são exemplo o culto dos Santos e, em particular, de Maria.
Essa afinidade entre os ritos gentílicos e a liturgia católica reside, precisamente, no carácter simbólico da imagem venerada. Isto porque, independentemente da sua representação física, um santo é sempre um símbolo do sagrado, que encerra todo um conjunto de valores ético-sociais nos quais a comunidade se revê e que, por essa razão, a ele recorre de forma a assegurar a sua protecção divina. Por sua vez, tal carácter místico deriva, não só, das narrativas eclesiásticas que se lhe encontram associadas, mas advém igualmente dos mitos peculiares que frequentemente se geram em torno de uma imagem sagrada e que, de geração em geração, vão sendo transmitidos, em narrativas que se encontram para além dos limites da história factual.
No domínio da religião popular e, em particular, no Concelho de Ferreira do Zêzere, são frequentes as lendas que relatam os acontecimentos fantásticos operados por invocação de um determinado santo, e que geralmente se relacionam com o surgimento do povoado ou da respectiva capela onde este é cultuado. Tal é o exemplo da imagem de Nossa Senhora do Pranto, cujo aparecimento justificaria o desenvolvimento da Vila e da Igreja de Dornes naquele mesmo lugar, ou da imagem de Nossa Senhora da Graça, que surgiu no morro onde a respectiva igreja de Areias viria a ser construída. Estas narrativas foram registadas por Frei Agostinho de Santa Maria no seu Santuário Mariano mas, por serem demasiado extensas, não as vou aqui transcrever, referindo apenas que, para além destas duas imagens, o religioso se reporta aos inúmeros milagres testemunhados por invocação de Nossa Senhora da Orada (N.S.ª da Orada; F. de Beco) e de Nossa Senhora da Encarnação (Cumes; F. de Chãos), descrevendo com igual paixão a Igreja de São Luís das Pias ou a Capela de Nossa Senhora do Desterro (Alqueidão; F. de Pias).
Por sua vez, José Leite de Vasconcelos, na sua Excursão Extremenha de Tomar a Dornes (1895), reporta-se a um interessante costume religioso, em tempos praticado na Capela de São Saturnino, pequeno ermitério situado na Serra da Guimareira, na Freguesia de Areias: “ouvi falar de quem está doente de sezões (?) rouba três telhas a qualquer casa, e vai pô-las ao pé do Santo [São Saturnino], cuidando que sara; chamam-lhe por isso o ladrão das telhas. É preciso que as telhas sejam furtadas, e sem o dono saber; se este souber, ou se as telhas forem dadas ao doente, o rito de nada serve”.
De facto, devido ao seu carácter virtuoso, a generalidade dos santos é invocada por motivo de doença, actuando a imagem como intercessora da fé ou esperança do crente na cura do mal. O pedido de auxílio é geralmente reforçado por meio de um objecto simbólico – muitas das vezes um molde de cera da parte do corpo afectada pela doença – e por um papel escrito – o “requerimento” – no qual é mencionado aquilo que se deseja. Simultaneamente, o crente compromete-se a oferecer um determinado rito, objecto ou soma de dinheiro caso o seu pedido venha a ser atendido e, se a cura vier a ser processada, é necessário fazer cumprir a promessa, entregando à imagem o que lhe foi prometido. Aos objectos assim oferecidos convencionou dar-se o nome de Ex-votos, expressão latina cuja fórmula completa (Ex voto donatorum) significa “dado na sequência de um voto”.
Relativamente a este costume religioso, mencione-se que, a partir do século XVII, se desenvolveu o hábito de representar, em tabuinhas pintadas, a história da doença e da sua cura. Nestas pequenas composições, geralmente depositadas junto do altar da imagem a que se pediu auxílio ou na sala de sacristia, surgem representados o doente, deitado e rodeado por médicos ou familiares, e o santo, pairando nos ares, ao mesmo tempo que um texto explica a quem se referem as personagens. Tal é o exemplo das sete tabuinhas pintadas, existentes na Capela de São Pedro de Castro, em Ferreira do Zêzere. Os registos são alusivos a milagres operados pelo Santo entre os séculos XVII e XIX, sabendo que em algumas destas peças a mancha pictórica já quase desapareceu por completo. Para além destes ex-votos, existem ainda, na mesma capela, três gravuras muito interessantes onde S. Pedro é representado.
&lt;/div&gt;


&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334725307642304306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgjAZxhOVzI/AAAAAAAAAU0/HXiZZaQmc6Q/s400/nossa+senhora+da+purifica%C3%A7%C3%A3o.JPG" /&gt; 
&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Nossa Senhora das Candeias, no lugar do Mourelinho, Igreja Nova do Sobral
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;No que se refere ao culto particular de Maria, diga-se que esta representação sagrada não corresponde necessariamente à Virgem Maria, Mãe de Jesus, mas simplesmente a Nossa Senhora, designação associada a um determinado nome, lenda ou escultura, através da qual se manifesta um poder particular, independente da personagem católica que representa. Assim sendo, a cada Senhora está relacionada uma determinada virtude, definidora do nome do orago, até porque, tipologicamente, todas as imagens são semelhantes entre si. As Senhoras populares, de que são exemplo os cultos da Senhora da Saúde (Pereiro; F. de Areias), Senhora da Luz (Vila Verde; F. de Areias) ou Senhora das Candeias (Mourelinho; F. de Igreja Nova do Sobral), praticados no Concelho de Ferreira do Zêzere, aparecem repetidamente representadas com faces sorridentes, emolduradas por fartas e belas cabeleiras, e transportando nos braços um menino. As suas vestes são amplas, de verdadeiro tecido ou esculpidas no material de suporte da imagem, o que contribui para lhe conferir um perfil triangular.
Originalmente, o culto de Maria encontra-se associado ao valor da Natalidade, sobretudo nas imagens da Senhora do Ó ou da Expectação (Sobral; F. de Igreja Nova do Sobral), representada com o ventre proeminente e invocada durante a gravidez, e da Senhora do Leite (Igreja Matriz do Beco), representada com um seio descoberto e invocada durante o aleitamento. Porém, a Senhora é também invocada em momentos de tristeza, recorrendo os fiéis a cultos específicos de forma a expiar a sua agonia. Uma dessas representações é a da Senhora do Pranto, Piedade ou das Dores (Igreja Matriz de Dornes), culto incrementado na sociedade portuguesa renascentista e dirigido à imagem de Maria com o Filho morto sobre os joelhos.
A partir do século XVII, o culto Mariano conheceu grande projecção, multiplicando-se as representações de Nossa Senhora alusivas aos mais diferentes episódios da vida da Virgem Maria, ao mesmo tempo que se desenvolvem diversos cultos litúrgicos, cujo mais importante é o da Imaculada Conceição. Em Ferreira do Zêzere, a par desta liturgia (Capela de N. Sr.ª da Conceição, Ereira, Paio Mendes), mantêm-se os cultos de Nossa Senhora da Graça (Igreja Matriz de Águas Belas e de Areias), Nossa Senhora da Encarnação (Cumes; F. de Chãos) e de Nossa Senhora da Purificação (Frazoeira; F. de Dornes). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6633833502608792675?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6633833502608792675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6633833502608792675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6633833502608792675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6633833502608792675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/o-culto-das-imagens.html' title='O Culto das Imagens'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi_g-CoL2I/AAAAAAAAAUk/_83BIG2545Q/s72-c/ex-voto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-5090889439432552426</id><published>2009-04-29T20:55:00.011+01:00</published><updated>2011-12-28T13:12:07.014Z</updated><title type='text'>Os Pelourinhos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi-nMMIQwI/AAAAAAAAAUc/jjNPqszkwrg/s1600-h/_DSC0008.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334723339116626690" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi-nMMIQwI/AAAAAAAAAUc/jjNPqszkwrg/s400/_DSC0008.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;strong&gt;Pelourinho de Águas Belas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; 
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Em qualquer povoado, existe sempre um lugar central onde decorrem os eventos essenciais da vida comunitária e é aí que geralmente se localiza o principal equipamento rural. A igreja paroquial, a capela, o pelourinho, a fonte e o busto de um ou outro benemérito, são geralmente erigidos no centro da povoação, definido pelo respectivo largo. Aí se reúnem os aldeãos nos dias de mercado, de feira ou de festa dedicada ao santo patrono, datas que se revestem de um carácter excepcional em relação à rotina quotidiana.
Tal como já tive a oportunidade de referir em crónicas anteriores, os cruzeiros, alminhas, fontes e pequenos templos de expressão rústica multiplicam-se um pouco por todo o concelho de Ferreira do Zêzere, muitas das vezes fruto da iniciativa popular. Tal dispersão deve-se ao tipo de povoamento próprio da região, em que os núcleos populacionais se sucedem numa continuidade pouco definida, pelo que, apenas para as sedes de freguesia do concelho, se pode falar da existência de um autêntico lugar central, ou seja, de um largo comunitário verdadeiramente assumido.
Aí, o largo tende a confundir-se com o adro, ou seja, com o espaço amplo que se desenvolve imediatamente em torno da igreja matriz e que é ocupado pelas supracitadas actividades de expressão comunitária. É esse o resultado do carácter agregante do templo sobre a comunidade, e que se corporiza igualmente na edificação dos mais distintos monumentos de expressão e necessidade públicas, de que são exemplo os pelourinhos.
Um Pelourinho define um marco jurisdicional, geralmente colocado em lugar público, por ser aí exercida a justiça local. Por esta mesma razão, encontra-se associado aos mecanismos de administração territorial, surgindo junto da câmara, tribunal, cadeia ou forca, quando não se confundia com esta última.
Tal era o caso do hoje extinto pelourinho da Vila de Ferreira do Zêzere, o qual, segundo António Baião, foi instituído em 1513, a pedido de El-Rei D. Manuel I, junto da forca da mesma vila. Mais tarde, por volta de 1765, o monumento seria transferido para o lugar de Santo António, próximo do antigo edifício dos Paços do Concelho.
Também o pelourinho de Pias foi erigido junto das casas da câmara e da cadeia, na praça da antiga vila, onde ainda hoje aí se encontra. De acordo com Carvalho da Costa, Pias foi convertida em vila por carta de D. João III, datada de 25 de Fevereiro de 1534, pelo que o respectivo pelourinho deverá ter sido instituído sensivelmente nesta altura. A este monumento se refere o Dr. Pedro Álvares, no seu Tombo da Mesa Mestral, do seguinte modo: «[este pelourinho] é de uma coluna alta de pedra com sua vasa e degraus de pedraria e por cimalha uma figura de homem.» &lt;/div&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334722946296563570" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi-QU0hx3I/AAAAAAAAAUU/HOb_01G9Y14/s400/pelourinho+1.JPG" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Pelourinho das Pias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; 
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;De facto, o pelourinho de Pias trata-se de uma obra talhada em pedra calcária, elevada sobre um pódio de três degraus, sendo o fuste, cilíndrico e liso, rematado por um capitel compósito, no qual se parece ainda vislumbrar, esculpida na cantaria, a tal figurinha de homem a que alude o Dr. Pedro Alvares. Porém, a cantaria deste monumento apresenta-se bastante erodida devido à acção dos agentes atmosféricos e às vicissitudes do tempo, pelo que grande parte da informação escultórica da cimalha se encontra desgastada, tendo perdido muito do seu pormenor. Por sua vez, no pódio detectam-se várias zonas de fractura.
Mas, na região ferreirense, para além do pelourinho de Ferreira do Zêzere e de Pias, foi igualmente erigido um outro, no antigo Morgado de Águas Belas, junto à quinta dos senhores destas terras. De acordo com António Baião, Águas Belas foi convertida em morgado a 6 de Dezembro de 1356, tendo então recebido esta herdade Rodrigo Álvares de Pereira, irmão consanguíneo de D. Nuno Álvares de Pereira e filho de D. Álvaro Gonçalves de Pereira, com todas as suas dependências, senhorio, couto, honra, jurisdição e padroado da igreja de Nossa Senhora.
Não se sabe ao certo quando terá sido instituído o correspondente pelourinho, mas este ostenta ainda no fuste cilíndrico o brasão de armas dos Pereiras, com a sua cruz de Calatrava no escudo, sobrepujado de coroa aberta. O monumento, que se eleva sobre um pódio de três degraus, talhado em pedra calcária, é rematado em ábaco, a que se sobrepõe uma semiesfera de talhe muito grosseiro. A cantaria encontra-se enegrecida, não só devido à acção dos agentes atmosféricos, mas igualmente em virtude da deposição de poeiras e fuligens várias, resultantes do tráfego automóvel que circula na estrada alcatroada que passa junto ao pelourinho. Por fim, registam-se ainda sobre a superfície pétrea fenómenos de colonização biológica, onde os líquenes são os principais agentes colonizadores. Não obstante, o monumento e correspondente enquadramento foram reabilitados no decurso de um conjunto de intervenções camarárias, desenvolvidas por volta de 1980.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-5090889439432552426?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/5090889439432552426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=5090889439432552426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/5090889439432552426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/5090889439432552426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/os-pelourinhos.html' title='Os Pelourinhos'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi-nMMIQwI/AAAAAAAAAUc/jjNPqszkwrg/s72-c/_DSC0008.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6803794341614455155</id><published>2009-04-29T20:52:00.011+01:00</published><updated>2011-12-28T13:14:42.052Z</updated><title type='text'>As Fontes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi793VwHqI/AAAAAAAAAT8/SPT2YtkieXE/s1600-h/fonte+1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334720430121950882" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi793VwHqI/AAAAAAAAAT8/SPT2YtkieXE/s400/fonte+1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Fonte do "Milagre das Bilhas", nas Pias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Factor da maior importância na génese dos primeiros núcleos de povoamento rural, desde sempre que a água se assumiu como um elemento precioso na vida da comunidade aldeã, cumprindo diferentes funções. Em primeiro lugar, a água é utilizada para dessedentar os homens e os gados, sendo por isso comum a multiplicação de Fontes ao longo das bermas dos caminhos que orlam e atravessam os vários povoados do Concelho de Ferreira do Zêzere.
A principal finalidade de qualquer fonte comunitária é a de facilitar o provimento, recolha e utilização da água, quando esta não se encontra disponível de outro modo. Directamente abastecidas a partir de nascentes naturais, as estruturas fontanárias eram inicialmente muito simples, resumindo-se praticamente às fontes de chafurdo ou fontelas. Partindo da nascente, o pequeno curso de água crescia e, por entre vales e serranias, dava origem a ribeiras de caudal mais ou menos significativo, de acordo com o ritmo sazonal que lhe era imposto. Da sua presença dependia a irrigação das terras de cultivo, sendo a água um sustentáculo indispensável à vistosa policultura que caracteriza a região ferreirense, hidrograficamente rica.
Mas as fontes mais importantes eram, sem dúvida, aquelas cujas águas encerravam propriedades curativas e milagrosas. Em 1712, Frei Agostinho de Santa Maria, no seu Santuário Mariano, referia-se à Fonte do Casal dos Nabos, localizada perto da Ermida de Nossa Senhora da Orada, na Freguesia do Beco: “He tradição tambem antiga que entre esta ermida da Senhora [Ermida de Nossa Senhora da Orada] &amp;amp; hum casal, a que dão o nome do Casal dos Nabos, ha huma fonte, da qual em algum tempo correo della azeyte. E referem que huma mulher virtuosa &amp;amp; muyto devota da Senhora, em neccesidade que padecia, tirára daquella fonte varias vezes azeyte, o qual repartido por varias partes obrára Deos com elle grandes milagres &amp;amp; maravilhas, como foy em hum homem, o qual tinha hum cancro em os peytos cousa muyto disforme, &amp;amp; que untando se com este milagroso azeyte lhe cahira ou se secára &amp;amp; que ficára são e sem lesão alguma. E referem pessoas de supposição &amp;amp; fidedignas, que hum Dom Prior de Thomar tendo noticia das grandes maravilhas que com o azeyte da Senhora se obrava, fora com muyta gente nobre da mesma Villa de Thomar a ver aquella maravilha da fonte.”
Por sua vez, o Dicionário Corográfico de Pinho Leal (1873-1882), cita algumas passagens do Aquilégio Medicinal, relativamente a certas fontes e poços do Concelho de Ferreira do Zêzere: “Há na vila das Pias uma fonte chamada do Arco de Vila Verde, que lança grandíssima abundância de água, tão delgada, que gasta as pedras dos seus ductos e é de excelente virtude para os achaques de pedra e areia. A que chamam do Alqueidão de Vila Verde é muito leve e delgada, e de grande virtude para os achaques de pedras e areias, segundo a voz comum e a observação dos médicos. O poço no caminho de Jamprestes para os Pinheiros (...) cuja água sara admiravelmente as chagas da boca, tomando bochechas dela. O poço a que chamam da Silveira, cuja água tem tal virtude em fazer lançar as sanguessugas da garganta, que bebendo-a os gados em que elas têm entrado, logo as faz cair”.
Esta tendência para sacralizar a água manteve até aos dias de hoje e, em Ferreira do Zêzere, várias são as fontes em que foi afixado um painel azulejar alusivo a um determinado santo protector. Citem-se, a título de exemplo, as fontes de: Sto. António (Areias), S. Pedro (Cidral), S. João (Farroeira), S. Pedro (Farroeira), S. João Baptista (Pereiro) – na Freguesia de Areias –; São Silvestre (Portinha, Freguesia de Ferreira do Zêzere); Nossa Senhora de Fátima (Igreja Nova do Sobral); Milagre das Bilhas (Pias).
A grande maioria das fontes actualmente existentes no Concelho, foi construída durante a primeira metade do século XX, tendo já contabilizado um total de 41 destes elementos. Do ponto de vista arquitectónico, as estruturas fontanárias tratam-se de equipamentos comunitários muito simples, constituídos por edículas geralmente isoladas ou, por vezes, adossadas a muros ou paredes de uma outra construção. O sistema hidráulico que encerram é igualmente elementar, derivando nalguns casos do abastecimento directo de nascentes naturais, sendo o provimento de água efectuado a partir de uma bica. Na maioria das fontes, o jorro é projectado para uma pia, mas existem algumas estruturas dotadas de lavadouro, elemento que desempenhava importantes funções de higiene e limpeza públicas, pois era aí que as mulheres se deslocavam a fim de lavar a roupa da semana, quando não o podiam fazer no rio. Em Ferreira do Zêzere existem ainda vários lavadouros públicos, que hoje em dia raramente são utilizados e que se encontram, nalguns casos, arruinados. Citem-se, a título de exemplo, os tanques de lavagem do Cidral, Farroeira, Menexas, Pereiro, Telhadas, Vila Verde (todos eles na Freguesia de Areias), Salgueiral (em Ferreira do Zêzere) e Paio Mendes. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334721962185559074" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi9XCuLjCI/AAAAAAAAAUM/PNa3COAIIgQ/s400/_DSC0024.JPG" /&gt; &lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tanque de lavagem do Salgueiral, em Ferreira do Zêzere&lt;/strong&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Por fim, refira-se que a maioria das estruturas fontanárias foi construída com o apoio camarário ou das juntas de freguesia locais, como o comprovam as epígrafes que, por vezes, são justapostas à edícula, e nas quais surge registado o ano de construção da fonte:
Fonte do Casal da Farroeira (Areias): “1939. Fonte do Casal da Farroeira, feita pela Câmara Municipal, com a comparticipação do Estado e pelo Povo do Lugar”
Fonte de S. Pedro, Farroeira (Areias): “Fonte Pública da Farroeira. Reconstruída P Povo, Câmara e J. F. Areias. 1992.”
Fonte das Meneixas (Areias): “Fonte das Meneixas. CMFZ em 29/8/1943”
Fonte da Vitória, Pereiro (Areias): “Fonte da Vitória. 2/7/1935. Reconstruída CMFZ Junta de Freguesia 1992”
Fonte do Vale da Cabrieira (Areias): “Fonte do Vale da Cabrieira. Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e Junta da Freguesia do Beco. 21 de Novembro de 1937”
Fonte das Telhadas (Areias): “1938. Fonte das Telhadas de Ferreira do Zêzere”
Fonte do Tojal (Areias): “1937. Fonte do Tojal. Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e Junta de Freguesia de Areias.”
Lavadouro de Ferreira do Zêzere: “C.M. 1930 F.Z.” &lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334721552110674610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi8_LEtYrI/AAAAAAAAAUE/pTY0NTN4TMM/s400/e3_Zezere_32.JPG" /&gt; &lt;span style="color:#999900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Chafariz da Praça Dias Ferreira, na Vila de Ferreira do Zêzere&lt;/strong&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;No entanto, a construção de um fontanário pode igualmente dever-se à acção de um benemérito ou estar associada a um determinado acontecimento importante para a comunidade:
Fonte do Pelourinho (Águas Belas): “1940. Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere. Antiga povoação doada em 1190 por el-rei D. Sancho I a Pedro Ferreira o fundador da vila de Ferreira do Zêzere e em 6 de Setembro de 1356 instituída em morgado na pessoa de D. Rodrigo Alvares Pereira irmão de D. Nuno Álvares Pereira cujos descendentes conservaram o seu senhorio até 29 de Dezembro de 1785 e sede da antiga vila e termo de Águas Belas. Sic Tran Sit Gloria Mundi!”
Fonte da Igreja de Dornes: “Dos paroquianos de Dornes como prova de gratidão no décimo aniversário de presença e serviço entre nós do pároco padre Artur Mendonça das Neves. Dornes 12 de Outubro de 1988.”
Chafariz da Praça Dias Ferreira (Ferreira do Zêzere): “Oferecida por Maria Dias Ferreira da Silva em memória de seu pae Joaquim Dias Ferreira MCMXLVI”
Fonte do Salgueiral (Ferreira do Zêzere): “1937. Fonte e Lavadouro do Salgueiral. Construídos por iniciativa e à custa dos beneméritos Ex.mos S.es D. Joaquina Costa Dias Ferreira e seu marido Manuel António Dias Ferreira “
Fonte de N. Sr.ª de Fátima (Igreja Nova do Sobral): “Igreja Nova 8/7/1973. Viandante, ao beberes desta água, irmana-te na gratidão dos igrejanovenses aos doadores do terreno onde se fez a sua exploração, Sr. Marcelino Antunes Sebastião e sua esposa D. Brigite da Conceição Sebastião.”
Fonte do Milagre das Bilhas (Pias): “CMFZ. Por iniciativa de José Batista e subsídio da casa de Ferreira do Zêzere em Lisboa foi oferecido este fontanário. Pias 1959. Arqtº Marciano Baptista Rodrigues.”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6803794341614455155?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6803794341614455155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6803794341614455155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6803794341614455155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6803794341614455155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/as-fontes.html' title='As Fontes'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi793VwHqI/AAAAAAAAAT8/SPT2YtkieXE/s72-c/fonte+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-3620511837131628591</id><published>2009-04-29T20:45:00.012+01:00</published><updated>2011-12-28T13:15:10.494Z</updated><title type='text'>Cruzeiros e Alminhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi6UScfnzI/AAAAAAAAATs/nyvA0lEPdbQ/s1600-h/3a.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334718616331853618" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi6UScfnzI/AAAAAAAAATs/nyvA0lEPdbQ/s400/3a.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt; Um dos cruzeiros da Via Sacra de Dornes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Os costumes religiosos são ainda bastante influentes no concelho de Ferreira do Zêzere, advindo este carácter da forte ruralidade concelhia, que marca igualmente o receio com que as comunidades locais encaram os estranhos e tudo aquilo que para elas é novo. De facto, para o aldeão o desconhecido provém sempre do exterior, que ameaça, com todos os seus perigos, o pequeno povoado. Como forma de defesa, a comunidade fecha-se sobre si mesma e cria, no seu interior, um espaço seguro. É essa a origem dos vários cruzeiros e “alminhas” que se erguem na berma dos caminhos, construções de forte carácter simbólico que orlam a passagem dos viandantes, sugerindo a totalidade do espaço segurizante da comunidade.
Para José Leite de Vasconcelos, esta preocupação para com a protecção mística dos viandantes remonta à época romana. Era então costume erigir nas bermas dos caminhos uma aedicula ou uma ara em honra dos lares compitales, divindades que, em algumas inscrições, se chamam de Bivii, Trivii ou Quadrivii, consoante o número de vias convergentes num determinado local. Desta tradição devem ter derivado os Cruzeiros e, posteriormente, os pequenos monumentos de concepção popular a que se convencionou dar o nome de Alminhas.
Na região de Ferreira do Zêzere, existe um sólido conjunto de catorze Cruzeiros, constituintes da Via Sacra que se desenvolve desde o Casal da Mata até Dornes, terminando junto da escadaria da igreja de Nossa Senhora do Pranto.
Do ponto de vista arquitectónico, cada cruzeiro é constituído por um pódio de três degraus, sobre o qual se eleva uma base quadrangular, em cuja face frontal foi aplicado um painel azulejar referente a cada um dos passos da Paixão de Cristo. O revestimento azulejar é executado nos tons de azul e branco, num total de trinta unidades por painel. Sobre esta base, eleva-se uma cruz de Cristo, a uma altura de cerca de 4 metros, medindo a partir do nível do solo.
Junto ao primeiro cruzeiro, duas epígrafes marcam o início da deambulação. A primeira alude ao ofertante: Esta via sacra foi oferecida ao santuário de Nossa Senhora do Pranto pelo Exmo. Senhor Durval do Rosário Marcelino e esposa. Eterna gratidão da paróquia de Dornes. Já a segunda mistifica o carácter sagrado do referido percurso: Pára e pensa. As 14 cruzes que vais visitar lembram-te o maior acto da história da humanidade. Um Deus-Homem morreu por ti.
De facto, as catorze estações da Via Sacra representam os episódios mais marcantes da Paixão e Morte de Cristo. A tradição, de origem franciscana, reproduz a Via Dolorosa, ou seja, o percurso feito por Jesus em Jerusalém, desde o tribunal de Pilatos até ao Calvário. Este culto foi criado no século XV, tendo recebido modificações sucessivas até ao estabelecimento da sua forma final, fixada pelos papas Bento XIV e Clemente XII, entre 1731 e 1742.
Em Portugal, a devoção da Via Sacra foi instituída na segunda metade do século XVI e, ainda hoje, o ritual consiste em percorrer, assim como Jesus, as catorze estações que recriam os momentos da Paixão, parando em cada uma delas para meditar e rezar.
No que se refere ao Culto das Almas e do Purgatório, este foi aceite pelo Papado desde o princípio da Cristandade, mas a sua existência apenas foi decretada a partir do II Concílio de Lião (1274). Durante os séculos XIV e XV o culto é reforçado e, apesar da contestação Protestante operada na centúria seguinte, o Concílio de Trento (1545-1563) vem a reafirmar a existência do Purgatório. Pouco tempo depois é criada a Confraria das Almas, órgão espiritual que chegou a Portugal em meados do século XVII. A pouca repercussão do Protestantismo no Reino levaria a que o Culto das Almas tivesse grande aceitação e popularidade entre os portugueses, propagando-se rapidamente.

&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334718991335065330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi6qHcOhvI/AAAAAAAAAT0/7EQAkP-8joU/s400/e2_Sobral_08.JPG" /&gt; 
&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;"Alminha" existente na Igreja Nova do Sobral&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Neste contexto, surgiram as primeiras “alminhas”, monumentos de expressão artística popular, mandados erigir na sequência de um voto ou de determinado acontecimento, como relatam as epígrafes que, por vezes, lhe são justapostas. As “alminhas” são geralmente constituídas por um nicho – que encerra uma imagem de vulto ou um painel azulejar – alusivo a um determinado santo protector, embora na sua forma mais simples se possam resumir a um simples marco crucífero. Perante uma “alminha”, o crente reza pelas almas do Purgatório, sendo o seu pedido reforçado por meio de uma oferenda: uma moeda na caixa das esmolas, um ramo de flores, um objecto de cera ou uma fotografia.
Estes monumentos disseminam-se um pouco por todo o concelho de Ferreira do Zêzere, mas talvez o mais pitoresco seja, em minha modesta opinião, aquele que se conserva em Igreja Nova do Sobral. Este pequeno oratório, que também é fonte, foi erigido no ano de 1957, na sequência da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima à referida povoação. Por essa razão, o nicho encerra um painel azulejar alusivo a Nossa Senhora, acompanhado de vários azulejos avulsos, nos quais se lêem quadras referentes às “alminhas”: Em frente dumas alminhas / Não há decerto ninguém / Que não recorde saudoso / As almas que Deus lá tem. [Azulejo Nº1] As alminhas dos caminhos / Com singeleza e com graça / Lembram o eterno destino / Ao viandante que passa. [Azulejo Nº2] Rezemos todos p’las almas / Pois quem é que lá não tem / Um parente ou um amigo / Um bom pai ou santa mãe. [Azulejo Nº3] A Virgem Nossa Senhora / Quando em Fátima poisou / Que rezassem pelas almas / Aos portugueses mandou. [Azulejo Nº4].
Merece idêntico destaque a “alminha” do lugar do Castelo, Freguesia de Ferreira do Zêzere, dedicada a Nossa Senhora da Paz. O oratório, erigido no ano de 1991, é dominado por um nicho de grandes dimensões, no interior do qual figura uma imagem de vulto da santa padroeira.
Mas outros destes pequenos monumentos podem ser citados: como a “alminha” consagrada a Nossa Senhora do Rosário, erigida junto à antiga escola primária de Areias; ou o pequeno oratório instituído pelo pastor José Abreu, a 25 de Julho de 1965, na estrada que do Beco vai para Dornes; não esquecendo a já tão deteriorada “alminha” dedicada a Nossa Senhora de Fátima, construída junto à estrada de Areias para Pias. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-3620511837131628591?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/3620511837131628591/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=3620511837131628591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3620511837131628591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3620511837131628591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/cruzeiros-e-alminhas.html' title='Cruzeiros e Alminhas'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi6UScfnzI/AAAAAAAAATs/nyvA0lEPdbQ/s72-c/3a.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-6560531191471006971</id><published>2009-04-29T20:36:00.014+01:00</published><updated>2011-12-28T13:16:11.195Z</updated><title type='text'>Lagares de Vinho e de Azeite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi4W_klsrI/AAAAAAAAATk/zYx0BD0zS8I/s1600-h/Vista+do+lugar+da+Cumeada+sobre+Ch%C3%A3os.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334716463781884594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi4W_klsrI/AAAAAAAAATk/zYx0BD0zS8I/s400/Vista+do+lugar+da+Cumeada+sobre+Ch%C3%A3os.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Vista panorâmica sobre o lugar de Chãos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Na minha última crónica, referi-me às principais actividades produtivas a que a população Ferreirense se entrega, expondo alguns dos engenhos de irrigação e de moagem existentes no concelho. Retomando o tema da vida comunitária, analisarei, por ora, a importância dos Lagares de Vinho e de Azeite numa região de tão forte pendor rural.
De facto, a exploração vinícola e olivícola possui ainda grande representatividade no Concelho de Ferreira do Zêzere. As vinhas e olivais concentram-se em torno dos núcleos habitacionais onde, a par das hortas, pomares e milheirais, ocupam os terrenos mais férteis. Por essa razão, os lagares de vinho e de azeite sempre foram muito numerosos no Concelho de Ferreira do Zêzere, apresentando-se como duas das mais importantes fontes de sustento familiar e comunitário.
O Lagar de Vinho surge como um equipamento anexo à casa de habitação, o que indica que a produção se destina quase exclusivamente ao consumo familiar. Funcionando na maioria das vezes como adega, a casa reservada ao lagar possui dimensões modestas e é dotada de poucas aberturas para o exterior, garantindo-se assim o isolamento necessário à boa conservação do vinho. Elemento imprescindível é o tanque de esmagamento da uva, onde o fruto, calcado a pé nu, é convertido em mosto, posteriormente reservado em cubas, dornas, potes ou barris.
Os mais antigos lagares de vinho existentes no concelho, inserem-se no contexto habitacional das grandes herdades regionais, como é o caso da Quinta das Valadas, na Freguesia de Areias, em que o Lagar e a Adega se assumem como duas construções distintas.
Contrariamente ao fabrico do vinho, a obtenção de um bom azeite implicava destreza técnica e larga experiência no ofício, pelo que eram raras as unidades de exploração familiar. Geralmente existia um Lagar de Azeite por povoação, de carácter comunitário, ao qual os habitantes locais se deslocavam para moer a sua azeitona. Até à segunda metade do século XX, predominaram na região de Ferreira do Zêzere os tradicionais Lagares de Varas, sendo comuns as unidades que dispunham de dois ou mais engenhos. O processo de obtenção do azeite era complexo e iniciava-se com o esmagamento da azeitona num moinho de galgas, o qual podia levar de uma a quatro mós verticais, geralmente accionadas pela força da água. A pasta assim obtida era disposta nas seiras, posteriormente empilhadas sob a vara, iniciando-se a prensagem através do aperto do fuso. As ceras eram então caldeadas com água aquecida no forno do lagar, o que ajudava o azeite a escapar do aperto. Por fim, a água ruça escorria para dentro de uma sucessão de depósitos denominados tarefas, sendo a última tarefa a mais delicada, pois consistia em escoar a água do fundo do reservatório de forma a evitar o menor desperdício de azeite possível.
Dos mais antigos lagares de varas existentes no concelho, a maioria foi industrializada – lagares do Escoural e do Rego da Murta [Freguesia de Areias] –, encontrando-se hoje abandonados e, em parte, arruinados – lagares do Açude da Laranjeira, da Quebrada do Meio [Freguesia de Chãos] e do Castelo de Paio Mendes [Freguesia de Paio Mendes]. Apenas o lagar de azeite de São Guilherme [Freguesia de Dornes] foi recuperado e adoptado a novas funcionalidades. Vejamos em pormenor estes exemplos:

&lt;div align="justify"&gt;

&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334712150702052786" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi0b8GOVbI/AAAAAAAAAS0/Iidfp4Bkoss/s400/DSC00787.JPG" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Lagar do Escoural:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Junto da margem esquerda da ribeira de Ceras, ergue-se uma construção de grandes dimensões, que no passado serviu como lagar de azeite. Não obstante, e apesar de a estrutura preservar ainda, no seu interior, alguns dos engenhos industrializados empregues no esmagamento da azeitona e obtenção oleica, a actividade foi abandonada nesta unidade, que desta forma se vai lentamente degradando. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334712594151875586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi01wE5pAI/AAAAAAAAAS8/z8FNgd6cmmQ/s400/d_Areias_005a.JPG" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Lagar do Rego da Murta:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Este antigo lagar de azeite localiza-se junto da margem esquerda da ribeira de São Domingos. Durante muitos anos, a estrutura preservou no seu interior as grandes varas de carvalho empregues no aperto das ceras. Mais recentemente, a produção foi mecanizada e industrializada, e as varas de madeira deram assim lugar a prensas metálicas. Porém, actualmente, também a produção de azeite foi abandonada nesta unidade. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334713666209563394" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi10JzXwwI/AAAAAAAAATE/Jxlgj-2gaoU/s400/DSC00949.JPG" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Lagar do Açude da Laranjeira:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Junto do açude da Ribeira dos Chãos, existe uma grande construção que hoje se encontra totalmente arruinada, mas que em tempos terá servido de lagar de azeite. De facto, num dos seus muros interiores, conservam-se ainda duas das cavidades onde entravam as varas de aperto do lagar. O imóvel, erigido em aparelho de pedra calcária e barro, era caracteristicamente dotado de poucas aberturas, possuindo cobertura em telhado de duas águas, constituídas por telha vã assente directamente sobre o ripado. Numa das extremidades da construção, existia ainda um moinho de galgas, onde a azeitona era macerada e transformada em pasta. &lt;/p&gt;
&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334714103067659346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi2NlOdTFI/AAAAAAAAATM/uTj-izMFOcg/s400/DSC00987.JPG" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Lagar da Quebrada do Meio:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Na aldeia da Quebrada do Meio existe uma construção arruinada, sobradada, que em tempos terá acolhido um lagar de azeite. O interior, bastante destruído, conserva ainda o grande fuso onde entrava a vara de aperto e que, na extremidade oposta, se ligava à parede do lagar. É igualmente visível o decantador que distribuía o líquido pelos vários depósitos e, aqui e além, sobrevivem vestígios de barris e tonéis arruinados.



&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334714422941467122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi2gM2UQfI/AAAAAAAAATU/Ibx3mDbXyb4/s400/lagares+1.JPG" /&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Lagar do Castelo de Paio Mendes:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; No lugar do Castelo de Paio Mendes ergue-se um imponente edifício que, em tempos idos, funcionou como lagar de azeite, mas que hoje se encontra abandonado. Apesar de não ter sido possível visitar o interior do imóvel, e de acordo com os relatos orais recolhidos no local, o lagar do Castelo de Paio Mendes tratava-se de uma importante unidade de produção, sendo o azeite aí obtido distribuído por todo o concelho de Ferreira do Zêzere. De facto, junto dos muros exteriores da construção, ainda se preserva um grande número de galgas, factor indicativo da quantidade de engenhos que aí devem ter laborado.


&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334714883332371826" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi26_8D9XI/AAAAAAAAATc/nnPISkmx_VM/s400/lagar+1.JPG" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Lagar de São Guilherme:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Junto da ribeira de São Guilherme existe um antigo lagar de azeite, recentemente reconstruído com o apoio da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, onde chegaram a decorrer alguns eventos culturais. Da primitiva construção manteve-se a sua estrutura geral, de planta longitudinal, dotada de poucas aberturas e telhado em cobertura de duas águas que, pelo lado da entrada principal, descem sobre um pequeno alpendre assente sobre colunas. Conservam-se ainda algumas galgas, assim como o paredão onde encaixava a roda de copos que, ao girar, fazia mover o moinho onde era macerada a azeitona. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-6560531191471006971?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/6560531191471006971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=6560531191471006971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6560531191471006971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/6560531191471006971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/lagares-de-vinho-e-de-azeite.html' title='Lagares de Vinho e de Azeite'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgi4W_klsrI/AAAAAAAAATk/zYx0BD0zS8I/s72-c/Vista+do+lugar+da+Cumeada+sobre+Ch%C3%A3os.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-4503889449396874743</id><published>2009-04-29T20:32:00.016+01:00</published><updated>2011-12-28T13:16:39.473Z</updated><title type='text'>Azenhas de Água, Moinhos de Vento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgizuarhuZI/AAAAAAAAASs/R8ZozSNql8o/s1600-h/engenho.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334711368637594002" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgizuarhuZI/AAAAAAAAASs/R8ZozSNql8o/s400/engenho.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;Engenho de moagem de uma azenha outrora existente no lugar do Escoural&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div align="justify"&gt;Na região de Ferreira do Zêzere, o sector primário desempenha ainda uma importante função entre os habitantes rurais, que ao longo de várias gerações aprenderam a retirar do cultivo dos campos, do pascido dos animais e da exploração florestal a sua principal fonte de sustento. Consequentemente, o casario tende a concentrar-se nas zonas mais férteis, disseminando-se em torno dos núcleos habitacionais os terrenos reservados a hortas, vinhas, pomares, milheirais e searas.
Como a produtividade dos solos está directamente relacionada com a boa irrigação dos mesmos, facilmente se depreende da necessidade de existência, nessas terras de cultivo, de fontes de abastecimento hídrico, tais como ribeiros, nascentes ou poços, dos quais a água era primitivamente elevada por meio de engenhos manuais [cegonha ou picota], ou por meio da tracção animal [noras].
Deste modo, e sempre que possível, os terrenos agrícolas dispunham-se ao longo dos ribeiros, sendo a água conduzida, através de uma rede de canais, para o sistema de rega. Porém, a subida de caudal do Zêzere, originada pela construção da barragem de Castelo do Bode entre 1940 e 1950, destruiu grande parte do sistema de aproveitamento da água do rio com o recurso a açudes, cujas levadas, para além de suportarem a rega dos terrenos marginais, faziam ainda mover as Azenhas, engenhos hidráulicos utilizados na moagem dos cereais.
Tipologicamente, é possível distinguir entre Azenhas de Rio – movidas por rodas de propulsão inferior e empregues nos ribeiros de caudal mais significativo – e Azenhas de Copos – accionadas por uma roda de propulsão superior, solução que permitia o aproveitamento energético de pequenos cursos de água.
São hoje muito raros no Concelho de Ferreira do Zêzere este tipo de engenhos, até porque a grande maioria dos exemplares remanescentes ou foi industrializada ou totalmente abandonada, sem contar com as construções que, edificadas junto das margens do Zêzere, ficaram totalmente submersas a quando da subida do leito do rio.
Não obstante, no lugar do Escoural [Freguesia de Areias], junto da margem esquerda da Ribeira de Ceras, preserva-se uma antiga azenha de rio que, apesar de abandonada, mantém no seu interior o engenho originalmente empregue na moagem do cereal. O curso de água da ribeira, desviado para uma caleira, era conduzido até às pás da roda existente por debaixo da casa da azenha, pelo que, a força motriz assim gerada, fazia trabalhar o engenho de moagem. A construção, em parte arruinada, foi erigida em blocos de pedra calcária, ligados por aparelho de barro, sendo a cobertura em telha vã.
Já no lugar da Ribeira do Brás [Freguesia do Beco], na margem direita da ribeira com o mesmo nome, preserva-se uma azenha de copos, actualmente remodelada. Apesar do primitivo engenho de moagem ter dado lugar a um equipamento eléctrico, a construção mantém a roda de copos, hoje disfuncional, mas que no passado era abastecida por um açude que recolhia a água da ribeira próxima.
&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334707993228376626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/Sgiwp8TQejI/AAAAAAAAASM/YYaz-DdRzWk/s400/d_Areias_002b.JPG" /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Moinho de vento da Avecasta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Igualmente empregues na moagem do cereal eram os Moinhos, engenhos que se distinguem dos anteriores por serem movidos a vento, localizando-se geralmente em locais ermos e ligeiramente elevados, de forma a melhor aproveitar a energia eólica. No Concelho de Ferreira do Zêzere, preservam-se alguns exemplares deste tipo de engenhos, como é o caso dos moinhos de vento do lugar da Avecasta ou do lugar dos Matos, localizados na Freguesia de Areias.
Estes moinhos, construídos em estruturas giratórias de madeira de planta hexagonal, apresentam como particularidade o facto de poderem rodar em busca do vento, apoiando-se sobre um espigão e duas rodas de madeira, que giram sobre um caminho circular de lajes.
De facto, os cinco moinhos de vento da Serra dos Matos, erigidos no cimo de um morro que se isola da paisagem envolvente pela sua maior altitude, são em tudo semelhantes ao moinho da Avecasta, com a excepção de, nestes exemplares, a cobertura se encontrar protegida por meio de uma chapa metálica. O conjunto evidencia sinais preocupantes de degradação, sintoma do estado de abandono a que se encontra votado. O moleiro, que regularmente aí moía o cereal, habitava próximo, numa pequena casa rústica construída no sopé da elevação. No seu ofício não encontrou continuidade... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-4503889449396874743?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/4503889449396874743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=4503889449396874743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4503889449396874743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/4503889449396874743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/azenhas-de-agua-moinhos-de-vento.html' title='Azenhas de Água, Moinhos de Vento'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SgizuarhuZI/AAAAAAAAASs/R8ZozSNql8o/s72-c/engenho.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-3767547095206954377</id><published>2009-04-25T16:45:00.022+01:00</published><updated>2011-12-28T13:17:07.802Z</updated><title type='text'>A Torre de Dornes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SfMwl3FjI8I/AAAAAAAAAD0/d-BANN8YAyI/s1600-h/DSC_0081.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 213px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328656211109946306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SfMwl3FjI8I/AAAAAAAAAD0/d-BANN8YAyI/s320/DSC_0081.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; A &lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;torre pentagonal de Dornes&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – património classificado do Concelho de Ferreira do Zêzere [IIP; Dec. Nº 32973, DG175, de 18 de Agosto de 1943] – ergue-se no centro da Vila com o mesmo nome, junto da Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Pranto e do terrim cemiterial, permanecendo alcandorada no cimo de um morro rodeado pelo rio Zêzere.
As origens deste imóvel remontam, muito provavelmente, à época romana pois, ao nível do embasamento, subsistem ainda vestígios da construção dessa época. Na verdade, a Torre terá sido erigida sobre um antigo castro, que assim ocupava uma elevação facilmente defensável, localizada perto de um importante curso de água. Actualmente, não subsistem quaisquer vestígios das estruturas castrejas, pois a importância estratégica do povoado levou a que este fosse posteriormente romanizado.
A presença romana no local é testemunhada, não só através dos diversos objectos que têm vindo a ser resgatados da estação arqueológica, como por meio de uma lenda que atribui a Sertório a fundação do Castelo da Sertã e da Torre de Dornes, o qual havia construído estas fortificações para sua segurança. Tal como refere Carvalho da Costa: como fez [Sertório] o castello da Certã, faria tambem esta torre [de Dornes] para sua segurança, por vir a estrada da Certã ter a este sitio, servindo-lhe de ponte a barca de Dornes.
Mais tarde, durante o período de ocupação muçulmana, a Torre de Dornes é integrada no domínio do Castelo de Monsalude, cujas possessões se estendiam de Alvaiázere a Vila de Rei, e que a tradição coloca na Serra de São Paulo do Beco. De facto, aí têm sido encontrados diversos vestígios arqueológicos, entre os quais algumas sepulturas mouriscas escavadas em afloramento rochosos, para além de existir um ditado muito antigo relativo à má sorte dos mouros, após a perda destas terras em favor dos cristãos: Entre a Serra de S. Pálos / E a Ribôra de Baltãi [hoje, Ribeira de São Guilherme] / Fica todo o nosso bâi [isto é, toda a “nossa riqueza”].
Portanto, ao tempo da Reconquista Cristã, o território de Monsalude terá sido conquistado aos sarracenos e convertido em reguengo, posteriormente fraccionado em várias parcelas, entregues a diferentes forças administrativas. É desta forma que, no ano de 1200, o rei D. Sancho I doa parte do reguengo de Monsalude a D. Pedro Afonso, filho ilegítimo de D. Afonso Henriques, que nele cria os concelhos de Arega (1201), de Figueiró (1204) e de Pedrógão (1206). A povoação de Dornes, integrada nesta fracção do território, seria entregue por D. Pedro Afonso à Ordem do Templo no ano de 1206.
A posição estratégica do povoado conduziria a um reforço da sua importância administrativa, pelo que, a partir de 1225, Dornes é convertida em Comenda. A antiga atalaia é então reconstruída e novamente reaproveitada como estrutura defensiva, passando a Torre de Dornes a complementar o sistema de fortificações da região, juntamente com os Castelos de Monsalude, Murta, Ceras e Tomar.
Com a conclusão do processo de Reconquista (1252), o retorno à paz conduziria ao abandono de grande parte das estruturas militares ou ao seu reajustamento a novas funções. Por essa razão, a 22 de Junho de 1536, quando Frei António de Lisboa se desloca à Igreja de Nossa Senhora do Pranto, a atalaia medieval de Dornes havia sido já convertida em campanário, nela se preservando os sinos da vila que aí se mantiveram até aos dias de hoje.
Do ponto de vista arquitectónico, a Torre de Dornes conserva o seu plano construtivo medieval, de sólida estrutura pentagonal rematada em abóbada de tijolo e beirado, de cujos vértices irrompem goteiras em forma de boca de canhão. Os muros, delimitados por cunhais, foram construídos em aparelho de pedra calcária e xisto, ligada por meio de uma argamassa à base de barro e pedra miúda.
A partir da face Norte, desenvolve-se uma escadaria, que termina num portal de acesso ao interior da Torre. A verga desta abertura foi reaproveitada de uma lápide funerária, em cujo intradorso se encontram esculpidos dois escudos, uma lança e um dardo. O interior é dominado por uma sala ampla, a partir da qual se acede ao campanário, cujos arcos se rasgam nos muros Oeste e Sudoeste.
Entre 1961 e 1968, a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais desenvolveu algumas intervenções de consolidação e reabilitação na estrutura do imóvel, pelo que, actualmente, a Torre de Dornes denuncia um estado de conservação razoável. O espaço envolvente do imóvel manifesta-se igualmente bem preservado, tendo sido respeitados os limites do seu enquadramento físico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-3767547095206954377?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/3767547095206954377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=3767547095206954377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3767547095206954377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/3767547095206954377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2009/04/torre-de-dornes.html' title='A Torre de Dornes'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SfMwl3FjI8I/AAAAAAAAAD0/d-BANN8YAyI/s72-c/DSC_0081.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6233552904190622910.post-2469652305988514150</id><published>2008-10-26T21:16:00.021Z</published><updated>2011-12-28T13:17:31.883Z</updated><title type='text'>A Torre da Murta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SQTfSkWciKI/AAAAAAAAABY/0RYW8x-PKBk/s1600-h/Torre+da+Murta.png"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 172px; FLOAT: left; HEIGHT: 257px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261575774764042402" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SQTfSkWciKI/AAAAAAAAABY/0RYW8x-PKBk/s320/Torre+da+Murta.png" /&gt;&lt;/a&gt;Património classificado do Concelho de Ferreira do Zêzere [IIP; Dec. Nº 32973, DG175, de 18 de Agosto de 1943], a &lt;span style="font-size:85%;color:#999900;"&gt;&lt;strong&gt;Torre da Murta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – também conhecida por Torre do Ladrão Gaião ou Torre do Langalhão – situa-se na freguesia de Areias, mais concretamente no lugar do Pereiro, num morro próximo à EN 110.
As origens deste imóvel encontram-se envoltas na penumbra da lenda, síndroma místico que se deve, em grande parte, ao facto de ainda se encontrar por realizar um aprofundado estudo arqueológico no local que, de certo, ajudaria a perceber melhor o seu passado.
No entanto, sabe-se que, ao tempo da Reconquista Cristã, a Torre da Murta terá funcionado como uma importante estrutura defensiva, complementar ao sistema de fortificações então existentes no corredor Douro-Tejo que, deste modo, dificultariam o acesso mouro ao norte cristão.
Parte do território conquistado aos sarracenos nesta região estendia-se entre as terras de Alvaiázere e Vila de Rei, constituindo-se um extenso Reguengo, a que se deu o nome de Monsalude, que posteriormente seria fraccionado em diferentes parcelas, entregues a diferentes forças administrativas. É desta forma que, em 1135, D. Afonso Henriques doa a sua herdade de Pedrógão a Osberto, Mónio Martins e Fernão Martins, para que a ocupassem e rentabilizassem. Esta parcela administrativa incluía ainda a propriedade da Torre da Murta que, em 1152, pertencia a D. Gaião, alcaide de Santarém, personagem imortalizada na tradição oral ferreirense por todo o conjunto de lendas geradas em torno do lugar e que encontram a sua máxima expressão numa das próprias designações do imóvel: Torre do Ladrão Gaião.
Segundo uma dessas lendas (que, no entanto, pode apresentar variantes), Gaião seria um gigante que habitava nesta torre, roubando os transeuntes que por ali passavam. Certo dia, porém, um pequeno homenzinho, que transportava consigo uma bolsa de moedas de ouro, vendo-se cercado pelo gigante, esperou que este se inclinasse para o roubar. Ao fazê-lo, o homenzinho apunhalou o ventre de Gaião que, no entanto, ao cair esmagou o seu assassino. Outra lenda, idêntica à anterior, refere que nesta torre viveria igualmente um gigante que, tendo um pé em casa, chegava com o outro ao Pereiro, apanhando deste modo as raparigas, que levava para a torre, onde deixavam a virgindade.
Apesar do carácter fantasioso destas histórias, não se pode desprezar, contudo, que estas encerram quase sempre algum fundo de verdade. De facto, no seguimento da tradição muçulmana, as atalaias medievais poderiam servir como locais onde se instalava, durante determinados períodos de tempo, o alcaide, ou seja, o governador militar do território concelhio e, como tal, comandante da hoste local. Ao alcaide cabia também a responsabilidade pelo policiamento local, desempenhando funções judiciais e recebendo, inclusivamente, os dinheiros ou géneros respeitantes ao pagamento de imposto e taxas tributáveis à população local. Por tudo isto, e dada a posição privilegiada que ocupava na comunidade, o alcaide era geralmente encarado com um certo desdém pelos restantes indivíduos, que nele viam um opressor aos seus interesses.
D. Gaião doaria a propriedade da Torre da Murta à Ordem do Templo que, por volta de 1159, era limítrofe à herdade do Castelo e Termo de Ceras, pertencente à mesma Ordem. Já por essa altura a atalaia se encontrava arruinada, pois quando D. Gualdim Pais passou pelo Castelo de Ceras, então totalmente derrubado, o único lugar fortificado que encontrou foi o Castelo do Ladrão Gaião, que ficava a cerca de uma légua de distância, e cujas paredes se encontravam igualmente destruídas.
Para este estado de decadência, que se estendeu a outras fortificações da região – como Dornes e Monsalude –, contribuíram três ordens de factores: em primeiro lugar, a destruição causada pelos conflitos gerados na sequência do movimento de Reconquista; em segundo lugar, o aparecimento de novos pólos fortificados – como Tomar e Almourol –, estrategicamente mais fortes do ponto de vista militar e administrativo; em terceiro lugar, a cessão dos conflitos – com a conquista definitiva do Algarve, em 1252 –, o que conduziria ao abandono definitivo das estruturas defensivas ou ao seu reajustamento a outras funções.
No que se refere à Torre da Murta, a função que melhor lhe coube foi a de armazém de colheitas ou outros bens comunitário. De facto, quando Frei Afonso, Vigário de Tomar, a visitou em 1416, servia como celeiro, onde era depositada a cevada de pagamento ao arrendamento da herdade, então emprazada a Martim Correia, Guarda-mor do Infante D. Henrique e o primeiro dos doze Senhores da Torre da Murta.
Na sua origem, a Torre da Murta apresentar-se-ia como uma atalaia medieval de grandes dimensões, pois os dois paramentos, Sul e Nascente, que se aguentaram na verticalidade até aos dias de hoje, deixam ainda perceber a sua estrutura paralelipipédica. Esta subdividir-se-ia em três sobrados de paredes robustas, construídas em pedra calcária, num aparelho de alvenaria relativamente homogéneo. Quanto ao seu cariz militarizante, este é denunciado quer pela robustez do aparelho construtivo, quer pela única fresta que sobreviveu na parede nascente da construção; porém, no que se refere à existência de ameias e matacães, à muito que estes desapareceram, pois o terceiro patamar da fortificação já quase desapareceu por completo.
Assim sendo, aos dias de hoje, chegou-nos uma estrutura bastante arruinada, cujo estado de abandono é agravado pela inexistência de um trilho de acesso ao imóvel, que assim permanece oculto pelos extensos matagais e pelo lixo que se vai acumulando em seu redor.
Por esta razão, poucos são hoje aqueles que, na própria região, conhecem a Torre da Murta, ou melhor, as duas teimosas paredes que insistem em assinalar a sua presença no alto do morro que as viu nascer. Contudo, as pessoas do lugar do Pereiro lá vão ouvindo falar de uns “muros muito antigos”, que as lendas e as histórias vão animando e trazendo à vida. Não fossem elas, e a presença da Torre da Murta já há muito que se havia apagado da memória das gentes.
Confesso que, eu própria, dificilmente teria dado pela sua existência, se não tivessem sido os “velhos”, mas também os mais sábios guardiães das memórias, a falar-me dessa Torre, que os tempos baptizaram com tantos nomes. E, assim, perdendo-me por aqueles trilhos que nos levam sabe lá Deus onde, deparar-me-ia com o espectáculo da antiga construção que, quase totalmente deitada por terra, ainda nos atinge com significativa imponência. Por tudo isto, é necessário intervir, quanto antes, com vista à consolidação estrutural do imóvel, assim como apostar na revalorização do seu enquadramento físico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6233552904190622910-2469652305988514150?l=tactiboqueando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/feeds/2469652305988514150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6233552904190622910&amp;postID=2469652305988514150' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/2469652305988514150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6233552904190622910/posts/default/2469652305988514150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tactiboqueando.blogspot.com/2008/10/torre-da-murta.html' title='A Torre da Murta'/><author><name>Ana Torrejais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03339298442470952751</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eDnizHqQyZE/SQTfSkWciKI/AAAAAAAAABY/0RYW8x-PKBk/s72-c/Torre+da+Murta.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
